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Review » Skechers Go Bionic

coded by ctellier | tags: , | Posted On terça-feira, 24 de setembro de 2013 at 20:07

meteorologia: chega de chuva!!
pecado da gula: batata sauté
teor alcoolico: nada ainda
audio: carmina burana
video: american horror story

Todo corredor, ao perceber que a vida útil de um dos seus (vários) pares de tênis estão perto do fim, começa a pensar no próximo a ser usado. Foi-se o tempo em que eu era fiel a apenas uma marca/modelo, adepta da máxima “Em time que está vencendo, não se mexe.”. Nos últimos anos, principalmente depois de aderir à corrida minimalista, sempre estou experimentando novos modelos desse estilo, já que percebi que o importante mesmo é a mecânica da passada, mais que o próprio calçado.

Sendo assim, quando chegou o momento de aposentar meu Brooks Ghost, depois de alguma pesquisa, optei pelo Skechers Go Bionic. Foi o escolhido, entre outros motivos, pois já o tinha visto “pessoalmente” - no workshop de corrida natural ministrado pelo Sérgio Rocha - e constatado o quanto era leve e flexível. Além disso, munida de um cupom de desconto de uma loja online, o preço estava dentro do que acho o máximo aceitável - ainda que não exatamente adequado - pagar num tênis: R$ 299,00 (já com o desconto de R$ 50,00).



Um parênteses aqui: além da vantagem evidente na corrida em si, passar a praticar corrida natural/minimalista traz também uma vantagem econômica, já que o preço dos tênis cai praticamente pela metade - para quem costuma comprar os “da moda”, que custam entre R$ 600,00 e R$ 700,00. Nem levo em conta o Wave Prophecy que é, no meu entender, um ponto fora da curva que deveria ser boicotado pelos consumidores devido ao preço abusivo. Convenhamos, pagar 900 reais num tênis é quase como queimar dinheiro :-P

Bom, já comentei sobre um dos aspectos do tênis: o preço. Não é dos mais baratos, mas cabe no orçamento, considerando que provavelmente irei substituí-lo apenas daqui a um ano. Vamos aos demais.

Confesso que ao receber a embalagem das mãos do carteiro, duvidei que fosse mesmo o tênis. Leve demais. Mesmo. Muito mais leve que as embalagens com livros que costumam ser entregues aqui em casa. Abri logo a caixa e o tênis estava lá. Ufa! Não cheguei ao cúmulo de colocá-los na balança, mas conforme o Corrida Natural, o tamanho 42 pesa 169g. Ou seja, o meu - tamanho 38 - deve pesar um pouco menos. Para facilitar a “visualização”, imagine 8 fatias de mussarela de espessura média. Imaginou? É o que pesa o tênis.

Por causa da forma larga e do peso reduzido, a sensação ao calçá-lo é a mesma de vestir uma meia grossa. E mesmo andando, essa sensação persiste. Vantagem sobre o Five Fingers que, por mais confortável que seja, gera um certo estranhamento por conta dos dedos separados. O pé fica esparramado, sem “pegar” em nenhuma costura. Ao menos com meias. Sem elas, eu não testei ainda.

A espessura da sola é de 11mm, ou seja, amortecimento quase nulo - apesar de não parecer. Mas para quem está acostumado a correr descalço, de huaraches ou de Five Fingers não há qualquer desconforto. Para quem optar pelo Go Bionic como seu primeiro tênis minimalista, vale lembrar da fase de adaptação que não deve ser desconsiderada na transição de tênis mais estruturados para modelos como este.

Somando-se essas características, mais o drop zero, pode-se afirmar que é um modelo minimalista. É uma ótima opção para quem quer ter a mesma sensação experimentada ao usar um Five Fingers mas sem pagar o mico de parecer estar usando “pés de hobbit” (apelido carinhoso que meu namorado deu ao meu KSO).

Testei-o tanto na esteira quanto na rua (treino e prova), tanto em tiros quanto em longos e não tenho qualquer reclamação. Li alguns reviews reclamando das palmilhas que se deslocam. Comigo não aconteceu. Troquei o cadarço original apenas por comodidade - não gosto de ficar amarrando/desamarrando os tênis - mas o original não apresentou qualquer inconveniente. Enfim, fiquei super satisfeita com a aquisição.

O vídeo abaixo foi o melhor que encontrei para demonstrar o quanto o modelo é flexível, justificando a sensação de extremo conforto ao correr com ele:



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Review » Mizuno Wave EVO Cursoris

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 21 de abril de 2013 at 19:38

meteorologia: falta muito pro verão voltar?
pecado da gula: bolo de coco
teor alcoolico: nada ainda
audio: literatuscast #21
video: hannibal

Bastante a contragosto aposentei meu segundo par de Brooks Glycerin 8. Já bem acostumada aos meus tênis minimalistas - Saucony Hattori e New Balance Minimus Trail - e ao meu Five Finger, o Brooks de uns tempos para cá estava me fazendo sentir uma fisgada incômoda na planta do pé, logo nos primeiros quilômetros de corrida. Para uso no dia a dia ainda estava apto, mas para correr, sem chance. E assim, eu, que há algum tempo procurava uma boa desculpa (para mim mesma) para comprar mais um par de tênis, fui às compras munida de um vale-desconto que acompanhou o kit da Meia Maratona Netshoes. Fiquei em dúvida entre os dois novos modelos da Mizuno, os primeiros minimalistas da marca - Mizuno Wave EVO Cursoris e Mizuno Wave EVO Levitas . Os dois me agradaram e a escolha final ficou mesmo por conta da cor do calçado, já que o EVO Levitas preto com solado azul não constava do catálogo da loja.

obs.: Diferente dos dois outros tênis minimalistas citados, não fui a uma loja física a fim de experimentar o calçado e descobrir qual a numeração mais adequada. Já tive diversos pares de Mizunos e já sabia qual tamanho pedir.

A primeira impressão foi antes mesmo de abrir a embalagem. Ao pegar o pacote das mãos do carteiro, mesmo tendo certeza de que se tratava do meu tênis novo, fiquei impressionada com o peso, ou melhor, pouco peso do pacote.

Ao tirar da caixa, a comprovação. Os 175g do calçado estão muito bem distribuídos num modelo super bem cuidado visualmente. É isso mesmo, 175g, apesar da entressola um pouco mais espessa que meus outros dois, com 12mm mas com drop zero (essencial). Calcei logo, tanto para ajustar os cadarços quanto para sentir o tênis no pé. Tão leve e tão confortável que a impressão é de estar quase andando de meias. Praticamente não se percebe o calçado ao redor do pé. Calcei-os sem meias para identificar qualquer costura ou curva que pudesse “pegar” em qualquer ponto do pé. Nada.

Impaciente, não esperei pelo treino do dia seguinte para testá-lo, lógico. Uma corrida leve de meia hora não faria mal algum. Uma garoinha chata me fez ficar em casa e correr na esteira - não, eu não gosto de correr na chuva, me julguem! (rs). Quarenta minutos depois - lógico, acabei assistindo um episódio todo de Dexter - estava com aquela sensação ótima de ter feito uma boa escolha. Apesar de não ter amortecimento, tanto a espessura da sola quanto o material de que é composta dão a impressão de que há algum amortecimento. Nenhum ponto de atrito foi identificado. Apenas tive de soltar um pouco mais os cadarços, mas feito isso a sensação foi de conforto total. Bem ventilado, os pés não cozinharam mesmo com o calor da esteira. Tirei-os do pé no último quilômetro apenas por hábito, não por desconforto ou calor.

Dois dias depois, fui para a academia correndo e fiz o teste na rua. Sensação de amortecimento similar à esteira. Achei que talvez não sentisse tão bem as irregularidades do chão devido à espessura da entressola, mas me enganei. Lógico que pedriscos e “trocinhos” muito pequenos não são percebidos, mas o feedback do solo não ficou prejudicado. A sola é bem flexível e tem boa aderência, não derrapou em nenhum momento.

O teste final foi num longo de 16km que terminei de boa, sem bolhas, sem dores, sem calor demais nos pés. Aprovado com louvor. Agora só falta estrear com ele numa prova.

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Review » New Balance Minimus Trail

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 20 de outubro de 2012 at 22:49

meteorologia: meio nublado, nem frio nem calor
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #333
video: bones

"Like barefoot, only better"

Quem acompanha, mesmo que apenas eventualmente, meus relatos de treino de corrida sabe - e para quem não acompanha eu conto agora - que há algum tempo eu aderi à utilização de tênis minimalistas. Não de forma radical, substituindo totalmente o uso dos tênis convencionais, mas como forma de variar os treinos. Até o início do mês, a proporção entre meus tênis estava assim:
  • 3 pares convencionais: 2 Brooks e 1 Mizuno
  • 1 par minimalista: Saucony (review aqui)
Depois da maratona de Floripa, em que utilizei meu Mizuno Prorunner, tive de aposentá-lo pelo tempo de uso e achei que seria um bom momento para igualar a proporção convencionais x minimalistas.

Minha ideia inicial foi adquirir outro Saucony Hattori. E com essa intenção fui a uma loja especializada. Como a lei de Murphy é onipresente, a máxima "tem, mas acabou" foi o que ouvi de quem me atendeu. Tinha meu número, mas não da cor que eu queria. E, depois de uns vinte minutos testando outros modelos, saí da loja com um Minimus Trail. Não tenho o hábito de experimentar outras marcas ou modelos, mas o fato deste tênis ter sido desenvolvido com a consultoria do ultramaratonista Anton Kupricka, mestre yoda da corrida minimalista, era aval suficiente para mim.



Primeiras impressões (ainda na loja)
Depois do mico clássico que todo corredor passa na loja, dando aquela corridinha básica, pude perceber o quanto ele é leve e confortável. Tão leve quanto o Hattori, pesa menos de 200g. Apesar do fechamento com cadarço, veste bem o pé. A forma é larga, não aperta os dedos. É muito, muito flexível mesmo. Tão confortável que a sensação é de estar de chinelos e não de tênis.

Teste na rua
E já que hoje era dia de treino - um longão, não tão longo assim, 14 km - nada mais natural que estrear o "brinquedo" novo. Metade da distância em grama/terra, metade em calçadas. Desempenho bastante satisfatório em ambos. Ótima "aderência" em terrenos desnivelados e baixa sensação de impacto no cimento. A sola em Vibram garante a percepção da superfície do terreno ao mesmo tempo que protege de objetos pontiagudos, pedras, lascas de madeira, etc. Assim como o Hattori, não possui qualquer sistema de amortecimento mas o solado amortece o suficiente para manter a passada bem confortável. O tecido telado mantém os pés aerados, auxiliando na evaporação do suor. O tênis não "pegou" em nenhum ponto do pé, nem criou nenhuma nova bolha. Manteve-se ajustado no pé, que não ficou "sambando" dentro do calçado em qualquer momento. E, apesar de eu ter enfrentado várias ladeiras durante o treino, nem os pés nem as panturrilhas sofreram os efeitos mais que o habitual.

Gostaria de estreá-lo numa prova amanhã, na SP Run. Mas todo corredor sabe que o ideal é alternar os tênis utilizados, então, domingo será dia de calçar o Hattori. Afinal, 8 km pedem tênis bem leves, para tentar bater o RP*.

Concluindo, para quem procura um tênis minimalista, o New Balance Minimus Trail é mais uma boa opção.



(*) Recorde Pessoal

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Review » MOTOACTV

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 23 de setembro de 2012 at 15:33

meteorologia: vento frio e sol
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: 1 hoegaarden
audio: podcast cinema em cena #54
video: polisse

Desde que fiquei sabendo do lançamento desse “aparelhinho” da Motorola, há quase um ano (leia aqui), ele está no topo da minha wish list de artigos para corrida. A perspectiva de ter um relógio com GPS, mp3 player, rádio FM e sistema operacional Android para substituir meu Garmin era muito, muito interessante. Já comentei, tanto no Twitter quanto aqui no blog, sobre os percalços no uso do Garmin. Troquei meu Polar RS300 com sensor inercial por um Garmin 405 no intuito de acompanhar melhor meus treinos, mas o resultado deixou (muito) a desejar. Por várias vezes, me arrependi da troca, já que, ao contrário do Polar, o Garmin com frequência travava e se recusava a iniciar o treino ou então, apagava, sem mais nem menos, no meio de um treino, além do touch enlouquecer com suor e chuva. Da última vez que ele “me sacaneou”, tive ganas de jogá-lo no meio da rua e vê-lo ser esmagado sob a roda de um carro.

Finalmente, chegou a oportunidade de adquirir o MotoActv, que foi entregue ontem. O ‘unpacking’ do produto está abaixo e, enquanto abria a embalagem, eu pensava: “A primeira impressão é a que fica, se usar o aparelho causar essa mesma impressão, já estou no lucro.”.


Conteúdo:
- aparelho;
- cabo USB (conector mini);
- fones de ouvido + “borrachinhas” auriculares de vários tamanhos e modelos;
- pulseira;
- clip.


O aparelho tem tela touchscreen de 1,6 polegadas, e, assim como um celular, tem alguns botões físicos que facilitam o uso:
- topo: botões Start (iniciar e interrompe o registo de treino) e Music (acesso ao player);
- direita: botões de controle de volume e liga/desliga;
- embaixo: entrada para o fone;
- esquerda: entrada para o cabo USB.
Complementando, também como nos celulares, há na tela um “botão” de Back. A sensibilidade da tela é muito boa - melhor até que do meu celular - e, importante, é Gorilla Glass.

Depois de desempacotar tudo, liguei o aparelho, torcendo para ter um restinho de bateria. E tinha. O suficiente para conseguir navegar por todos os menus e configurar o básico para uso. Nesse momento, o maior receio era a dificuldade de leitura devido ao tamanho da tela do dispositivo. Sim, é pequeno, mas os itens de menu são bem legíveis e a navegação é bastante intuitiva. Apenas conferi depois o manual que o acompanhava para verificar se não tinha deixado de ver algum recurso. Assim que é ligado, solicita a configuração de itens básicos: data/hora, fuso horário, idioma. Feito isso, é só sair usando.

Há cinco telas principais: Configurações, Treino, Relógio, Música, Avisos.

Configurações:
- Treino
- Sensores
- Sem fio
- Função economizar bateria
- Perfil pessoal
- Música
- Exibir
- Avisos
- Geral

Apesar de estar interessada em adquirir o dispositivo, não me informei muito sobre todas as suas funcionalidades. Para mim, já bastava o fato de ter o GPS, o player e o rádio. Porém, ao percorrer o menu de configurações, descobri que os recursos iam muito além do que eu esperava. Em Sensores, é possível configurar um frequencímetro Ant+ ou BLE - testei hoje e funcionou perfeitamente, encontrou, identificou e conectou-se ao sensor em poucos segundos. Em Sem fio, além do Bluetooth (que eu já esperava), há também a possibilidade de configurar uma conexão Wi-fi. Testei o Bluetooth hoje também e pareou com meu fone rapidamente, sem complicações. E o wi-fi também. O aparelho localizou a rede aqui de casa, conectou e fez a transferência de dados após a corridinha de hoje - test-drive de pouco mais de 3 km.

Ainda no quesito conectividade, quem tem um celular Motorola com Android - como eu - pode usufruir de mais um recurso. Basta instalar a app do MotoActv - disponível no Market -, para parear os dispositivos e passar a receber avisos de ligações recados, ler SMS e, com a ajuda de alguns plug-ins, receber notificações do Facebook e do Twitter também. É útil, apesar de eu não achar essencial, além de aumentar o gasto da bateria por deixar o Bluetooth ativado.

Aproveitando a deixa para falar da bateria. Ainda não testei a duração. Mas num dos menus de configuração, há a possibilidade de configurar o aparelho para um “modo economia”, em que a sincronia do GPS é feita em intervalos maiores - a cada três segundos ao invés de um. Fiz um treininho de 20 minutos que consumiu pouco mais de 10% da carga. Porém deve-se levar em conta que fui usando o fone bluetooth, o que aumenta consideravelmente o consumo. Diferente do Garmin, há a possibilidade de ligá-lo apenas na hora do treino, economizando ainda mais. Mas acredito que deve durar entre 3 e 4 dias.

Na segunda tela, Treino, mais uma descoberta: a possibilidade de usar o dispositivo tanto para treinos na rua como indoor. Na rua, obviamente com o GPS que, na primeira vez que liguei, demorou menos de 2 minutos para localizar os satélites; e depois o fez em pouco mais de 15 segundos. E na esteira, em que é preciso calibrar o hodômetro interno, o que eu ainda não testei. Um dos meus receios, ao sair na rua para correr, era que as informações na tela ficariam difíceis de ler devido à luminosidade externa. Nada disso. Fica tudo perfeitamente legível e rápido de ler. As informações disponíveis são selecionada pelo próprio usuário. Há cerca de 20 possibilidades, entre gasto calórico (médio ou total), ritmo, distância, altimetria, quantidade de passos, etc. Além dos dados exibidos, é possível ativar o “companheiro de treino” e configurar o que será informado via fone. Não costumo utilizar, mas ativei apenas para testar e não me desgradou. Configurei para informar quando se completa uma volta (1 km) e qual o ritmo. Mas é possível configurá-lo também para informar quebra de RP, melhor pace, maior distância percorrida, entre outros. E não funciona apenas para corrida, há outra modalidades que podem ser configuradas.

Ao final do treino, veio a parte mais legal. O relatório é bastante completo, incluindo até um mapinha do percurso, além do que se espera normalmente: distância total, ritmo (média e máximo), frequência cardíaca (mínima, média e máxima), altimetria, etc. Lógico que a telinha do MotoActv não é o local mais indicado para analisar o relatório. Sendo assim, assim que o dispositivo se conecta à rede wi-fi e transmite o treino para o site do MotoActv (http://motoactv.com), é possível ver tudo em detalhes e, querendo, compartilhar o treino nas redes sociais também - assim como o Endomondo.

A tela do Relógio tem as funcionalidades default de um relógio digital. É possível alterar a “cara” do mostrador - digital ou analógico. Há um cronômetro e um temporizador - dá para usar no treino de musculação ou qualquer outro em que se tenha treino intervalado.

O player é bastante completo e ao mesmo tempo simples de usar. Para quem curte (como eu), há uma opção específica para podcasts. E para quem usa (eu não) é possível sincronizá-lo ao iTunes. Transferir arquivos é uma operação do tipo ‘arrasta e solta’, sem complicações. A qualidade do som é muito boa. Os fones que acompanham são daqueles com suporte auricular, para não caírem durante a corrida, com aquelas “borrachinhas” que encaixam super bem em qualquer tamanho de orelha. O comprimento do fio é suficiente - ao menos para mim, que sou baixinha - para não atrapalhar os movimentos do braço caso o aparelho esteja no pulso. No fio, há ainda um pequeno controle que permite trocar as faixas. Mas, em caso de muito suor, é possível desativé-lo para evitar mudanças indesejadas.


Outro ponto positivo é a atualização do software. Ao conectar o aparelho via usb a um computador pela primeira vez, é instalado o MotoCast que, entre outras coisas, gerencia os updates. Após a instalação, o meu fez download de dois upgrades, baixou e instalou tudo rapidinho.

Conforme o fabricante, o aparelho é à prova de suor e respingos, o que não quer dizer que seja à prova d’água. Ou seja, melhor não tomar banho com ele. Mas como não tenho esse hábito, para mim não chega a ser um ponto negativo.

Além dos acessórios que vieram com o meu aparelho, há outros disponíveis: braçadeira, clip para bike e headset bluetooth. E, com tamanha quantidade de recursos, em comparação com alguns modelos de Garmin e mesmo Polar, acho que o preço é bem razoável - R$ 799,90 na Netshoes.

Enfim, foi o gadget cuja compra me deixou mais satisfeita nos últimos tempos. Ainda não testei tudo, mas até agora estou bastante satisfeita. E espero que continue assim. Falta ainda um teste casca-grossa com um treino bem longo e bem suado, mas a maratona de Floripa está quase aí pra me ajudar nisso. Pra quem se interessar, tem um podcast da Bia Kunze, comentando sobre ele: Podsemfio n.117 – MotoACTV.

Bye Garmin 405. NÃO foi bom enquanto durou :-P




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Águaaaaaaa!!!

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 9 de setembro de 2012 at 14:46

meteorologia: sol e calor
pecado da gula: cachorro quente
teor alcoolico: nada ainda
audio: add_0875
video: cabine literária 68

Não tenho a intenção de discutir a importância da hidratação durante a atividade física. Todo corredor sabe o quanto é importante. Também não pretendo discutir sobre qual é a frequência ideal de ingestão de líquidos - se é preciso beber antes da sede ou apenas quando ela aparece. E nem afirmar nada sobre o que é melhor ingerir - água ou isotônicos. Meu intuito é falar sobre o aspecto prático da hidratação: como levar a água, ou o que quer que o corredor pretende beber.

Para quem treina indoor, isso simplesmente não é um problema. Toda esteira tem um porta-squeeze e, mesmo que não tivesse, bastaria deixar a garrafinha ao lado dela e beber a qualquer momento ou interromper o treino por alguns minutos e ir até o bebedouro.

Mas para quem treina na rua na maior parte das vezes - e eu me incluo - isso costuma ser um problema. Em treinos curtos, não sinto muita falta. Até uns 8 km, faço numa boa. A partir disso, sem condições. Sei de corredores que aguentam correr uma distância maior sem hidratar, mas não sei se pode-se considerar uma atitude muito saudável.

As opções são variadas. Para quem treina com uma assessoria, é possível ir ao parque ou à USP aos sábados e fazer uso dos "postos de hidratação" estrategicamente colocados. Mesmo para quem não treina com assessoria, há sempre a opção dos bebedouros. Eu treino com uma assessoria, mas, ultimamente, não estou com muita paciência para ficar dando voltas e mais voltas num parque ou mesmo na USP. Acabei optando por correr na rua mesmo, usando o Garmin para contabilizar a distância - e torcendo para que ele não trave ou desligue no meio do caminho.






Fazendo isso, não só eu mas outros corredores também nos vemos frente a uma decisão a ser tomada: como hidratar-se? Basicamente, acho que há quatro maneiras:
  • usar um cinto de hidratação;
  • usar uma mochila de hidratação;
  • levar um squeeze;
  • não levar nada para beber, mas levar dinheiro e ir parando para comprar água e/ou isotônico no meio do percurso.






Não tenho a pretensão de afirmar que um outro método seja melhor. Vou falar sobre o que funciona para mim. Vamos às minhas considerações sobre cada uma das alternativas:
  • cinto de hidratação
    Já havia tentado usar um daqueles com uma garrafinha de 750ml. Não gostei, chacoalhava demais e a garrafinha, que deveria permanacer para trás, vinha sacolejando e volta-e-meia já estava na frente. Pensei depois num daqueles com várias garrafinhas pequenas, até 200ml. Testei numa loja e também não gostei. Não chacoalhava tanto quanto o outro modelo, mas ainda assim me incomodava.
    Descartado.
  • mochila de hidratação
    Nunca foi realmente uma opção para mim. Porém, já que havia ganho uma no WBT (World Bike Tour), pensei que não faria mal algum experimentar. Testei e também não gostei. Eu não sou muito alta e não consegui ajustar a mochila de modo que ficasse bem justa ao corpo, sem ficar chacoalhando muito. E tem o agravante de que, por eu correr sempre usando regatas, as alças ficavam incomodando.
    Descartada.
  • dinheiro
    Aparentemente, o mais prático. Mas tem o inconveniente de que é necessário planejar o percurso a fim de passar por padarias, botecos e similares e fazer o pit-stop de hidratação. Além disso, há quem não goste de fazer essas paradinhas no meio do treino,mas eu não me incomodo.
  • squeeze
    Sempre me pareceu a melhor opção. Eu tinha um porta-garrafa da Asics, que eu não usava com a garrafinha que acompanha, mas com uma da Reebok. Ela é mais estreita e mais confortável de segurar, já que não tenho mãos grandes. E eis que vejo, por acaso, a garrafinha Fuel Belt com suporte pra mão anunciada no Mercado Livre (a de bolso laranjinha na foto). Pelas fotos, parecia bem mais "anatômica" do que a que eu vinha usando até agora. E já que o preço não era uma exorbitância - R$ 49,00 -, comprei. Chegou no meio da semana e estreei ontem no longão.
    Aprovada 100%. Ótimo encaixe. Na minha mão, que é pequena, ficou super bem ajustado. Como o suporte tem regulagem, acredito que para mãos maiores o ajuste também fique bom. O formato da garrafa beira a perfeição, já que a mão fica numa posição bem natural ao segurá-la. E, muito importante, não é preciso "fazer força" para carregar a garrafa, pois o suporte a prende à mão quase como uma extensão do nosso corpo. O suporte tem um bolso maior com zíper e um outro menor com velcro. No primeiro cabem dinheiro, chaves, documentos e similares. E o segunto foi projetado possivelmente para moedas - mas eu usei para levar uma pastilha de Suum.

Finalizando, nas minhas corridas longas na rua, optei por uma combinação dinheiro + squeeze (o da Fuel Belt). Ontem, por exemplo, levei-o preenchido com Enduroxx. Quando esvaziou, parei numa padaria e comprei uma garrafa d'água de 500ml. Bebi metade na hora e enchi o squeeze. Cheguei ao Ibirapuera, tomei uma água de côco, enchi novamente o squeeze num bebedouro e coloquei a pastilha de Suum. Deu certinho, não fiquei com o tanque seco em nenhum momento.


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Review » Saucony Hattori

coded by ctellier | tags: , | Posted On terça-feira, 13 de março de 2012 at 18:47

meteorologia: nublado e calor
pecado da gula: espetinho de frango e provolone
teor alcoolico: nada ainda
audio: legião urbana
video: desperate housewives

Todo corredor sabe ou ao menos desconfia que o tênis nosso de cada dia tem vida útil limitada. Essa vida útil costuma variar entre 500 e 700km rodados, dependendo do modelo. Passada essa quilometragem, mesmo que o tênis pareça estar ainda em boas condições, provavelmente já perdeu as qualidades que fazem dele um bom calçado para correr, já que o sistema de amortecimento e a elasticidade dos tecidos ficam comprometidos. Talvez ainda dê um “bom caldo” como calçado para uso no dia-a-dia, mas para treinar, não.

A maioria dos corredores costuma ter, no mínimo, dois pares de tênis que são utilizados em dias alternados. Essa prática é recomendada não só para que o calçado seque entre um treino e outro, mas também para que “descanse” e restaure suas características. Os mais dedicados - ou poderia dizer também, viciados - costumam ter modelos diferentes para treinos e provas e para distâncias diversas.

Bom, um dos meus pares prediletos, um Mizuno ProRunner, estava próximo da aposentadoria e, já pensando no par seguinte a ser utilizado, comecei a pesquisar as opções disponíveis. Sei que a tendência natural é não mexer em time que está ganhando, mas corredores são uma raça estranha, estão sempre à caça de novidades. E era grande a vontade de experimentar um outro modelo, que talvez me deixasse ainda mais satisfeita e mais próxima de uma das minhas metas de corrida - 10km em 50min. ou menos. Sempre fui fiel às minhas marcas favoritas - Mizuno e Brooks - mas, saindo da minha zona de conforto, resolvi experimentar outras.

Já que o assunto mais em voga atualmente é “correr descalço ou não, eis a questão”, achei que seria interessante procurar um meio têrmo e optar por um tênis minimalista. Pra quem já se acostumou a correr descalça na esteira - ou na grama e na praia - ou calçando o FiveFingers na rua, pensei que essa seria uma boa opção. E não me enganei. Tinha visto o New Balance Minimus Trail, ao buscar o kit de uma prova. Lembrei-me dele ao procurar alternativas e pareceu-me uma boa escolha. Mas acabou não sendo o eleito. Fui a uma loja a fim de experimentar o modelo, mas não tinha meu número. O vendedor ofereceu-me o Saucony Hattori, que tinha acabado de chegar. Experimentei e gostei, mas ainda queria tirar a dúvida experimentando o Minimus. Consegui fazê-lo alguns dias depois. Não vou dizer que não é confortável, apenas não vestiu muito bem no meu pé, e acabei adquirindo o Hattori.

Primeiríssimas impressões, ao andar e dar um trotezinho pela loja - sim, eu sei, corredor sempre paga mico nessas horas:
Muito leve (menos de 190g) e bastante confortável. Os fechos de velcro garantem um bom ajuste aos pés. Extremamente flexível, dá a impressão de estar andando em casa de meias. O formato largo deixa o pé se movimentar livremente, sem apertos ou pontos de pressão.

Primeiras impressões, correndo na esteira:
No dia que comprei o tênis, tinha perdido a hora pela manhã e não tinha feito meu treino. Como estava ansiosa por fazer um test-drive, não deixei para o dia seguinte. Uma hora e meia de corrida e 14km depois, o resultado foi muito bom. Nenhuma dor, nenhum incômodo. Sem qualquer ponto do calçado “pegando” no pé. Sem bolhas. A sensação de conforto persistiu mesmo depois de tanto tempo correndo. E uma vantagem, o tecido quase todo respirável não deixa o pé “ferver” dentro do calçado. Não deu aquela vontade de tirar os tênis no finalzinho do treino, para dar um refresco.

Day after do primeiro treino:
Zerada. Certamente por já ter feito a transição de tênis com amortecimento para o Five Fingers, o pós-treino foi tranquilo. Sem dor na panturrilha nem na planta do pé. Nenhum cansaço além do normal.

Primeiro teste na rua:
Sempre vou e volto da academia correndo. Ontem, resolvi testar o Hattori na rua. E, assim como na esteira, o resultado foi mais do que satisfatório. Ele amortece bem apesar de parecer não ter qualquer tipo de sistema de amortecimento. Dá para sentir os desníveis da calçada, mas com a segurança de não ter de se preocupar se há alguma pedrinha ou vareta mal-intencionada.

Enfim, para quem procura um tênis minimalista, é uma opção muito boa. Uma dica: a fôrma do calçado é pequena, portanto para usar com meia é melhor pegar meio número acima do habitual.


Obs.: Em nenhuma loja tinha esse modelo da foto, tive de me contentar com um preto de solado verde-limão.



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Perigo! Perigo! Perigo!

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 11 de setembro de 2011 at 22:21

meteorologia: dia gostoso de sol
pecado da gula: sanduíche de mortadela
teor alcoolico: 2 colorado (indica e appia)
audio: add #835
video: trust

Quem curtiu a infância entre os anos 70 e 80 deve lembrar-se bem do robô da série de tv "Perdidos no Espaço". Quando algum membro da família Robinson - ou mesmo o (chato) Dr.Smith - corria algum risco, o robô B9 (descobri o nome só depois de adulta) saía "gritando" isso.
E foi o que fiquei pensando ao finalizar o primeiro treino na rua com meu Five Fingers novo. A sensação de correr com ele é boa o suficiente para termos vontade de continuar mesmo já tendo atingido a quilometragem alvo. A probabilidade de ficarmos tentados a correr mais do que o indicado na planilha é bem grande. Sem disciplina, overtraining à vista.

Meu KSO foi entregue na última terça-feira. Quarta-feira, corri a GP Runner's e, de volta em casa, fiz o primeiro test-drive. 40 minutos de TRX Suspension para alongar. Resultado acima do esperado. Melhor que descalça e muito, muito melhor que de tênis. Ponto a favor.

Quinta-feira tinha um treino de rodagem com velocidade progressiva, a ser feito na esteira. Aproveitei a oportunidade para testar o KSO nela também. Como esperado, passou no teste com louvor. Como já tinha relatado aqui no blog, tinha me acostumado a fazer descalça (só de meias) os últimos 2 ou 3 km dos treinos em esteira. E ficou bem mais confortável usando o KSO. Mais um ponto a favor.

E finalmente, hoje, o teste final: correr na rua com ele. Na planilha, tinha 14km para completar. (Deveria tê-los feito ontem, mas estava esperando a entrega do piano. E depois... oras, depois eu fiquei tocando, lógico.) Como pretendia fazê-lo todo usando o KSO, achei prudente dividi-lo em dois: 7km na rua + 7km na esteira. Além de não exagerar na distância do primeiro treino na rua, era mais cômodo pois não precisaria levar hidratação para realizar a primeira metade. E assim fiz. O resultado está aqui, publicado no Endomondo.

O primeiro quilômetro, obviamente, foi o mais lento. Afinal, estava me acostumando a sentir as imperfeições da calçada enquanto corria. Além disso, peguei um leve aclive. Depois, literalmente, foi só alegria. Encaixei meu pace, ao som de rock de qualidade (DanyCast, sempre muito bom) e fui. Honestamente, não esperava conseguir imprimir um ritmo similar a - e, por vezes, melhor que - meu ritmo de treino usando tênis. Saí de casa pensando que, se conseguisse manter 6min/km já seria muito bom. Mas contrariando a expectativa, mantive em média 5:40min/km. Mais um ponto a favor.

Diferente do teste feito na esteira, senti um certo incômodo na parte inferior da musculatura da panturrilha. Mas não chega a ser um ponto contra, uma vez que era quase esperado que acontecesse. Não podia esquecer que a mecânica do movimento da corrida na esteira e na rua são bem diferentes. Enquanto na esteira, nosso pé é “puxado” para trás; na rua, nosso pé tem de “empurrar” o chão. Junte-se a isso o fato de que eu já tinha me habituado a correr sem tênis na esteira. Enquanto que, na rua, eu estava estreando. E não foi nada de mais. Nada que descanso e um sprayzinho anti-inflamatório já não tenham dado jeito.

Desde antes de experimentá-lo numa loja, meu maior receio era que, ao utilizá-lo sem meias, o pé sofresse um pouco, tanto com bolhas quanto com pontos de abrasão, principalmente entre os dedos. Meus pés suam muito e isso era uma preocupação importante. Depois de prová-lo, esse receio diminuiu, mas não desapareceu, já que eu apenas o testei andando e “pagando o mico” de dar um trotezinho dentro da loja. Ao calçá-lo para correr na esteira, adotei a mesma estratégia dos meus treinos com tênis e meias: vaselina entre, sobre e sob os dedos. E funcionou. Hoje, também, para o treino na rua, fiz o mesmo e nada aconteceu. O que poderia ser um ponto contra, tornou-se um ponto a favor.

Não tenho a intenção de substituir totalmente o tênis pelo Five Fingers. Mas certamente farei com ele no mínimo um treino de corrida por semana. Afinal, variar o treino é um dos segredos para manter a motivação sempre em alta. Já que não moro no litoral e não tenho praia pra ir correr descalça, o Five Fingers é a opção mais próxima.

Enfim, gostei demais desse tal “calçado minimalista”. E, como disse no início do post, é realmente um perigo usá-lo. A sensação de liberdade proporcionada é tão grande, que é difícil conter a tentação de continuar correndo. Mas, de vez em quando, dar uma de Forrest Gump, e sair correndo sem objetivo de distância ou tempo, é algo que todo corredor deve fazer. Curtir a corrida sem preocupação com nada. Só aproveitando o bem-estar proporcionado. E o Five Fingers é ideal pra fazer isso. Recomendo :-)




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Review » endomondo

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 1 de maio de 2011 at 23:34

meteorologia: a caiu o céu agora...
pecado da gula: macarronada (muita macarronada)
teor alcoolico: 2 itaipavas
audio: papo de gordo #64
video: os incríveis


Já escrevi algumas vezes, que uso o Endomondo como "companhia virtual" em atividades físicas. Na verdade, só costumo utilizar quando saio para pedalar, pois não tenho o sensor que sincroniza com o meu Polar para medir velocidade e rpm da bicicleta. Utilizo há algum tempo e já deveria ter escrito um review com minhas impressões sobre o aplicativo.

Hoje, ao verificar no site o registro da minha ida à Ciclovia Pinheiros, vi um detalhe tão interessante que me fez pensar: "De hoje não passa, tenho de escrever o review."

Provavelmente, deve ter sido no Gizmodo onde vi uma lista de apps Android para corredores. Na época, instalei o RunKeeper e o Endomondo. Concordo que a interface do RunKeeper é mais "ajeitadinha", mas gostei mais da simplicidade do Endomondo e optei por ele. Basicamente, as apps desse nicho têm mais ou menos as mesmas funcionalidades. Acabamos escolhendo mais por questão de gosto e afinidade.
Algumas das características estão disponíveis na versão Pro (que é a que eu uso), para saber exatamente quais estão em cada versão, o melhor é ir direto ao Android Market:
» versão Free
» versão Pro

Bom, vamos do início. A instalação é simples, faz-se um cadastro com os dados pessoais do usuário e está pronto para usar. Na versão free, não é possível, mas na Pro, pode-se fazer login utilizando o usuário do Facebook. Este mesmo login vai ser usado para acessar o site, do qual falarei daqui a pouco. Cadastra-se o nome, o peso e a unidade métrica a ser utilizada (sim, ainda há quem use o sistema Imperial).

Próximo passo, definir se quer fazer upload automático do registro das atividades físicas; definir se o tempo pausa ao ficarmos parados e definir o tempo de contagem regressiva para o início do registro da atividade. O auto-pause, ao menos para mim, foi um recurso muito bem-vindo na versão Pro, pois as pausas para "reabastecer" acabavam fazendo com que minha performance parecesse pior do que era na verdade - não que ela seja excepcional, mas é sempre melhor que seja o mais próximo possível da realidade. E para aqueles momentos em que a bateria está abaixo do desejável, há a possibilidade de optar por um modo de economia de energia, diminuido a acurácia do GPS.

Na hora de selecionar o esporte a ser praticado, dificilmente não será encontrado na lista disponibilizada. Assim como o runtastic (review aqui), há tanto esportes ao ar livre (individuais), obviamente: corrida, ciclismo, caminhada, escalada; assim como esportes indoor: pilates, squash, yoga; passando por esportes em grupo: futebol, vôlei, handebol. Para que cumpra sua função de treinador e companheiro de treino, no caso dos esportes em que o deslocamento praticamente não ocorre, faz-se necessário o uso de frequencímetros compatíveis. Atualmente, funciona com Polar WearLink ® + transmissor com Bluetooth ® e monitor de freqüência cardíaca Zephyr. Além disso, há a possibilidade de conectá-lo a sensores de cadência e velocidade ANT+.

Eu, pessoalmente, não uso, mas pode-se optar pelo feedback em áudio a cada quilômetro, além do incentivo dos amigos.
Durante a utilização, ficam disponíveis na tela principal as informações de praxe: duração, distância, velocidade, calorias. E caso tenha optado pelo acompanhamento em tempo real, é possível visualizar no mapa o percurso feito.


Terminado o treino, é possível visualizar no próprio celular o registro feito, tanto no mapa quanto numa tabela bem simples, trazendo o tempo gasto por quilômetro. Divertida a indicação do trecho mais lento, com uma tartaruga, e do mais rápido, com uma lebre.
Feito o upload para o site, é possível visualizar ainda mais detalhes. Um gráfico com a altimetria e a velocidade durante o percurso, além de informações sobre a velocidade média, o gasto calórico e a altitude. Bem completo, sem ser complexo demais.

O site funciona como uma comunidade virtual dos usuários do aplicativo. Além de pode chamar e adicionar amigos, é possível desafiá-los ou encarar um dos desafios propostos pelo site.
Há um resumo das suas estatísticas logo na home, assim como as últimas atividades, tanto suas como de seus amigos. Não costumava dar muita atenção aos dados na home, mas hoje prestei atenção a um dos quadros sumarizados e foi o que me fez escrever o post de hoje. Nele constam, entre outras, três informações totalmente inúteis, mas que chamam a atenção e nos fazem olhar as demais. Sumarizando todas as nossas atividades, mostra quantas voltas na Terra poderíamos ter dado, quantas viagens à Lua poderíamos ter feito e quantos hambúrgueres já foram "queimados". Inusitado, divertido. Certamente, um diferencial. Não é nada de mais, mas é um detalhe que me fará voltar ao site mais vezes.

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Review » runtastic

coded by ctellier | tags: , | Posted On sexta-feira, 8 de abril de 2011 at 07:30

meteorologia: nublado ainda
pecado da gula: pé-de-moleque
teor alcoolico: nada ainda
audio: 1+1 podcast #4
video: 300

Apesar de utilizar o Endomondo Pro (www.endomondo.com) - sobre o qual eu já deveria ter escrito - o primeiro review de app Android para corredores e/ou atletas em geral é sobre o runtastic (www.runtastic.com). Não conhecia a app até o @diariodoandroid entrar em contato comigo, perguntando se eu tinha interesse em testar e dar a minha opinião, já que (réu confesso) admitiu não ser afeito a atividades físicas. A descrição da app no Android Market era similar a praticamente todos os apps desse nicho: um GPS tracker que também serviria com treinador. Será mesmo?

Bom, instalei o software e iniciei o teste. Mesmo sendo meu day-off, já conseguiria avaliar a interface, as configurações, as integrações, a usabilidade.
Primeiro passo, login. A exemplo de várias outras aplicações android (e web-based também), há a possibilidade de utilizar-se do perfil do Facebook para logar. Ponto a favor. Mas aconselho cadastrar o usuário no runtastic a fim de aproveitar de todos os recursos disponíveis no site do aplicativo. Aliás, o site é tipo uma comunidade virtual para corredores. Assim como nas redes sociais da moda, é possível convidar os amigos, trocar mensagens, incluir fotos, além de cadastrar treinos e eventos, consultar o histórico de atividades, visualizar as estatísticas e gráficos referentes aos seus treinos. Ainda sobre redes sociais, é possível compartilhar suas atividades tanto no Twitter quanto no Facebook.

A tela principal é bem simples. Ideal para quem pretende conferir as informações durante o treino. Além dos controles óbvios para iniciar e pausar/encerrar a atividade e de informações sobre o tempo decorrido, a distância percorrida, a frequência cardíaca, há um set de informações que se alternam a um toque na tela: velocidade (km/h), pace (min/km), calorias gastas, variação de altitude e respectiva velocidade média, altitude mínima e máxima. Referente às unidades, para os países que, diferente da maioria mundial, não se utilizam do sistema métrico, é possível optar pelo sistema “Imperial” .

A configuração que me fez pensar seriamente em passar a utilizar o runtastic foi a lista gigantesca de atividades físicas disponíveis. É um diferencial e tanto. Constam dela, tanto atividades outdoor (nada de mais): corrida, ciclismo, mountain biking, skate, escalada, caminhada, surf, vela, frisbee; quanto atividade indoor (grande sacada): corrida em esteira, pilates, yoga, tênis de mesa. Isso realmente me surpreendeu. E é o que faz desse app não apenas um GPS Tracker, mas um companheiro de treino, de qualquer atividade física. Logicamente, isso só é factível se tiver um frequencímetro sincronizado. E, por enquanto, há duas opções possíveis: Polar WearLink+Bluetooth (http://bit.ly/gYEnCV) ou Zephyr HxM Bluetooth (http://bit.ly/gy9NAH). Como meu frenquencímetro não é nenhum desses modelos, não pude testar o software indoor.

Sobre o uso comum, com o GPS, além de poder conferir em tempo real a sua posição e rota no mapa (Google Maps), é possível permitir que familiares e amigos acompanhem seu deslocamento. Além disso, há a possiblidade de uso do Geotagging.

Para quem curte - eu pessoalmente não costumo usar - há a opção de feedback de voz, com 5 opções de idiomas: inglês, alemão, francês, italiano, espanhol. Pode-se configurar quais informações serão dadas - distância, duração, pace, etc. - assim como o intervalo (em km ou minutos). Outras configurações úteis: upload automático das atividades e contagem regressiva para o início da atividade.

Depois de encerrar e salvar a sessão, o relatório gerado é simples mas bastante completo, assim como o gráfico: variação de velocidade, altitude e frequência cardíaca a cada quilômetro, além do percurso no mapa. Ao salvar a sessão, pode-se indicar a natureza do terreno percorrido (asfalto, terra, etc.), o clima (ensolarado, chuvoso, etc.), a temperatura. Pode-se optar por compartilhar o registro (Twitter ou Facebook) a partir do celular ou do site. O upload para o site não é demorado, mesmo sem utilizar o 3G.

Enfim, é um aplicativo bem completo, fácil de usar e que cumpre o que promete. Ótima opção para os praticantes de atividades físicas.

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