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Review » Mizuno Wave EVO Cursoris

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 21 de abril de 2013 at 19:38

meteorologia: falta muito pro verão voltar?
pecado da gula: bolo de coco
teor alcoolico: nada ainda
audio: literatuscast #21
video: hannibal

Bastante a contragosto aposentei meu segundo par de Brooks Glycerin 8. Já bem acostumada aos meus tênis minimalistas - Saucony Hattori e New Balance Minimus Trail - e ao meu Five Finger, o Brooks de uns tempos para cá estava me fazendo sentir uma fisgada incômoda na planta do pé, logo nos primeiros quilômetros de corrida. Para uso no dia a dia ainda estava apto, mas para correr, sem chance. E assim, eu, que há algum tempo procurava uma boa desculpa (para mim mesma) para comprar mais um par de tênis, fui às compras munida de um vale-desconto que acompanhou o kit da Meia Maratona Netshoes. Fiquei em dúvida entre os dois novos modelos da Mizuno, os primeiros minimalistas da marca - Mizuno Wave EVO Cursoris e Mizuno Wave EVO Levitas . Os dois me agradaram e a escolha final ficou mesmo por conta da cor do calçado, já que o EVO Levitas preto com solado azul não constava do catálogo da loja.

obs.: Diferente dos dois outros tênis minimalistas citados, não fui a uma loja física a fim de experimentar o calçado e descobrir qual a numeração mais adequada. Já tive diversos pares de Mizunos e já sabia qual tamanho pedir.

A primeira impressão foi antes mesmo de abrir a embalagem. Ao pegar o pacote das mãos do carteiro, mesmo tendo certeza de que se tratava do meu tênis novo, fiquei impressionada com o peso, ou melhor, pouco peso do pacote.

Ao tirar da caixa, a comprovação. Os 175g do calçado estão muito bem distribuídos num modelo super bem cuidado visualmente. É isso mesmo, 175g, apesar da entressola um pouco mais espessa que meus outros dois, com 12mm mas com drop zero (essencial). Calcei logo, tanto para ajustar os cadarços quanto para sentir o tênis no pé. Tão leve e tão confortável que a impressão é de estar quase andando de meias. Praticamente não se percebe o calçado ao redor do pé. Calcei-os sem meias para identificar qualquer costura ou curva que pudesse “pegar” em qualquer ponto do pé. Nada.

Impaciente, não esperei pelo treino do dia seguinte para testá-lo, lógico. Uma corrida leve de meia hora não faria mal algum. Uma garoinha chata me fez ficar em casa e correr na esteira - não, eu não gosto de correr na chuva, me julguem! (rs). Quarenta minutos depois - lógico, acabei assistindo um episódio todo de Dexter - estava com aquela sensação ótima de ter feito uma boa escolha. Apesar de não ter amortecimento, tanto a espessura da sola quanto o material de que é composta dão a impressão de que há algum amortecimento. Nenhum ponto de atrito foi identificado. Apenas tive de soltar um pouco mais os cadarços, mas feito isso a sensação foi de conforto total. Bem ventilado, os pés não cozinharam mesmo com o calor da esteira. Tirei-os do pé no último quilômetro apenas por hábito, não por desconforto ou calor.

Dois dias depois, fui para a academia correndo e fiz o teste na rua. Sensação de amortecimento similar à esteira. Achei que talvez não sentisse tão bem as irregularidades do chão devido à espessura da entressola, mas me enganei. Lógico que pedriscos e “trocinhos” muito pequenos não são percebidos, mas o feedback do solo não ficou prejudicado. A sola é bem flexível e tem boa aderência, não derrapou em nenhum momento.

O teste final foi num longo de 16km que terminei de boa, sem bolhas, sem dores, sem calor demais nos pés. Aprovado com louvor. Agora só falta estrear com ele numa prova.

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Ao natural

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 23 de dezembro de 2012 at 19:34

meteorologia: chuva esparsa
pecado da gula: esfihas
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: 89fm
video: numb3rs

Para quem acompanha o blog há algum tempo, não é novidade o meu interesse por tênis minimalistas e corrida natural. A aquisição mais recente referente a isso foi um New Balance Minimus Trail (review aqui), que eu estou curtindo demais. Não faço parte dos corredores que se interessaram pelo assunto após a leitura de Born to run (Nascido para correr), de Christopher McDougall. Aliás, shame on me, eu ainda não o li. Mas li vários artigos escritos a respeito em jornais, revistas, sites e blogs voltados para corredores. (o Natal está aí... ainda dá tempo se alguém estiver a fim de fazer um “mimo” me presenteando com o livro :-) )

Na verdade, não houve um fator ou uma leitura específica que tenha despertado meu interesse em deixar de lado os tênis mais estruturados (conto aqui meus primeiros dias). Acho que mais provavelmente a curiosidade para entender se a tal polêmica ao redor do assunto fazia sentido. Enfim, comecei a praticar e, embora a maioria das revistas especializadas dê boas dicas a respeito, fica sempre uma sensação de algo poderia ser melhorado. E nada melhor do que aprender e pegar algumas dicas com alguém que já pratica há bem mais tempo que eu. E foi o que fiz. Fiquei bastante empolgada ao saber que o Sério Rocha, jornalista da Contra Relógio, iria ministrar uma Clínica de Corrida Natural dia 8 de dezembro, na Velocità Moema. Mais detalhes sobre o evento no site Corrida Natural, também concebido pelo Sérgio.

Posso afirmar sem dúvida que valeu a pena. Uma coisa é ler sobre o assunto, outra bem diferente é ver a demonstração ao vivo e a cores. Como eu imaginava, a parte teórica da aula trouxe muitos conceitos que eu já conhecia das minhas leituras e tentava, na medida do possível, aplicar durante corrida. Mas o melhor mesmo foi a parte prática. Tirar os calçados e, pés no chão, com a ajuda do professor, “experimentar” a teoria: flexão dos joelhos, relaxamento e cadência. Esta última, eu já havia testado depois de ler um artigo do Sérgio no site. Pode não parecer, mas faz diferença. Por aumentar a frequência da passada, temos a impressão equivocada de que cansará mais. Mas é justamente o inverso, a sensação de cansaço é menor. Bem, e depois dos educativos, desafio lançado: dar uma volta no quarteirão... descalços. Desafio aceito. Já estávamos ali mesmo e, apesar do receio inicial de todos, foi a parte mais divertida da Clínica.

(abaixo, a filmagem feita durante a Clínica)


Se restava ainda alguma dúvida para mim de que a técnica funcionava, todas foram sumariamente eliminadas no dia seguinte, domingo, numa prova de 10km no centro de São Paulo. Com os conceitos ainda frescos na memória, coloquei tudo em prática durante a prova. E para minha satisfação, fiz meu melhor tempo em 10km do último ano: 00:51:30. Ainda longe da minha meta de sub50, mas ainda assim muito melhor que os 54 ou 55 min. das provas anteriores. Manter a cadência e a flexão dos joelhos ainda demanda atenção. Porém, tenho certeza que isso passa, assim como quando começamos a dirigir e temos de pensar cada gesto, com o tempo passamos a fazer tudo “no automático”. É um período de adaptação necessário, mas que compensa.

Enfim, a experiência superou muito a expectativa. Recomendo.





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