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Man of steel

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 20 de julho de 2013 at 14:29

meteorologia: sol e céu azul
pecado da gula: pão com ovo frito
teor alcoolico: nada ainda
audio: guilherme arantes
video: copper

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 12/07/2013)

Man of steel (2013) - O homem de aço
roteiro: David S. Goyer
direção: Zack Snyder
★ ★ ★ ★ ★

É fato que todos conhecem a estória do Superman, nem que seja apenas em linhas gerais. Bebê chega à Terra sozinho numa espaçonave oriunda de Krypton. Criado pelo casal Kent, Clark cresce tendo que aprender a lidar com suas habilidades sobre-humanas.

Apesar de ser mais um filme da franquia Superman, este não é uma continuação dos demais, mas sim, um filme de origem. E, sendo assim, é em torno do início da estória de Clark que gira a trama do filme. Claramente superior ao Superman de Bryan Singer (de 2006) - morno demais, entediante demais - , este investe suas fichas num personagem mais realista, mais sombrio e, contrariando o senso comum, mais alienígena que todos os anteriores. E por conta disso, pode-se arriscar dizer que este não é um filme de Superman, de um homem com superpoderes, mas sim de um herói - ou um deus - em construção.

O prólogo, interessante mas excessivamente longo no meu entender, nos mostra o conflito que causou a destruição de Krypton e que levou Jor-El (Russell Crowe), um cientista do alto-escalão, a enviar seu filho recém-nascido, Kal-El - que virá a ser Clark Kent (Henry Cavill) - numa espaçonave à Terra. Não conheço os quadrinhos - aliás, o personagem em si não me agrada muito - e, portanto não faço a menor ideia de como “deveria” ser retratado o planeta. Mas a direção de arte acertou ao optar por um aspecto biomecânico, lembrando um pouco os desenhos de H.R.Giger utilizados em Alien.

E, desde o início, já começam a aparecer os típicos buracos de roteiro, quase inevitáveis nesses filmes de super-heróis. Se, conforme é esclarecido tanto por Jor-El como pelo General Zod (Michael Shannon), todos os kriptonianos já nascem com papéis pré-definidos, o espectador um pouco mais observador certamente se pergunta como Jor-El, predestinado a ser um cientista, luta tão bem quanto (ou quase melhor que) Zod, um soldado nato. Isso e mais a cena “ironman style” em que Jor-El veste sua armadura, diminuem o impacto da sequência do confronto entre eles, enfraquecendo a imersão na trama. Mas ainda assim, esse primeiro terço do filme consegue prender o público o suficiente para querer assistir ao desenrolar da estória.

A opção de retratar a infância e adolescência de Clark através de flashbacks, ao invés de seguir uma narrativa linear, deu certa leveza e dinamismo à estória. Desse modo, o espectador vai, aos poucos, sendo apresentado ao personagem, conhecendo seu passado, seu convívio com os pais adotivos - Martha (Diane Lane) e Jonathan Kent (Kevin Costner), o modo como descobriu a aprendeu a controlar seus poderes. Algumas sequências poderiam ser mais curtas, mas não chegam a comprometer o ritmo. Porém há um especialmente que me irritou, não pela duração mas pelo excesso de dramalhão, e me fez soltar um “PQP! q idiotice!”. Evitando spoilers, é uma cena que envolve um furacão, uma estrada, vários carros, um cão e o pai de Clark - quem assistiu sabe a que me refiro. E em todos esses flashbacks enfatiza-se insistentemente a vocação escoteira do protagonista, que chega a ser chato de tão bom-moço.

Aproveitando a deixa, vale ressaltar que a tentativa de reafirmar o personagem como sendo o “homem que veio do céu para salvar a humanidade” é forçada e fora de contexto. O tom messiânico incomoda bastante em vários momentos. O discurso de Jor-El sobre o destino do filho, afirmando que seu papel é ser um “guia” para os humanos atingirem a paz e a felicidade eternas - algo como um nirvana - soa piegas e até meio ingênuo. Como se já não bastasse Clark falar, sem mais nem menos, que tem 33 anos, a cena em que ele aparece numa igreja conversando com um padre, que surgiu do nada na estória, é patética, além de totalmente desconectada da estória. Poderia ser cortada sem prejuízo algum, evitando inclusive que o espectador, mais uma vez, “saia” do filme e se pergunte: “Pra que isso?”.

Lógico que nem só de cenas intimistas e familiares é feito o filme. O que todo fã espera são as sequências de ação, que são inegavelmente muito boas. O problema é que, devido à escala megalomaníaca (justificável), as cenas lembram demais The Avengers - principalmente aquela em que Superman e Zod se confrontam em Metrópolis. E, assim como o prólogo, esta sequência acaba sendo cansativa pela duração muito extensa e pela falta de estretégia de Zod que, afinal, é um militar. E não apenas isso, tem-se a impressão de que toda a ação, a luta, a destruição está concentrada demais nesse momento da estória, quase saturando o espectador que, talvez chegue a pedir, em pensamento: “Finaliza logo o vilão, p%$#@!”.

Interessante reparar que, apesar de não haver semelhança física, em alguns momentos Cavill lembra um pouco “O” Superman, Christopher Reeve. Convenhamos, não é muito difícil ser mais expressivo que Brandon Routh, e Cavill consegue dar ao personagem tanto a insegurança de quem ainda não tem certeza do rumo a tomar quanto o carisma do herói que vai “salvar o dia”. Não é atuação digna de prêmio, e a quase bidimensionalidade do personagem não dá margem a isso, mas é convincente na medida certa. Costner e Lane estão ok como os pais adotivos de Clark. Amy Adams consegue tirar de Lois Lane aquele ar de mocinha indefesa em perigo. Mas quem se destaca é Shannon, construindo um vilão a seu modo incorruptível e ao mesmo tempo bastante ameaçador.

É natural que um reboot da franquia gere estranheza e divida opiniões. Se não agrada a gregos e troianos, é algo inerente a filmes desse gênero já que é difícil encontrar o ponto de equilíbrio entre tornar a estória palatável aos “leigos” e agradar aos fãs de carteirinha. E, apesar de alguns defeitos, é um filme que cumpre sua função de entreter.






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Drops » V for Vendetta

coded by ctellier | tags: , , | Posted On segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 at 22:26

meteorologia: chuva pela manhã, chuva à tarde, chuva à noite
pecado da gula: queijo quente, com muito, muito queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: radiobla #90
video: dexter


V for Vendetta (2005) - V de Vingança
roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski
direção: James McTeigue

Sinopse:
Passado na paisagem futurista de uma Grã-Bretanha totalitária, V de Vingança conta-nos a história de Evey (Natalie Portman), uma jovem aprazível que é salva de morte certa por um homem mascarado (Hugo Weaving). Identificando-se apenas como “V”, o mascarado revela um carisma incomparável e um talento extraordinário na arte do combate e da astúcia. V desencadeia uma revolução quando insta os compatriotas a lutar contra a tirania e a opressão. Mas ao descobrir a verdade sobre o misterioso passado de V, Evey toma também conhecimento da verdade sobre si mesma e emerge como imprevisível aliada de V, no seu plano para devolver a justiça e a liberdade a uma sociedade afligida pela crueldade e pela corrupção.


O filme é uma adaptação da graphic novel homônima de Alan Moore e David Lloyd. Eu, mesmo não sendo uma consumidora voraz de quadrinhos, gostei muito tanto da arte quanto do texto. Não é novidade que adaptações de quadrinhos para o cinema costumam ser ainda menos bem-sucedidas que as feitas a partir de livros. E são mal-sucedidas principalmente no quesito “agradar aos fãs da HQ” por uma razão bem simples: quem leu espera ver na tela reproduzidos os desenhos tal e qual na revista. E, apesar de parecer óbvio, são mídias diferentes e o que funciona bem em uma tem grande probabilidade de não funcionar em outra. Vide Sin City, tão fiel aos quadrinhos de Frank Miller que mais parecia um filme stop motion ou um daqueles desenhos de tv de super-heróis com quadros estáticos - quem foi criança nos anos 70 com certeza lembra.

Revi o filme dia desses, depois de ler os quadrinhos. Penso que, apesar de a adaptação parecer meio “chocha” em relação à mídia original, não deixa de ser um bom filme. É lógico que se perdem detalhes. É lógico que se perde boa parte da ideologia discutida na versão impressa. É lógico que nem todas as cenas foram filmadas assim como estavam desenhadas. É lógico que muitos diálogos foram resumidos. Não há como fugir disso. Dar um ar de romance ao relacionamento de V e Evey e a forma superficial como a origem de V é contada são, a meu ver, os maiores defeitos do filme e o que mais enfraquece a trama.

É quase certo que quem leu a HQ antes de assistir ao filme, vai achá-lo menos impactante, já que a violência foi bastante mitigada e a mídia ‘cinema’ não é dada a longos monólogos políticos-ideológico - principalmente se a intenção é fazer um filme vendável. Contudo, o filme consegue manter a essência da estória e dos personagens, o que certamente é um mérito no meio de tantas adaptações feitas tão mal e porcamente.


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Uma tragicomédia em família

coded by ctellier | tags: , , | Posted On quarta-feira, 14 de novembro de 2012 at 18:15

meteorologia: nublado ainda
pecado da gula: muito macarrão
teor alcoolico: nada ainda
audio: tom jobim
video: breakfast at tiffany's

Fun home
Alison Bechdel

Quando criança, sempre fui leitora assídua de quadrinhos. Tio Patinhas e Turma da Mônica, principalmente. Sou mais uma das milhares de crianças que adquiriram o hábito da leitura acompanhando as aventuras dos personagens de Maurício de Souza. Mas, depois de “virar gente grande”, parei de ler HQs. Não me desfiz das minhas, apenas parei de comprá-las - ou melhor, de pedir para que comprassem para mim. Com a nem tão recente assim onda de adaptações de HQs para o cinema, meu interesse retornou e comecei a consumir HQs adultas, as chamadas graphic novels. Por esse motivo, resolvi incluir uma categoria “Graphic Novel” no Desafio literário.

Não consegui lembrar onde havia lido sobre este livro. Mas me deixou suficientemente interessada para incluí-lo no desafio - que eu não finalizei, mea culpa. O desafio “embolou” antes mesmo de eu chegar à metade da lista. Empaquei no segundo volume de Os irmãos Karamazov. Vários outros livros foram cortando a fila e o desafio foi “pras cucuias”. Mas estou num período em que leituras mais breves, mas nem sempre muito leves, têm me interessado mais. E foi nesse contexto que Fun home se encaixou, apenas um mês depois do programado (apesar de eu ter “pulado” todos os outros livros desde maio). Antes de continuar, segue a sinopse.

Fun Home é um dos maiores fenômenos literários desta década. Eleito o "livro do ano" em 2006 pela revistaTime, figurou na lista de livros mais vendidos do The New York Times e faturou diversos prêmios (entre eles, o Eisner Awards de Melhor Não-Ficção). O álbum é um livro de memórias, onde a quadrinista Alison Bechdel revisita a sua infância e adolescência - especialmente a descoberta de sua homossexualidade e a difícil relação com seu pai Bruce Bechdel. Homossexual não-assumido, Bruce passava mais tempo cuidando e reformando o casarão vitoriano que moravam do que dando atenção à família.
(fonte: site Loja Conrad)

Ao iniciar a leitura, logo percebi que não era uma HQ como as outras, com quadros desenhados e balões de diálogos e pensamentos. Lógico, há isso também, mas não apenas isso. De uma maneira bastante criativa, a autora faz uso de inúmeros outros recursos visuais para contar sua estória. Desde caixas de texto com setas para apontar certos detalhes até reproduções de páginas de livros - dicionários, principalmente -, passando por recortes de jornais ou revistas e trechos manuscritos de cartas ou diários. E o resultado final é que o leitor fica imerso na estória enquanto tenta encontrar todos os detalhes de cada quadro. Na grande maioria das vezes, o que está escrito é complementar, mas não explicativo, do que está desenhando. E, por vezes, o texto até contradiz o desenho numa ironia ácida que permeia toda a trama.

Além do diferencial no estilo narrativo, para os leitores “hard-core” há um atrativo a mais. Há inúmeras referências, inferências, citações e correlações a várias obras literárias e autores. Em vários momentos, a autora relaciona eventos a trechos de livros, fazendo correspondência entre personagens reais e fictícias. Há Marcel Proust, James Joyce, Virginia Woolf, Albert Camus, Oscar Wilde, além do mito de Dédalo e Ícaro, que a autora compara a seu pai e ela. E é importante ressaltar que nenhuma das citações é gratuita. Todas se encaixam perfeitamente no contexto, principalmente por não serem apenas um recurso de suporte à narrativa, mas por terem efetivamente feito parte da formação intelectual da autora.

Num primeiro momento, pode parecer que uma biografia em quadrinhos é, justamente pelo formato, obrigatoriamente superficial. Mas Fun home está muito longe disso. A autora consegue conferir complexidade e um nível de detalhes que garantem uma experiência de leitura que pode ser tudo, menos superficial. Como já afirmei neste post sobre a biografia de Clarice Lispector, biografias não fazem parte da minha lista de categorias literárias prediletas, muito ao contrário. Mas o formato diferenciado ou, mais especificamente, inusitado desta autobiografia chamou minha atenção e despertou minha curiosidade. E devo afirmar que não me arrependi de lê-la. Aliás, recomendo-a fortemente.


 
 
Sobre a autora
Alison Bechdel nasceu em 1960 em Lock Haven, no estado da Pensilvânia. Desde 1983, desenha a tira Dykes to Watch Out For, publicada em diversos jornais alternativos, traduzida para várias línguas e compiladas em uma bem-sucedida série de livros.

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Drops » The walking dead

coded by ctellier | tags: , , | Posted On quarta-feira, 17 de outubro de 2012 at 15:35

meteorologia: vento e calor
pecado da gula: creme de baunilha
teor alcoolico: nada ainda
audio: spinoff podcast s06e03
video: damages

Depois de muita espera, sete meses, The walking dead volta em grande estilo, com um episódio quase tão bom quanto os da primeira temporada. Acredito que, assim como eu, os espectadores que viram fãs antes mesmo do final da primeira temporada - com apenas seis episódios - estavam na expectativa de que a terceira temporada fizesse a série "voltar ao normal". Pois, sejamos sinceros, o marasmo a que se resumiu praticamente toda a segunda temporada não fez jus ao início bombástico.

Admito, parei de acompanhar semanalmente a série depois do quarto episódio. Muita enrolação e mais do mesmo. Não acho ruim que a trama foque eventualmente do "fator humano", no estudo dos personagens. Mas fazer isso em 80% do episódio de uma série que se firmou como sendo de ação, certamente foi um tiro no pé - com o perdão do trocadilho infame.

Resolvi assistir à toda segunda temporada, antes da estreia da terceira. E minha percepção se confirmou - infelimente. Vários episódios pareciam ter sido feitos apenas para encher linguiça. O fato de o grupo ter se estabelecido na fazenda - mesmo que a contragosto do proprietário - parecia "obrigar" os roteiristas a tornar a série mais intimista, focando mais nos conflitos entre eles do que no combate aos zumbis. E isso tornou a série bastante monótona. Tive a impressão de estar assistindo a uma novela, em que o espectador ve um capítulo a cada duas semanas e em cinco minutos já se inteirou de tudo que aconteceu nos capítulos não assistidos. Lógico que é válido que se destaquem alguns questionamentos sobre a natureza humana e o comportamento em situações extremas. Em certo ponto, o espectador assiste e se pergunta: "Afinal, o perigo vem dos vivos ou dos mortos?".

O início do episódio é bem tenso, longos minutos de silêncio, quebrados por uma seguência de ação, em que o espectador tenta se situar - tanto no tempo quanto no espaço. Essa sequência inicial serve para mostrar a condição nômade do grupo, aparentemente sete meses depois de terem abandonado a fazenda. E é a deixa perfeita para introduzir o cenário mais esperado pelos fãs da HQ: a prisão. Apesar de o episódio não ter exatamente uma estória, pois narra basicamente a invasão da prisão pelo grupo, houve suspense, tensão, zumbis, tiros e sangue na medida pra dar vontade de assistir ao próximo episódio.




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Drops » Arrow

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sexta-feira, 12 de outubro de 2012 at 20:20

meteorologia: chuva o dia todo
pecado da gula: folhado de banana e canela
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #332
video: videocast pipoca e nanquim #38

Arrow

Vi uma parte da chamada na tv e me pareceu interessante. Antes de assistir ao piloto, a única coisa que sabia dela era que essa série da CW - que será exibida aqui pela Warner - era baseada na estória do Arqueiro Verde, da DC Comics. E pensei, "mais uma série baseada em quadrinhos". E eu, como não conheço a HQ, não tenho como afirmar se faz jus ou não à mídia original. A série estreia aqui dia 22 de outubro, mas tio Torrent deu uma ajudinha e assisti-a dois dias depois da estreia nos EUA.

Para quem não está familiarizado com a estória, assim como eu não estava, segue uma parte da sinopse oficial. Não reproduzi tudo, pois dá alguns spoilers do piloto.

Depois de um violento naufrágio, o playboy bilionário Oliver Queen [Stephen Amell] desapareceu por cinco anos. Dado como morto, ele é descoberto numa remota ilha no pacífico. Quando ele retorna para sua casa, em Starling City, sua devota mãe Moira [Susanna Thompson], sua amada irmã Thea [Willa Holland], e seu melhor amigo Tommy Merlyn [Colin Donnell] lhe dão as boas-vindas, mas sentem que Oliver mudou muito pelo tempo que passou na ilha.

Enquanto Oliver esconde a verdade sobre o homem que se tornou, ele desesperadamente sente necessidade de reparar suas atitudes que tomou quando era apenas um garoto. Mais importante, ele busca reconciliação com sua antiga namorada, Laurel Lance [Katie Cassidy].

Durante o tempo em que começa a se reconectar com as pessoas mais próximas de si, Oliver secretamente cria a ideia de Arrow — um vigilante — para consertar os erros de sua família, desafiar os males da sociedade, e restaurar Starling City para sua glória.

(fonte: www.jovemnerd.com.br)

Bem, para um piloto, achei melhor que muitas outras séries que comecei a assistir. Talvez quem curta a HQ se interesse mais em acompanhar a série. Mas eu certamente irei assistir apenas esporadicamente. Gostei da solução narrativa utilizada para contar, mesmo que rapidamente, a estória do personagem. Ao invés de um longo flashback, ficamos sabendo o que houve através dos noticiários da tv e de alguns flashes que o protagonista tem do naufrágio e de sua estadia na ilha. Porém me incomodou a narração em off de Oliver. O episódio se inicia com isso e, não fosse o fato de eu querer descobrir do que se tratava, eu certamente teria desistido depois de ouvir frases extramamente clichês e forçadas:

"Para viver eu tive que me adaptar, me transformar em uma arma."
"Não estou voltando como o garoto que sofreu um acidente de barco, mas como o homem que vai levar justiça àqueles que envenenaram a minha cidade."

Tão clichê que fiquei esperando-o completar: "Meu nome é Queen, Oliver Queen."

É preciso dar um desconto justamente por ser o piloto. A trama é bem previsível; os personagens, pouco desenvolvidos; a produção, OK - apesar de longe da perfeição. Vale uma espiada. Boa opção pruma tarde chuvosa de feriado.


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Drops » TinTin

coded by ctellier | tags: , , , | Posted On quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 at 20:56

meteorologia: calor, finalmente
pecado da gula: torradinhas com brie
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: CrNoAr #39
video: criminal minds

The Adventures of Tintin: Secret of the Unicorn
(As aventuras de TinTin)
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Moffat, Joe Cornish, Edgar Wright

Filme de aventura, na mais completa acepção da palavra. Senti-me assistindo a um clássico da Sessão da Tarde. Não há como negar, é um legítimo Spielberg, no melhor estilo do primeiro Indiana Jones. Aliás, Tintin parece um Indiana Jones “mirim”. E alguma cenas do filme lembram muito as cenas de ação da trilogia (o 4o. filme, pra mim, não conta). Aliás, se Spielberg tivesse feito as cenas digitais do 4o.filme com o mesmo cuidado que dedicou a Tintin, certamente o filme seria muito menos ruim - convenhamos, aqueles micos digitais são terrivelmente mal feitos.

Para quem apenas leu os quadrinhos, o herói parece bem mais ativo, mais esperto, até mais forte. O que faz sentido ao transpor o personagem do quadro estático da HQ para o movimento da película. Os que também assistiram às animações produzidas pela Ellipse/Nelvana não sentirão tanto essa mudança “para mais” nas atitudes do pequeno repórter. Porém, para ambos, é fácil perceber que o filme não segue à risca a estória dos quadrinhos (ou da animação), principalmente no seu último terço. Ou seja, é TinTin, mas não é TinTin, já que o que vemos não é literalmente a reprodução da obra de Hergé. Mas as alterações são perfeitamente justificáveis e não desmerecem em nada o roteiro.

Acredito que fazer o filme utilizando a técnica de motion capture (que tem no Gollum, de “The lord of the rings”, seu melhor exemplo) uma opção bastante acertada. Pois assim, não deixa de ser um “desenho”, uma animação. E permite ao diretor aproveitar ao máximo as possibilidades dessa mídia, sem a necessidade de prender-se às limitações físicas de atores, cenários, etc. Isso é bastante evidente na cena de perseguição numa cidadela marroquina. Apesar de alguns exageros, no geral, funciona muito bem.

Enfim, é diversão garantida. E vale a pena assistir no cinema. O 3D não fez muito diferença, mas também não ficou exagerado a ponto de estragar a experiência. Vale reparar em algumas referências a outros filmes de Spielberg , “Indiana Jones” e “Jaws”. Sem contar as inúmeras referências a outras aventuras de TinTin (um deleite para os fãs dos quadrinhos).




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Calvin & Hobbes

coded by ctellier | tags: | Posted On sexta-feira, 2 de abril de 2010 at 19:27

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sempre Calvin

coded by ctellier | tags: | Posted On terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 at 05:46

clique para ampliar

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Almanaque dos quadrinhos

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 20 de janeiro de 2007 at 22:52

meteorologia: calor e chuva
teor alcoolico: brejas, muitas brejas
pecado da gula: petiscos pra acompanhar as brejas...
audio: Dj Tiesto

Almanaque dos quadrinhos (Flavio Braga & Carlos Parati)
Nova "onda" no mercado literário brasileiro, a invasão dos almanaques tem trazido ao público material de qualidade. Responsável também por matar as saudades de adultescentes na casa dos 30 e 40, haja visto o sucesso de vendas dos almanaques sobre os anos 70 e 80. E todos eles não valem somente para consulta, vale roubar um tempinho à frente da tv para ler e reportar-se "aos verdes anos que não voltam mais".
E o Almanaque de quadrinhos não é diferente. Tanto para folhear ao acaso e encontrar preciosidades como Krazy Kat e Os sobrinhos do Capitão, como para ler de cabo a rabo (como eu fiz) e descobrir todo um mundo novo na literatura de HQs. Mundo que para muitos, e não me excluo desse bolo, se reduz às aventuras da Turma da Mônica, Pato Donald, Luluzinha, Batman e Superman.
Fãs de carteirinhas, colecionadores, experts, connoisseurs e leitores de primeira viagem, com certeza vão encontrar algo de interessante num livro que aborda a histórias das HQs no Brasil e no mundo. Sem dúvida, uma referência no assunto. Obviamente, como em qualquer tema, os mais aficcionados devem achar falta de algum personagem, mas nada que desabone o livro.

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