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Top 10 - 2013

coded by ctellier | tags: , , , , , | Posted On domingo, 5 de janeiro de 2014 at 21:39

meteorologia: calor abafado
pecado da gula: chipas
teor alcoolico: nada ainda
audio: enya
video: homeland

Eu tinha pensado em fazer um post para cada categoria. Mas bateu aquela preguiça domingueira e acabou ficando um post só.

Seguem os meus eleitos.
(não estão em ordem de preferência)


Séries


  • Breaking Bad
  • Homeland
  • House of cards
  • Orange is the new black
  • Game of thrones
  • Hannibal
  • Sherlock
  • The fall
  • In the flesh
  • Les revenants



Filmes


  • Django unchained (Django)
    roteiro e direção: Quentin Tarantino
  • Amour (Amor)
    roteiro e direção: Michael Haneke
  • Prisoners (Os suspeitos)
    roteiro: Aaron Guzikowski | direção: Dennis Villeneuve
  • Before midnight (Antes da meia-noite)
    roteiro: Richard Linklater, Julie Delpy | direção: Richard Linklater
  • Killer Joe (Matador de aluguel)
    roteiro: Tracy Letts | direção: William Friedkin
  • The master (O mestre)
    roteiro e direção: Paul Thomas Anderson
  • Gravity (Gravidade)
    roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón | direção: Alfonso Cuarón
  • Zero Dark Thirty (A hora mas escura)
    roteiro: Mark Boal | direção: Kathryn Bigelow
  • De rouille et d'os (Ferrugem e ossos)
    roteiro: Jacques Audiard, Thomas Bidegain | direção: Jacques Audiard
  • Jagten (A caça)
    roteiro: Tobias Lindholm, Thomas Vinterberg | direção: Thomas Vinterberg

Livros

(os top 5 estão no Cafeína Literária, adicionei outros 5 para completar a lista)

  • Os homens que não amavam as mulheres – Stieg Larsson
  • Laranja mecânica – Anthony Burgess
  • O oceano no fim do caminho – Neil Gaiman
  • Primavera num espelho partido – Mario Benedetti
  • Sobrevivente – Chuck Palahniuk
  • Pantaleão e as visitadoras - Mario Vargas Llosa
  • Garota exemplar - Gillian Flynn
  • Barba ensopada de sangue - Daniel Galera
  • Deixa ela entrar - John Ajvide Lindqvist
  • Turma da Mônica - Laços - Lu & Vítor Cafaggi



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Drops » The fall

coded by ctellier | tags: , | Posted On segunda-feira, 17 de junho de 2013 at 08:58

meteorologia: friozinho
pecado da gula: frango frito
teor alcoolico: uma bernard amber
audio: beethoven
video: friends

The fall (2012)
★ ★ ★ ★ ★

Órfã de séries. Fringe acabou. Game of thrones e The Walking Dead só voltam em 2014. Bones, meu vício, também. Homeland, só em setembro. Sherlock, se tudo der certo, no final do ano. The following se revelou uma fraude. Hannibal é boa, mas não preenche o vazio deixados pelas minhas séries prediletas. Fuçando no Netflix, ocasionalmente, encontro algo interessante, tipo Whitechapel. E, dia desses, achei The fall, com Gillian Anderson, a eterna Dana Scully (que também aparece em Hannibal).

A série, produzida inicialmente com cinco episódio, mas já renovada para uma segunda temporada, acompanha Stella Gibson (Gillian Anderson), uma investigadora da polícia britânica chamada a Belfast para revisar o caso do assassinato de uma mulher, ligada a um figurão da cidade. Durante a revisão, percebe que não é único mas parte de uma série. Em paralelo, acompanhamos Paul Spector (James Dornan, o xerife de Once upon a time), psicólogo, casado, pai de um casal de filhos, que vigia, persegue e ataca mulheres.

E é o jogo de gato e rato entre os dois que leva a trama adiante. Ao contrário da maioria das séries policiais procedurais em que o casal central são parceiros nas investigações, nesta são antagonistas. E é interessante notar que aquilo que Spector odeia nas mulheres que mata é o que caracteriza Gibson: o sucesso profissional, a independência, o poder de decisão sobre a própria vida. Uma fala de Gibson, no terceiro episódio, exemplifica bem o modo como ela encara o “ser mulher” e o modo como ela sabe que é vista:

“That’s what really bothers you, isn’t it? The one night stand? Man fucks woman, subject man, verb fucks, object woman. That’s okay. Woman fucks man, women subject, man object. That’s not so comfortable for you is it?”




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Drops » Whitechapel

coded by ctellier | tags: , , , | Posted On terça-feira, 4 de junho de 2013 at 13:42

meteorologia: ensolarado, mas frio :-(
pecado da gula: queijo quente, com muuuuito queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: queen
video: friends

Whitechapel (2010)
★ ★ ★ ★ ★

Série britânica com apenas três episódios por temporada. Seguindo a máxima "menos é mais", as séries britânicas costumam ser bem produzidas e ter bons roteiros. E esta não decepcionou. Assisti em dois dias às duas temporadas disponíveis no Netflix.

A premissa é bem interessante: um copy-cat de Jack, o Estripador começa a agir na cidade, ao mesmo tempo em que um “almofadinha” carreirista e portador de TOC assume a inspetoria responsável pela investigação do caso. Este é o mote da primeira temporada.

Na segunda, o alvo da imitação são gângsters, os irmãos Kray. Talvez por não serem conhecidos fora da Inglaterra - eu, ao menos, nunca tinha ouvido falar deles - a temporada não tenha sido tão interessante no quesito investigativo. Mas o desenvolvimento dos personagens compensou bastante.

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Drops » Hemlock Grove

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 5 de maio de 2013 at 09:30

meteorologia: ar seco e quente
pecado da gula: bolo formigueiro
teor alcoolico: 1 duvel
audio: nina simone
video: in the flesh

★ ★ ★ ★ ★

Mais uma produção exclusiva da Netflix, com lançamento simultâneo (19/04/2013) em todos os países em que a empresa está presente. E, mais uma vez, assim como com House of cards, toda a primeira temporada foi disponibilizada de uma só vez. Quem estiver a fim de aproveitar esse friozinho de início de outono, ajeitar-se no sofá com o kit edredom + pipoca + café e fazer uma maratona da série, não precisa esperar.

A premissa "garota assassinada em cidadezinha do interior onde todo mundo tem um segredo" é batida. Mas, ao começar a assistir, esperava que talvez os roteiristas consiguiriam sair do lugar-comum não apenas acrescentando doses maciças de violência e seres sobrenaturais.

Infelizmente, a série ficou muito aquém de House of cards. Talvez, devido a House of cards, a expectativa tenha ficado muito alta e difícil de ser atingida. A série é bem produzida, isso é inegável. Mas não conseguiu me prender. Diferente de House of cards, que eu certamente acompanharia mesmo que tivesse sido veiculada semanalmente, esta eu só cheguei ao final da temporada por ter sido liberada toda de uma vez. Se eu tivesse de aguardar pelo episódio da semana seguinte, provavelmente não acompanharia assiduamente. A falta de ritmo, de “pegada” mesmo da narrativa não deixa o espectador com muita vontade de continuar assistindo. Algumas subtramas se arrastam de maneira desnecessária. E o excesso de flashbacks compromete demais o fluxo narrativo.

Não é que a estória seja ruim. Contudo, fica-se com a impressão de que os roteiristas não conseguiram se decidir entre dar um tom de realismo fantástico - valendo-se de argumentos científicos - e mergulhar definitivamente na fantasia e partir da premissa que as criaturas existem sem necessidade de explicação. A série não é tão chata quanto algumas críticas fizeram parecer, mas mesmo assim está longe de se tornar a predileta de algum espectador.



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Drops » The following

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 24 de março de 2013 at 10:32

meteorologia: ameaça de sol
pecado da gula: brigadeiro
teor alcoolico: nada ainda
audio: wergeeks #93
video: tbbt

Série produzida pela FOX, exibida pela Warner aqui no Brasil, sobre um serial killer que cria uma seita de assassinos. Temos dois personagens clichês antagônicos: o assassino psicopata e o ex-policial amargurado que o persegue - respectivamente James Purefoy e Kevin Bacon.

A premissa assim como os teasers veiculados antes da estreia são bem instigantes, despertam a curiosidade de assistir ao menos ao piloto. Assisti ao primeiro o episódio e logo já baixei os outros oito. Terminei de ver todos em menos de 3 dias. Dispensável dizer que curti bastante. Em comparação com o "chove não molha" dos últimos episódios de The walking dead, não dá vontade de parar de assistir.

Exceto por alguns exageros e situações pouco verossímeis, os roteiros são muito bem construídos. Se o espectador comprar a ideia de que uma única pessoa, de dentro de um presídio, com acesso à internet somente uma vez por semana, consegue reunir mais de uma centena de acólitos, apenas recitanto trechos de Edgard Allan Poe (e outros autores do Romantismo) e acenando com a promessa de dar um sentido às suas vidas, já é meio caminho andado para curtir a série.

O excesso de flashbacks frequentemente atrapalha, já que na maioria das vezes pouco ou nada acrescrentam à estória. Um ponto a favor, além do roteiro bem estruturado, é a ousadia ao não ocultar do espectador cenas violentas e sangrentas, envolvendo lutas, tortura e morte. "Eufemismo" é algo que definitivamente não combinaria com o teor da série.

O elenco está bem, mas o destaque fica mesmo para Purefoy.

Enfim, é uma série para que está a fim de sair da mesmice. Vale ao menos uma espiada. Nem que seja apenas para descobrir como termina :-)



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Drops » House of cards

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 at 18:34

meteorologia: chuva de novo
pecado da gula: bolo de banana
teor alcoolico: nada ainda
audio: cinecast cult #5
video: the watcher

Sinopse:
Série de televisão norte-americana de drama político criada por Beau Willimon para o site Netflix. Ela é estrelada por Kevin Spacey como Frank Underwood, um impiedoso e ambicioso político que almeja um alto cargo público em Washington, D.C.. House of Cards é uma adaptação do romance homônimo escrito por Michael Dobbs e da minissérie britânica criada por Andrew Davies.
(fonte: Wikipedia)

Outra série - além de Homeland - surgiu como candidata a preencher o vazio deixado pelo fim de Fringe. Há uma semana, dia 01/02, acessei o Netflix, como de hábito, para assistir a mais um episódio de Dexter ou Breaking Bad. Dei de cara com um box gigantesco anunciando a estreia de House of cards, série produzida pela própria Netflix. O poster me chamou a atenção na hora, afinal, Kevin Spacey como protagonista não é algo a se dispensar.

A série foi lançada nesse dia, em todos os países em que a Netflix atua. E não apenas isso, TODOS os episódios da primeira temporada estavam disponíveis. Ou seja, para quem curtisse, havia a possibilidade de fazer uma “maratona House of Cards”, sem a necessidade de aguardar uma semana pelo episódio seguinte. Haja disposição para encarar 13 episódios de quase uma hora de duração cada, em sequência. Fui comedida, tenho assistido a um por dia, intercalando com dois ou três de Homeland.

Para os que não estão acostumados e/ou não conhecem os meandros da estrutura política americana, ou que não têm o hábito de assistir outras séries de mesma temática - West wing, Game change, Political animals - a série é ideal. O personagem de Spacey quebra a quarta parede e conversa com o espectador, explicando em detalhes o que ele está pensando, o que ele sabe que os outros estão pensando, o que ele pretende fazer e o que os demais pretendem fazer. O didatismo em alguns momentos chega a ser exagerado. É como explicar uma piada - o que Underwood faz algumas vezes, inclusive. Isso não chega a tirar o interesse do público, mas torna a série um pouco mais lenta que o necessário.

Os episódios são dirigidos por diretores tarimbados, entre eles David Fincher, Joel Schumacher e Alan Coulter. Os primeiros episódios foram dirigidos por Fincher e é interessante notar o quanto se nota “a mão” do diretor em algumas cenas. Por exemplo, nas sequências que se passam na redação do Herald Tribune, tanto o cenário, quanto a fotografia e mesmo alguns quadros lembram demais Zodiac, dirigido por Fincher em 2007.

O elenco, além de Spacey, conta também com a presença de Robin Wright - excepcional como Claire, a esposa de Frank - e Kate Mara, numa atuação muito boa.

Já li por aí que a segunda temporada foi confirmada e deve começar a ser filmada ainda em 2013. Ótima notícia para quem, assim como eu, foi conquistada e passou a acompanhar com interesse as “aventuras” do protagonista mau-caráter. Vale a pena.




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Drops » Homeland

coded by ctellier | tags: , , | Posted On quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 at 22:34

meteorologia: eo verão continua desaparecido
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: 1 smirnoff ice
audio: café brasil podcast #336
video: once upon a time

Sinopse:
Série de televisão norte-americana desenvolvida por Howard Gordon e Alex Gansa, baseada na série israelense Hatufim criada por Gideon Raff. Ela é estrelada por Claire Danes como Carrie Mathison, uma oficial de operações da CIA que passa acreditar que um fuzileiro americano, que era um prisioneiro da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e agora representa um significativo risco a segurança nacional.
(fonte: Wikipedia)

Quem acompanha meu mini-projeto “365 Screenshots”, ou me segue no getGlue, Twitter ou Facebook, possivelmente tenha visto que assisti à primeira temporada em menos de uma semana.
Indicação da Giselle, órfã de Fringe assim como eu, baixei a toda a temporada e comecei a assistir sem muito entusiasmo. Aliás, até o terceiro episódio, é uma boa série, acima da média, porém só começa a pegar ritmo e instigar o espectador a partir daí.

Não é difícil compreender por que a série não me “pegou” logo de início. É diferente de Fringe. Não há universos paralelos, nem viagens no tempo, nem tecnologias super avançadas, nem cotexiphan para ampliar os poderes da mente e, principalmente, não há Walter Bishop - sem dúvida alguma, o melhor personagem da série, imortalizado pela inesquecível performance de John Noble. Homeland não é ficção científica. Homeland é sobre o “mundo real”. Passa-se nos tempos atuais, logo após a morte de Bin Laden.

Como drama, não funciona muito bem. Mas como suspense, é excepcional. Percebe-se o capricho dos roteiristas na construção dos personagens. São tridimensionais, multifacetados, complexos. Aliás, boa parte do suspense advém do fato de o espectador nunca estar totalmente certo sobre as reações dos personagens, já que suas motivações vão sendo reveladas aos poucos. Reviravoltas na medida certa para nos instigar a continuar assistindo (leia-se "nos viciar). E um elenco bastante competente, destacando-se Damian Lewis, como o Sgt.Nicholas Brody, e Claire Danes.

Comecei a assistir à segunda temporada hoje. E já estou triste por antecipação. São apenas 12 episódios, que devo terminar antes do final da semana. E depois? Depois, o jeito é aguardar o início da terceira temporada, programado apenas para setembro :-(




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Drops » The walking dead

coded by ctellier | tags: , , | Posted On quarta-feira, 17 de outubro de 2012 at 15:35

meteorologia: vento e calor
pecado da gula: creme de baunilha
teor alcoolico: nada ainda
audio: spinoff podcast s06e03
video: damages

Depois de muita espera, sete meses, The walking dead volta em grande estilo, com um episódio quase tão bom quanto os da primeira temporada. Acredito que, assim como eu, os espectadores que viram fãs antes mesmo do final da primeira temporada - com apenas seis episódios - estavam na expectativa de que a terceira temporada fizesse a série "voltar ao normal". Pois, sejamos sinceros, o marasmo a que se resumiu praticamente toda a segunda temporada não fez jus ao início bombástico.

Admito, parei de acompanhar semanalmente a série depois do quarto episódio. Muita enrolação e mais do mesmo. Não acho ruim que a trama foque eventualmente do "fator humano", no estudo dos personagens. Mas fazer isso em 80% do episódio de uma série que se firmou como sendo de ação, certamente foi um tiro no pé - com o perdão do trocadilho infame.

Resolvi assistir à toda segunda temporada, antes da estreia da terceira. E minha percepção se confirmou - infelimente. Vários episódios pareciam ter sido feitos apenas para encher linguiça. O fato de o grupo ter se estabelecido na fazenda - mesmo que a contragosto do proprietário - parecia "obrigar" os roteiristas a tornar a série mais intimista, focando mais nos conflitos entre eles do que no combate aos zumbis. E isso tornou a série bastante monótona. Tive a impressão de estar assistindo a uma novela, em que o espectador ve um capítulo a cada duas semanas e em cinco minutos já se inteirou de tudo que aconteceu nos capítulos não assistidos. Lógico que é válido que se destaquem alguns questionamentos sobre a natureza humana e o comportamento em situações extremas. Em certo ponto, o espectador assiste e se pergunta: "Afinal, o perigo vem dos vivos ou dos mortos?".

O início do episódio é bem tenso, longos minutos de silêncio, quebrados por uma seguência de ação, em que o espectador tenta se situar - tanto no tempo quanto no espaço. Essa sequência inicial serve para mostrar a condição nômade do grupo, aparentemente sete meses depois de terem abandonado a fazenda. E é a deixa perfeita para introduzir o cenário mais esperado pelos fãs da HQ: a prisão. Apesar de o episódio não ter exatamente uma estória, pois narra basicamente a invasão da prisão pelo grupo, houve suspense, tensão, zumbis, tiros e sangue na medida pra dar vontade de assistir ao próximo episódio.




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Drops » Arrow

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sexta-feira, 12 de outubro de 2012 at 20:20

meteorologia: chuva o dia todo
pecado da gula: folhado de banana e canela
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #332
video: videocast pipoca e nanquim #38

Arrow

Vi uma parte da chamada na tv e me pareceu interessante. Antes de assistir ao piloto, a única coisa que sabia dela era que essa série da CW - que será exibida aqui pela Warner - era baseada na estória do Arqueiro Verde, da DC Comics. E pensei, "mais uma série baseada em quadrinhos". E eu, como não conheço a HQ, não tenho como afirmar se faz jus ou não à mídia original. A série estreia aqui dia 22 de outubro, mas tio Torrent deu uma ajudinha e assisti-a dois dias depois da estreia nos EUA.

Para quem não está familiarizado com a estória, assim como eu não estava, segue uma parte da sinopse oficial. Não reproduzi tudo, pois dá alguns spoilers do piloto.

Depois de um violento naufrágio, o playboy bilionário Oliver Queen [Stephen Amell] desapareceu por cinco anos. Dado como morto, ele é descoberto numa remota ilha no pacífico. Quando ele retorna para sua casa, em Starling City, sua devota mãe Moira [Susanna Thompson], sua amada irmã Thea [Willa Holland], e seu melhor amigo Tommy Merlyn [Colin Donnell] lhe dão as boas-vindas, mas sentem que Oliver mudou muito pelo tempo que passou na ilha.

Enquanto Oliver esconde a verdade sobre o homem que se tornou, ele desesperadamente sente necessidade de reparar suas atitudes que tomou quando era apenas um garoto. Mais importante, ele busca reconciliação com sua antiga namorada, Laurel Lance [Katie Cassidy].

Durante o tempo em que começa a se reconectar com as pessoas mais próximas de si, Oliver secretamente cria a ideia de Arrow — um vigilante — para consertar os erros de sua família, desafiar os males da sociedade, e restaurar Starling City para sua glória.

(fonte: www.jovemnerd.com.br)

Bem, para um piloto, achei melhor que muitas outras séries que comecei a assistir. Talvez quem curta a HQ se interesse mais em acompanhar a série. Mas eu certamente irei assistir apenas esporadicamente. Gostei da solução narrativa utilizada para contar, mesmo que rapidamente, a estória do personagem. Ao invés de um longo flashback, ficamos sabendo o que houve através dos noticiários da tv e de alguns flashes que o protagonista tem do naufrágio e de sua estadia na ilha. Porém me incomodou a narração em off de Oliver. O episódio se inicia com isso e, não fosse o fato de eu querer descobrir do que se tratava, eu certamente teria desistido depois de ouvir frases extramamente clichês e forçadas:

"Para viver eu tive que me adaptar, me transformar em uma arma."
"Não estou voltando como o garoto que sofreu um acidente de barco, mas como o homem que vai levar justiça àqueles que envenenaram a minha cidade."

Tão clichê que fiquei esperando-o completar: "Meu nome é Queen, Oliver Queen."

É preciso dar um desconto justamente por ser o piloto. A trama é bem previsível; os personagens, pouco desenvolvidos; a produção, OK - apesar de longe da perfeição. Vale uma espiada. Boa opção pruma tarde chuvosa de feriado.


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Drops » The wave

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 13 de maio de 2012 at 17:25

meteorologia: nublado e frio
pecado da gula: pizza
teor alcoolico: nada ainda
audio: cinema em cena podcast #35
video: fringe

The wave (A onda) - 1981
Roteiro Ron Jones, Johnny Dawkins
Direção Alexander Grasshoff

Strength through discipline,
strength through community,
strength through action!

Assisti a este filme nos meus tempos de colégio - numa Sessão da Tarde - e foi um daqueles filmes que ficaram marcados na memória. Depois de alguns anos, não conseguia lembrar os detalhes, mas a essência da estória e algumas cenas mais marcantes não são esquecidas. Sempre que pensava nele, vinha-me à mente - ainda vem - a cena final (não vou dar spoilers, fiquem tranquilos). Descobri, posteriormente, que foi um filme feito para TV. Revi-o há pouco tempo e não me recordava de boa parte da estória. Apesar de antigo, quase datado, aborda um tema ainda extremamente atual. É desconfortável pensar que foi baseado numa estória real ocorrida na Califórnia em 1967 - uma experiência chamada "The Third Wave", conduzida pelo professor Ron Jones.

Ben Ross (Bruce Davidson) é professor de História numa escola de 2o.grau. Numa das aulas, após a exibição de algumas imagens do período nazista, explica a seus alunos a atmosfera da Alemanha nos anos 30, a gênese e ascensão do nazismo. Vê-se questionado por seus alunos sobre o que teria levado os alemães a agirem daquele modo, corroborando e colaborando com aquele regime autoritário, despótico e preconceituoso. Resolve então, exemplificar isso na prática. Nas aulas seguintes, sem qualquer aviso, passa a incutir nos alunos o gosto pela disciplina, pela ordem, pelo grupo através do uso de slogans, palavras de ordem e gestual próprio. E ele se surpreende com a resposta dos alunos à sua autoridade em sala, obedecendo cegamente aos mandamentos preconizados por ele mesmo. O professor declara-se líder de um movimento chamado “A onda”, que prioriza o poder do grupo sobre os indivíduos. A coisa toda foge de seu controle quando praticamente toda a escola passa a aderir ao movimento. Os que se recusam são discriminados e, por vezes, agredidos verbalmente e/ou fisicamente. Ross é trazido de volta à razão por dois alunos e a narrativa culmina com a cena final citada acima - não, eu não vou contar.

Tecnicamente, o filme não tem nada de excepcional. Mas o que importa mesmo é a estória. É o tipo de filme que nos deixa pensativos durante um bom tempo depois de terminar de assistir. Vale a pena.
(Há também uma versão de 2008, alemã, a que ainda não assisti).


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Drops » Person of interest

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sábado, 11 de fevereiro de 2012 at 19:58

meteorologia: nublado e, pra variar, chuva à tarde
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: 2 estrella galicia
audio: nerdcast #297
video: criminal minds

Person of interest

Acabei de assistir ao piloto. Um pouco atrasada, pois já foram veiculados 14 episódios.

Trata-se de mais uma produção de J.J.Abrams, com roteiro de Jonathan Nolan (responsável pelo roteiro de "The dark Knight), porém não chega nem perto de Lost, ou de Fringe.

É interessante, mas pouco instigante. Possivelmente em razão de ser o piloto, e pela necessidade de a trama ser rasa o suficiente a fim de garantir tempo hábil para apresentar a premissa da série e os personagens. Michael Emerson (o Ben, de Lost) é Finch, um milionário que alia-se a um ex-agente da CIA, Reese (Jim Caviezel) para prevenir crimes em Nova York (Minority report?). Ver Emerson atuando é sempre um atrativo. Mas a cara de bom samaritano de Caviezel sempre me irrita (não apenas nesta série).

Promissora, talvez melhore nos próximos episódios. Pretendo assistir ao restante da primeira temporada, mas não tenho muuuita pressa.



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Movimento #DubladoSemOpçãoNão!

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 5 de fevereiro de 2012 at 08:37



Campanha da Sociedade dos Blogs de Séries em prol do direito de escolha pelo assinante de TV por assinatura no Brasil.

Quando você compra ou aluga um DVD ou Blu-ray, é possível escolher se vai assistir ao conteúdo com áudio original e legendas ou dublado em português. É um recurso simples, democrático, acessível e independente da preferência pessoal do espectador. Infelizmente, o mesmo não ocorre na TV por assinatura brasileira. Desde 2007, diversos canais fechados passaram a investir em conteúdo dublado (ignorando a parcela de assinantes com deficiência auditiva, diga-se), sobrepondo-o em cima do original legendado, muitas vezes da noite para o dia e sem conferir a opção de escolha. Poucos hoje oferecem legendas e a tendência por oferecer o áudio dublado por padrão hoje é dominante. Pautados em pesquisas de mercado como esta do Instituto DataFolha, que indicam a preferência pela dublagem por uma relativa maioria (afinal, pouquíssimos são consultados), canais de TV investem na imposição da dublagem de atrações que costumavam ser exibidas com áudio original e legendas. Você foi consultado?

Questão Técnica
Assim como ocorre no exemplo do DVD ou Blu-ray, a maioria das operadoras de TV por assinatura estão tecnicamente preparadas para oferecer todas as opções para o assinante, seja para aquele que prefere assistir filmes e séries com áudio original e legendas, ou para os que preferem dublado. “Tecnicamente disponibilizamos isso para todos, basta o programador mandar. Se os canais nos mandam a legenda e dois áudios, estamos prontos para oferecer as opções em 100% dos canais”, declarou o gerente de marketing da NET, Alessando Maluf, em entrevista ao Jornal do Comércio. Isso tanto é verdade que canais dos grupos Tele Cine e HBO, por exemplo, já disponibilizam todas as faixas para seus assinantes, que precisa apenas selecioná-los no controle remoto. Mas por que esse, então, não é o padrão?

Questão Financeira
Nem todos os canais estão dispostos a incorrer nos custos necessários para a implantação desta tecnologia. Alexandre Annenberg, presidente-executivo da ABTA disse que “isso envolve custos adicionais que não são triviais, pois passa a ocupar faixas diferentes da capacidade de transmissão. Se você simultaneamente estiver transmitindo dois filmes, um dublado e um legendado, ocupa um espaço que tem um custo, obviamente”. Ele ainda complementa que “Na medida em que a TV por assinatura recentemente começou a receber uma marcha significativa de assinantes de classe C, percebemos que isso passou a ser uma exigência dessa classe que se sente, digamos assim, mais confortável com programação dublada. A partir daí, para atender a esse contingente expressivo, nós passamos a investir também na dublagem de filmes e séries”. Vergonhoso com o assinante e com o consumidor.
É curioso notar, contudo, que de acordo com dados da Anatel, a TV por assinatura no Brasil teve um crescimento estrondoso, de mais de 30%, com uma base superior a 12 milhões de assinaturas. Ora, tamanho crescimento reflete diretamente no faturamento de canais e empresas, razão pela qual o argumento “falta dinheiro” é absolutamente refutável. Falta interesse e, principalmente, respeito com você assinante que paga caro para ter um produto incompleto e discriminatório. Por isso, o Ligado em Série, alinhado com a Sociedade dos Blogs de Séries inicia aqui o movimento “DUBLADO SEM OPÇÃO, NÃO!”, pelo nosso direito de escolha de áudio original e legendas ou dublagem na TV paga.

O Que Fazer?
Nesta campanha, organizamos uma Petição Pública para ser assinada por todos aqueles que querem ter a prerrogativa de escolha na hora de assistir TV. As assinaturas serão coletadas pelos organizadores do movimento, impressas e encaminhadas anexadas a ofícios impressos dirigidos às principais operadoras de TV, aos canais infratores e à ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura, que representa o lobby dos principais canais.
Mas você também pode se fazer ouvir. Abaixo estão listados todos os canais de filmes e séries que não disponibilizam a opção ao seu assinante, bem como seus principais meios de comunicação em redes sociais para fazermos barulho! Mandem mensagens no Facebook, twittem e exijam que a opção de áudio seja disponibilizada a todos! Siga também os perfis dos blogs parceiros, que organizarão manifestações online à favor do direito de escolha! Nós não vamos cansar até modificar este panorama! Ajude, compartilhe a petição e faça-se ouvir!




Canais de Séries Infratores
  • FX: Facebook | Twitter
    Exibe quase toda a programação dublada, sem opção de áudio original e legendas.
  • A&EFacebook | Twitter
    Exibe quase toda a programação dublada, sem opção de áudio original e legendas.
  • FOX: Facebook | Twitter
    - Exibe apenas algumas atrações com opção de escolha de áudio e legendas; a maioria da programação é dublada, com opção apenas de SAP.
  • AXN: Facebook | Twitter
    Exibe séries apenas dubladas em alguns horários e planeja a estreia de novas séries dubladas ao longo de 2012, sem opção de escolha de áudio original e legendas; Maior parte do conteúdo é legendado por padrão, ainda.
  • Sony: Facebook | Twitter
    Exibe séries apenas dubladas em alguns horários e planeja a estreia de novas séries dubladas ao longo de 2012, sem opção de escolha de áudio original e legendas; Maior parte do conteúdo é legendado por padrão, ainda.
  • SonySpin: Facebook | Twitter
    Exibe séries apenas dubladas em alguns horários e planeja a estreia de novas séries dubladas ao longo de 2012, sem opção de escolha de áudio original e legendas; Maior parte do conteúdo é legendado por padrão, ainda.
  • LIV: Facebook | Twitter
    Exibe algumas séries dubladas, apenas com opção de SAP, bem como algumas atrações legendadas por padrão.

Canais de Filmes Infratores
  • TNT: Facebook | Twitter
    Exibe filmes dublados e opção de áudio apenas em SAP, sem legendas.
  • Space: Facebook | Twitter
    Exibe filmes dublados e opção de áudio apenas em SAP, sem legendas.
  • MGM: Contato
    Exibe filmes dublados e opção de áudio apenas em SAP, sem legendas.
  • TCM: Facebook | Twitter
    Exibe filmes e séries dublados, sem opção de SAP em vários casos e sem legendas.
  • HBO2: Facebook | Twitter
    Exibe filmes e séries somente dublados.




OBS.: Fonte do texto » site Ligado Em Série.
Não escrevo exclusivamente sobre filmes e séries de tv aqui no blog, mas apóio totalmente a iniciativa. Assim como os idealizadores da campanha, sempre dou preferência a assistir com o som original.

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"There is no playbook..."

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 15 de janeiro de 2012 at 22:30

meteorologia: e a chuva não parou ainda
pecado da gula: tábua de frios
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: vortex cultural
video: nerdoffice

Black Mirror
Roteiro de Charlie Brooker

São Pedro praticamente não me deixou outra alternativa a não ser passar a tarde toda enfurnada em casa. E, já que ele deu a entender que a chuva não iria parar tão cedo e eu teria de ficar em casa, resolvi fazer uma mini-maratona de uma série de tv que eu não conhecia - dica do @ivan_pd.

As poucas informações que eu tinha sobre a série:
1) É inglesa
2) É de sci-fi
3) Tem apenas três episódios
4) Cada episódio tem uma estória "fechada"

Séries inglesas costumam ser boas. Não só boas mas, em boa parte dos casos, com qualidade bem acima da média. E qualidade como um todo - produção, roteiro, elenco, direção. Vide o exemplo recente de "Sherlock" (post aqui), assim como "Life on Mars" (a original) e "Doctor Who". E essa não fugiu à regra.

Sci-fi é um estilo que eu gosto muito. Tanto na literatura, quanto no cinema e na tv. Ou seja, uma série de sci-fi sempre merece ser vista. Mesmo que seja para ser descartada da lista de séries a ser acompanhada assiduamente. Numa das curtas sinopses que li, afirmava-se que a série é uma mistura de "Tales of the Unexpected" e "Twilight Zone". E isso já atiçou minha curiosidade, pois sempre gostei muito de "Twilight Zone".

Não ser muito longa foi um estímulo a assisti-la nessa tarde chuvosa de domingo. Difícil não fazer referência a "Sherlock", mas há algumas diferenças entre elas. Os episódios de "Black Mirror" não são tão longos quanto os de "Sherlock" - têm por volta de 1h de duração. E não há personagens em comum entre os episódios.

Cada episódio é uma estória independente. Não é como "Fringe", que tem um núcleo de personagens enfrentando o monster of the week - assim como era também "X-Files". São narrativas totalmente independentes. Em comum, apenas o estilo sci-fi e a abordagem de temas relacionados à modernidade: a explosão das redes sociais (no 1o.), a massificação e a virtualização do modo de vida (no 2o.), a utilização de um dispositivo de armazenamento de memória (no 3o.).

A ousadia na abordagem dos temas e a opção por não "mastigar" as explicações para o espectador são o principal atrativo. Eu, particularmente, detesto filmes, livros, séries de tv (ou qualquer outra mídia) com muitas explicações. O mais divertido, ao menos para mim, é poder tirar minhas próprias conclusões. Mesmo que, eventualmente, elas não estejam muito corretas. Deixar espaço para que a inteligência do leitor e/ou espectador seja solicitada é sempre um atrativo. Sei que há pessoas que gostam de desligar o cérebro e ser tratadas como "dummies" - note-se a audiência de mais um BBB - mas este não é o meu caso. Lógico que, vez ou outra, é relaxante assistir algo que não demande (muito) do nosso raciocínio. Mas eu, sinceramente, prefiro que o meu seja desafiado sempre que possível. E esta série tem muito disso. Vários detalhes não são explicados para o público. Não há aquele clássico truque de roteiro de utilizar um novato, estagiário ou similar, a quem tudo deva ser explanado. O fato está lá, aconteceu e pronto. Ninguém, nenhum personagem vai parar para justificar ou dar uma explicação. E isso torna a série dinâmica, além de bastante instigante.

Inteligente, satírica na medida certa, enfim... Quando começa a segunda temporada?!



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Um por dia

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 1 de janeiro de 2012 at 20:56


Em um post anterior, expus meu dilema ao pensar em tantos filmes que pretendo assistir e outros tantos que quero rever. Dessa saia justa resultou a primeira resolução de ano novo da minha lista: assistir a um filme ou episódio de série de tv por dia.

Dando início às atividades, aproveitando o domingão assisti a uma série ("Breaking Bad") e a um filme ("Rise of the Planet of the Apes") até agora.
E, para facilitar a anotação, criei uma agenda no Google (lógico) e a disponibilizei na página indicada no post acima.

Aproveitando a descrição do evento, vou indicar minha opinião conforme gabarito abaixo:
  • ✔ » Detestei
  • ✔ ✔ » Não gostei
  • ✔ ✔ ✔ » Não chega a ser ruim, mas também não gostei o suficiente para dar mais um check
    (o típico "em cima do muro")
  • ✔ ✔ ✔ ✔ » Gostei
  • ✔ ✔ ✔ ✔ ✔ » Gostei muito

Bom, é isso.

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"I hate these people"

coded by ctellier | tags: , | Posted On terça-feira, 29 de novembro de 2011 at 22:26

meteorologia: as chuvas de verão começaram
pecado da gula: duas empadas
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: nina simone
video: videocast cinema em cena

Damages

Arthur: I know you don't give a shit about justice, Patty. So what do you want?
Patty: I want you disgraced. I want history to erase your every achievement. I want you to feel the disgust in your children's eyes when they look on you in shame.


Sempre gostei de filmes e séries de tv sobre advogados, julgamentos e afins. Não que a profissão me atraia. Não tenho, nem nunca tive qualquer intenção de seguir alguma carreira da área de Humanas. Mas esse papel misto de investigador, psicanalista e advogado propriamente dito que os advogados das séries americanas assumem sempre foi um grande atrativo.

Durante algum tempo, não perdia um episódio sequer de “The practice” nem de “Ally McBeal”. A primeira, mais séria, sempre com casos controversos e difíceis, que justificam o título em português – “O desafio”. A segunda, com uma abordagem bem mais leve, eventualmente flertando com a comédia. Também assistia esporadicamente “Boston Legal” e “Law & Order”.

Já há algum tempo escuto falar, ou melhor, leio a respeito de “Damages”, série originalmente produzida pelo canal FX. Assisti a partes de um ou outro episódio, mas nunca cheguei a acompanhá-la. Como a série está disponível no NetFlix, resolvi “começar do começo” e assistir à primeira temporada. Inicialmente, tinha o propósito de alternar com outras séries que assisto atualmente – “Breaking Bad”, “Criminal Minds” e “Fringe”. Mas depois de assistir ao primeiro episódio, só conseguia pensar em assistir ao seguinte. E terminei de ver toda a temporada em menos de 5 dias.

Não me recordo de ter assistido a uma série com um roteiro tão bem escrito e tão bem “amarrado”. Diferente das outras séries citadas – e da maioria das séries investigativas – não há um caso por semana (ou por episódio) a ser resolvido. O arco narrativo estende-se por toda a temporada, o que é um trunfo para deixar o espectador com vontade de seguir assistindo. Mas poderia ser um tiro no pé, caso o roteiro e a montagem não estivessem tão bem estruturados.

E já que a estória é uma só, antes de continuar minhas considerações (*), segue um ligeiro resumo. Patty Hewes (Glenn Close) – chefe e sócia-proprietária de um conceituado escritório de advocacia, Hewes & Associates – tem em mãos um processo coletivo contra Arthur Frobisher (Ted Danson) - um grande empresário acusado de fazer uso de informação privilegiada ao vender as ações de sua própria empresa. Para ajudá-la, Hewes conta com Tom Shayes (Tate Donovan) – advogado e seu assistente direto – e Ellen Parsons (Rose Byrne) – advogada recém-formada e recém-contratada por Hewes. Em seu meio, Hewes é considerada uma profissional sem escrúpulos e conhecida pelos métodos pouco ortodoxos de alcançar o que pretende.

Mas o que faz esta série ser tão acima da média em relação às demais produções com a mesma temática? Basicamente é o roteiro. Bastante inovador e inteligente, é muito bem-sucedido ao conduzir o espectador pelos meandros da narrativa. Assim como alguns personagens são alertados durante a estória, nem tudo é o que parece ser. É natural que o espectador acredite e tire conclusões de acordo com o que está vendo. Ou melhor, com o que está sendo exibido. E, alguns episódios depois, uma cena, um detalhe que não tinha sido mostrado anteriormente, faz mudar todo o raciocínio, assim como o rumo da estória. A montagem certamente foi feita com esse intuito de conduzir e induzir o espectador. Em certos momentos, a impressão que tive foi de estar assistindo a um truque de mágica. Minha atenção sendo desviada – eficientemente desviada – para depois ser pega de surpresa com uma descoberta do tipo “Ah, então isso não era isso... era aquilo!” E este recurso é o que torna a narrativa tão deliciosamente intrigante.

Outro recurso usado de forma bastante eficaz é o de linhas temporais distintas. Prefiro não chamar de flashbacks, pois acho que não reflete exatamente o conceito utilizado. Algo que poderia se tornar cansativo, com muitas idas e vindas do presente ao passado, serve com perfeição à finalidade de transformar a estória num quebra-cabeça que ansiamos por ver finalmente montado. Acompanhamos duas linhas temporais, o presente e os 6 meses que o antecedem. Como as incursões ao passado não são cronologicamente sequenciais, somos avisados por letreiros indicando há quanto tempo o fato ocorreu - 5 months earlier, 3 weeks earlier, etc. A volta ao presente não é anunciada, mas nos é disponibilizada uma forma bastante explícita de identificá-la. A exemplo de “Traffic”, o diretor utiliza-se de um recurso visual a fim de diferenciar as linhas temporais. Enquanto no passado a imagem não sofre tratamento algum, no presente ela é alterada. As cores estão saturadas, as sombras enfatizadas e a imagem está um pouco mais granular que o normal. Certamente, com o propósito de refletir a situação de stress em que se encontra a personagem. Mas o mais interessante é reparar no momento em que as duas linhas se fundem e que os efeitos da linha temporal do presente se diluem enquanto a personagem atravessa um túnel em direção à rua.

Lógico que apenas a utilização eficiente desses recursos narrativos não seria suficiente para “segurar” a série. A estória tem de ser boa, assim como os personagens. Devido ao tema da série, não seria viável e/ou verossímil sair do lugar-comum do ambiente jurídico. Um caso polêmico, advogados de acusação, advogados de defesa, provas e testemunhas omitidas ou desacreditadas, intrigas nos bastidores. Enfim, o de sempre. Ou quase, já que cenas no tribunal e/ou à frente de um juiz são bastante raras. E, para completar, personagens cativantes, que conquistam o espectador episódio a episódio.

Patty Hewes é, per se, icônica. Tão brilhante quanto inescrupulosa. Tão inteligente quanto execrável. Tão admirável quanto desprezível. É o tipo de personagem que todos amam odiar. E a performance de Glenn Close está irrepreensível. Apesar de algumas das atitudes da personagem parecerem, aos nossos olhos, exageradas e por vezes descabidas, sua interpretação garante a verossimilhança necessária. Consegue dar o tom exato de ambiguidade que faz o público passar da crença à descrença em instantes. E boa parte disso deve-se à ótima construção da personagem. Patty não é apenas a advogada feroz e inescrupulosa. A adição de pequenos detalhes do cotidiano – ter insônia e sintonizar a tv de madrugada naqueles programas de venda de jóias ou perder a “luta” com o controle remoto da tv a cabo – humanizam a personagem e a deixam mais próxima do espectador.

Ellen Parsons também é uma personagem que se desenvolve de maneira bastante interessante no decorrer da estória. Somos apresentados, no início (cronológico) da estória a uma advogada à procura de seu primeiro emprego. Ainda idealista, ainda sem a malícia característica da profissão. A personagem chega a ser um pouco insossa, sem graça. E, à medida que a narrativa avança, testemunhamos seu crescimento, vemos florescer seu talento como advogada. A observamos “evoluir” em direção à Patty, apesar de ser nítido que não é algo premeditado. Percebemo-la absorvendo e passando a utilizar alguns dos artifícios de Patty. O desenvolvimento da personagem é realmente muito bem construído. Um dos arcos dramáticos mais interessantes da série, apesar da atuação da atriz deixar um pouco a desejar em alguns momentos. Mas isso não chega a atrapalhar.

O elenco de apoio também é bastante competente. Até Ted Danson, que eu lembrava como um paspalho em "Cheers", está muito bem. Some-se a ele Zeljko Ivanek (ótimo como o advogado de Frobisher), Peter Facinelle (antes de fazer parte da família de vampiros purpurinados), Philip Bosco (que eu lembrava como Otis, de "Kate & Leopold)", Tate Donovan (pai da Marisa em "O.C."), Peter Riegert (figura conhecida em várias séries televisivas, inclusive "The Sopranos").

Em resumo, vale muito a pena assistir. E não é preciso ser fã de séries com advogados para gostar. A qualidade é mais que suficiente para agradar a gregos e troianos.
Eu recomendo.



(*) Todas as minhas observações e comentários dizem respeito apenas à primeira temporada, que foi a única a que assisti. Sei que a série já está na 4a.temporada, mas nada me garante que as demais tenham mantido a mesma qualidade desta sobre a qual resolvi postar.

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"Excellent!" I cried. "Elementary". said he.

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 4 de setembro de 2011 at 20:13

meteorologia: típico dia de sol no inverno
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: masmorracast #32
video: fringe

Sherlock

Assim como o colega do blog “Beco do crime”, @geniodocrime, também fui apresentada bem cedo a Sherlock Holmes, por volta de meus 12-13 anos de idade. Consumidora voraz de livros antes mesmo de aprender a ler, sempre gostei das chamadas “estórias de mistério”. Divertia-me muito exercitando minha lógica, na época num nível bem aquém do mínimo necessário, brincando de detetive com as aventuras dos livros. Sabendo de meu gosto por esse estilo de literatura, não demorou muito para a dona da livraria que eu frequentava quase semanalmente me indicasse a obra de Conan Doyle. Por sorte, o primeiro que li era realmente o primeiro publicado - “Um estudo em vermelho”, publicado originalmente pela primeira vez em 1887.

(Um parênteses aqui: creio já ter comentado sobre qualidades para uma obra ser considerada um clássico. Uma delas é ser atemporal, ou seja, resistir à passagem do tempo. E os livros com as aventuras de Sherlock Holmes são exatamente assim. Lê-los hoje em dia ainda é garantia de entretenimento de ótima qualidade. )

Algo que sempre senti falta nas numerosas adaptações do personagem para a tv ou cinema foi o espírito vigoroso das aventuras. Pareceu-me sempre que os roteiristas preocupavam-se demais em enaltecer e frisar as qualidades lógicas dedutivas do personagem em detrimento de suas habilidades físicas em artes marciais, esgrima e boxe. Resgatou-se um pouco disso nesse último filme, com Robert Downey Jr. como Sherlock, mas infelizmente a estória tinha pouco, quase nada, a ver com as aventuras literárias.

E eis que em 2011, os fãs de séries foram surpreendidos - positivamente surpreendidos - por uma produção da BBC, com apenas 3 episódios, revisitando o personagem. Eu, pessoalmente, havia lido algo vagamente sobre a série. Mas apenas me decidi a assistir depois da indicação do @fotogramadig, Alexandre do blog "Fotograma Digital", e do @geniodocrime. Tio Torrent me ajudou, trazendo as séries para o meu HD e assisti a um episódio por dia. Terminei me lamentando por serem apenas 3 episódios e googlando ansiosamente tentando descobrir algo sobre a 2a.temporada. Havia lido tão pouco sobre a série que não sabia tratar-se de uma versão contemporânea de Sherlock. Comecei a assistir ao primeiro episódio com a impressão de ter baixado o arquivo errado. Assim que percebi que estava tudo certo já tinha sido conquistada pelos personagens. E, apesar do adiantado da hora e da longa duração (1:30), não consegui largar o episódio antes do final. Sinceramente, não pensei que uma repaginação do personagem nos dias atuais seria tão bem sucedida.

Por já fazer parte do imaginário popular, mesmo os que não leram nenhum dos livros entenderão perfeitamente as estórias. Mas, logicamente, quem já os leu tem diversão extra garantida. Já que os episódios inspiram-se nas aventuras literárias, referências, citações e correlações entre os livros e os roteiros são praticamente easter-eggs para os leitores-espectadores. Impossível evitar aquele sorrisinho matreiro ao identificar um detalhe que alude aos livros. É algo que incrementa a qualidade da série como um todo.

A dinâmica entre os atores e, consequentemente, entre os personagens é muito boa. Reflete fielmente o relacionamento entre Holmes e Watson, do modo como me acostumei a ler nos livros. A cena em que se conhecem, guardadas as devidas proporções, é exatamente como eu a tinha imaginado ao ler “Um estudo em vermelho”. Os roteiristas - Mark Gatiss, Steven Moffat (de Dr.Who) - conseguiram apreender a essência de Sherlock, e o ator (Benedict Cumberbatch) - além de fisicamente muito similar à descrição que Doyle faz dele - incorporou perfeitamente a frieza, a ironia, a excentricidade, a inteligência além do normal e, forçosamente, a arrogâcia ao demonstrá-la. Sua performance é excepcional. Não lembrava de tê-lo visto em nenhuma outra série ou filme anteriormente, e uma rápida pesquisa no IMDb confirmou isso. John Watson inexplicavelmente em muitas das adaptações foi apresentado como um homem ligeiramente acima do peso, gordo até em algumas delas. Mas nesta, apesar de não corresponder exatamente às características descritas por Doyle, sua personificação é bem mais próxima do personagem (mesmo não tendo o clássico bigodinho). Já tinha visto o ator, Martin Freeman, em outras produções. Sua atuação na série está muito acima de sua insossa caracterização de Arthur Dent em “O guia do mochileiro das galáxias”. Felizmente, quase tão boa quanto em “The office”.

Apesar do uso mais frequente de planos externos no terceiro episódio, no geral, a direção de fotografia é bastante intimista. Os interiores são mostrados em detalhes, já que atenção aos detalhes é característica essencial da personalidade de Holmes. Muitos planos fechados e closes, principalmente enquanto Holmes desfia suas conclusões (óbvias para ele) a seus incrédulos e pasmos ouvintes (e espectadores). Interessante também como, em algumas cenas, o olhar da câmera nos deixa com a impressão de estarmos espiando o que se passa. A trilha sonora é bastante boa, em alguns momentos lembra um pouco a de Dexter, principalmente o ar jocoso de alguns acordes em certas cenas.

A incorporação da utilização de recursos mais “modernos” por Holmes foi feita de modo extremamente natural. Os smartphones são usados com frequência, tanto para ligações como para envio de SMS e consulta ao Google Maps. E a internet, já que tanto Holmes como Watson são usuários e geradores de conteúdo. Holmes tem um site - The Science of Deduction - para se auto-promover (obviamente) e Watson mantém um blog - The personal blog of Dr. John H.Watson - onde relata suas impressões sobre as aventuras e desventuras em companhia de Holmes. E no primeiro episódio, uma conta de email é informação importante no fluxo dedutivo de Holmes.

Analisando como um todo, os roteiros estão bem acima da média. Dos três episódios, achei o segundo o mais fraco. Perdeu bastante ritmo. Foi o único em que percebi - e lamentei - a hora e meia de duração. Mas o terceiro foi tão bom quanto o primeiro, deixando um gancho importante para o início de uma possível próxima temporada. Para a alegria dos espectadores, que se viciaram na série em apenas 3 episódios (eu me incluo), a BBC já confirmou a produção da 2a.temporada.

Veja também:
Elementar meu caro, Noel, no “Beco do Crime”
Trailer da 1a.temporada
Teaser da 2a.temporada
1a.temporada no “Filmes com Legenda”


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Profeta

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 8 de janeiro de 2011 at 19:59

meteorologia: e a chuva não pára
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: 2 smirnoff ice, 1 murphy's irish red
audio: rapaduracast #216
video: doubt

(texto escrito em 23/05/2010)

"O que você faria se tivesse um vislumbre de algum momento de seu futuro?"
É o que pergunta um dos personagens de Flash Forward. É o que me perguntei enquanto assistia ao primeiro episódio da série. Como se já não bastasse a eterna discussão sobre livre-arbítrio em Lost (vide o episódio Ab Aeterno), Flash Forward coloca mais um caixote de lenha nessa eterna discussão. Não importando o futuro da série (acho que não volta), o questionamento é válido. É um mote de roteiro excelente, independente da mídia, seja literatura, teatro, cinema e, em tempos de web 2.0, blogs e afins.

O que faríamos se cada um de nós se transformasse num profeta? Se determinado momento do futuro deixasse de ser mistério? Se soubéssemos exatamente onde e o que estaríamos fazendo daqui 6 meses?

Acredito que as reações seriam basicamente três, com nuances entre elas:
  1. Aceitar a visão e passar a agir de modo evitá-la. 
  2. Aceitar a visão, tirar proveito dela e agir de modo a confirmá-la. 
  3. Ignorar, ou ao menos não levar a sério a visão e não fazer nada nem contra nem a favor.
Creio que os menos crédulos, ou os mais os céticos (incluo-me nessa categoria), seguiriam na linha da terceira opção. Possivelmente aventando a hipótese de que tudo não tenha passado de uma descarga elétrica no cérebro e que as imagens da visão seriam tão "reais" quanto as dos sonhos. Os mais crédulos, dividiriam-se entre as duas primeiras, dependendo do teor da visão. Possivelmente nos casos em que o que foi revelado não foi algo agradável, o mais provável seria adotar a primeira opção. Os demais, se encaixariam na segunda.

Mas faria realmente diferença? Eu gostaria de ter certeza que sim. Mas infelizmente tenho minhas dúvidas. Se o futuro já está escrito, como as leis da relatividade afirmam que está, então não importa como procedemos. Os que tentarem evitar que a visão se confirme, possivelmente acabarão tomando atitudes que levarão à sua ocorrência. (Assim como em Lost, a tentativa de evitar o "acidente" provavelmente foi a causa do mesmo).

E os céticos? Sua dúvida quanto à veracidade da visão é bastante válida. Não há garantia de que realmente seja o futuro - apesar de que na série, a visão de uns confirme a de outros. Mas sua reação, ou melhor, a ausência de uma reação apenas corrobora a tese da inexistência do livre-arbítrio (assumindo que a relatividade de Einstein esteja correta). Tomar qualquer atitude é totalmente desnecessário, já que tudo o que aconteceu e irá acontecer já estava definido desde o início do espaço/tempo.

Gosto de achar que "decidimos" ao menos nossos pequenos atos. Comer batata ou arroz? Vestir preto ou branco? Beber água ou suco? Pensando assim, o que ocorreria no dia-a-dia após a visão? Como seria afetado? Na série, várias visões causam questionamentos interessantes. Uma mulher casada, vê-se na sua casa com outro homem que ela desconhece. Qual sua reação ao conhecê-lo casualmente? Seu marido, "limpo" há meses, sem ingerir álcool, vê-se tentando resolver o mistério do desmaio coletivo enquanto toma uns goles de uísque. O que fará daqui em diante? Continuar evitando bebidas alcoólicas ou desistir disso, já que num futuro próximo ele estará bebendo novamente? Um médico, prestes a se suicidar, muda totalmente após a visão, apesar de não revelar o que viu parece voltar a encarar a medicina como uma missão, quase um sacerdócio. O que viu para torná-lo diferente de um momento a outro?

Acho que prefiro continuar sem saber o que me espera. Mesmo que possivelmente o caminho já esteja traçado. Receio que conhecer o porvir nos aprisione, restringindo nossas "pequenas escolhas". Se não tivermos isso, o que nos resta?

  • Um parênteses... No momento em que o personagem proferiu a questão, veio-me à mente o tema de abertura de uma novela dos anos 90, "O fim do mundo", Paulinho Moska cantando "O último dia". (Que fique claro que eu não assistia, mas minha mãe e minha avó, sim; ouvia a música todos os dias e achava a letra muito boa - ainda acho). A letra da música começa exatamente assim: "Meu amor, o que você faria... ". Provavelmente por isso, lembrei dela instantaneamente.
    Apesar da aparente ausência de conexão entre as duas questões, elas estão, sim, relacionadas. Na série, inclusive. Toda a população perde a consciência durante 2min17s e, nesse intervalo, tem um vislumbre do futuro seis meses adiante. No entanto, algumas pessoas não visualizaram nada. E em dado momento, uma delas se questiona, "Se não vi nada, quer dizer que não estarei vivo daqui 6 meses?". Isso se confirma e o questionamento passa a ser "Hoje será meu último dia?". E se fosse, o que você faria? Bom, isso fica para outro post.

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"See you in another life, brotha"

coded by ctellier | tags: , | Posted On quinta-feira, 3 de junho de 2010 at 20:01

meteorologia: friozinho chato
pecado da gula: lasanha
teor alcoolico: algumas stella artois
audio: dudecast #55
video: fargo


The end

Foi bom, mas foi ruim.

Não direi que perdi meu tempo durante 6 anos, pois me nego a avaliar toda a série apenas pelo seu último episódio, aliás, pelos últimos 20 minutos desse episódio. Não deixei de gostar, continuo gostando muito. Quando o box da 6a.temporada chegar as lojas (e dali diretamente para minha prateleira de dvds), certamente vai rolar uma maratona Lost aqui em casa. Mas sou incapaz de afirmar que o final me agradou. O episódio não foi ruim mas, sinceramente, fiquei decepcionada. Achei um epílogo simplista demais, quase simplório, para uma série tão "mega-boga", repleta de referências pop, científicas, filosóficas, e que mudou a maneira de acompanharmos seriados. Honestamente, não foi digno do evento televisivo (e cross-media) que a série se tornou.

OK, a série era sobre pessoas. OK, o importante era a jornada dos personagens. OK, a ilha e seus mistérios eram apenas o McGuffin. Mas desprezar tantos elementos narrativos interessantes e optar pelo caminho mais fácil, no meu entender foi um desrespeito à inteligência dos milhares de fãs que despenderam boa parte do seu tempo tecendo teorias e analisando cada pormenor da estória. Pecado de outras produções contemporâneas, por que não confiar totalmente na força da construção dos personagens e na solidez da narrativa? Por que recorrer a um apelativo discurso religioso? Lost não precisava disso para assegurar a profundidade do seu roteiro. Não necessitava de um discurso legitimador para não ser considerada just entertainment.
Não me incomoda o fato de tantas perguntas terem ficado sem resposta. Mesmo porque provavelmente se tivessem sido dadas, agradariam a uns e desagradariam a outros. O final em aberto dá a brecha para que os aficcionados continuem discutindo teorias e levantando hipóteses. A série terminou, mas Lost continua aí.
Que me desculpem os que gostaram do final, mas eu me senti ludibriada.

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Flash Forward

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 28 de março de 2010 at 16:38

meteorologia: chuva intermitente
pecado da gula: quindim
teor alcoolico: 1 caju amigo, várias stella artois
audio: dudecast #46
video: ept monte carlo



Com Lost em vias de acabar, já estava me perguntando se haveria alguma série que valesse a pena eu acompanhar. Assisti alguns episódio de Fringe, alguns de True Blood. Não são ruins, mas também não são boas o suficiente para me manter fiel a cada semana. Não tinha encontrado nenhuma cujo tema me atraísse, até o final de semana passado. Meio sem querer, zapeando à procura de algo para passar o tempo no domingo à tarde, acabei assistindo parte da maratona "Flash Forward". Acompanhei os 4 primeiros episódios e foi o bastante para elegê-la como a substituta de Lost, caso não acabe na 1a.temporada como tantas outras boas séries que não tiveram continuidade.


Já pedi ao "tio torrent" os demais episódios e espero que a primeira impressão se confirme no restante da temporada. E para os órfãos de Lost, alguns dos atores migraram de uma série para outra, a exemplo de Sonya Walger (Penny / Olivia Benford), Dominic Monaghan (Charlie / Simon) e Kim Dickens (Cassidy / Kate Stark).


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The Big Bang theory - Xmas episode

coded by ctellier | tags: , | Posted On terça-feira, 29 de dezembro de 2009 at 21:33

Sensacional!!!

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