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Incinerando películas » Snitch

coded by ctellier | tags: , | Posted On segunda-feira, 22 de abril de 2013 at 08:59

meteorologia: friozinho chato
pecado da gula: bolo de coco
teor alcoolico: nada ainda
audio: podcast ghost writer #24
video: bones

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 15/04/2013)

Snitch (2013) - O acordo
roteiro: Justin Haythe, Ric Roman Waugh
direção: Ric Roman Waugh
★ ★ ★ ★

Mais uma tentativa de Dwayne Johnson de encarar um papel sério num drama, não sendo apenas “o fortão” do elenco. Infelizmente, a tentativa não passou disso. The Rock não consegue dar peso e presença a seu personagem. Contudo, esse problema não é exclusividade sua. Mesmo que não fosse dele o papel de John Matthews, o pai empenhado em ajudar o filho de qualquer forma, o filme ainda estaria longe de ser considerado bom. Os demais personagens, assim como a trama, carecem de verossimilhança e carisma. É difícil dar credibilidade a uma estória em que o protagonista procura informações sobre cartéis e chefões do tráfico na Wikipedia.

Matthews tem uma construtora e, coincidentemente, um dos funcionários - Daniel James (Jon Berntha, o Shane de The Walking Dead) - é um ex-presidiário que, coincidentemente, foi preso por tráfico e, coincidentemente, conhece um traficante local e topa (sem muita resistência) apresentar o patrão ao traficante que, também sem muita resistência, aceita testar o serviço de transporte proposto por Matthews, e por aí vai. As coincidências se sucedem de maneira quase vergonhosa e a maioria dos eventos se desenrola de maneira tão simplista e óbvia que os momentos de tensão - se é que podem ser chamados assim - passam praticamente despercebidos.

Os personagens são rasos, boa parte deles não parecem ter uma motivação para seus atos, alguns aparecem e desaparecem do roteiro de acordo com a necessidade - a ex-esposa de Matthews, assim como a esposa atual e sua filha, por exemplo, não têm qualquer relevância, sua presença (ou ausência) simplesmente não mudam em nada o rumo da narrativa. Fica difícil para o espectador criar qualquer identificação e sequer se importar com o destino dos personagens, mesmo de Matthews ou de seu parceiro circunstancial, James - cuja família também pouco influencia no rumo dos fatos.

Some-se a isso a atuação em “piloto automático” de Susan Sarandon, o excesso de closes e planos-detalhes, as cenas desnecessárias, a insistência e a frequência exagerada de discurso anti-drogas nos diálogos, além de o espectador ser obrigado a ver o protagonista apanhando de quatro drogados - algo inadmissível em se tratando de The Rock - e tem-se uma estória que se arrasta por intermináveis 112 minutos.

Neste filme, é tudo tão moderado (pejorativamente falando), tão morno que dá saudades daquela selvageria estilizada dos filmes de Braddock. É um daqueles roteiros que ficaria bom se tivesse sido feito nos anos 80, com algum dos brutamontes da época - Charles Bronson, Chuck Norris, Stallone ou Schwarzenegger - no melhor estilo “um destemido contra tudo e contra todos”. Desse modo, ao menos, os furos de roteiro, os clichês, a falta de consistência seriam mais facilmente perdoados e sem dúvida o filme seria muito mais divertido.




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Incinerando películas » Alex Cross

coded by ctellier | tags: , | Posted On sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 at 22:00

meteorologia: "chove chuva, chove sem parar"
pecado da gula: batatas fritas
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: papricast #20
video: twilight zone

Alex Cross (A sombra do inimigo) - 2012
roteiro: Marc Moss, Kerry Williamson
direção: Rob Cohen

Fui assistir ao filme apenas para passar o tempo até chegar o horário do pokerzinho semanal. No shopping onde estava, escolhi-o dentre os filmes em cartaz, parecendo ser a opção "menos ruim". Porém, infelizmente, acabou mesmo apenas preenchendo o tempo. Fiquei tão entediada, que comecei a conferir meu relógio antes mesmo da metade do filme.

Ao escolhê-lo, não sabia muito sobre ele. Sabia apenas que o vilão era interpretado por Matthew Fox - o Jack, de Lost. Apenas quando o título original apareceu na tela é que me dei conta de que era um filme sobre o detetive Alex Cross. Cross é um personagem criado pelo escritor James Patterson, que apareceu pela primeira vez no livro Along came a spider (Na teia da aranha). O filme é uma adaptação do livro I, Alex Cross (Eu, Alex Cross), em que Patterson revela ao leitor parte do passado de Cross.

O filme me agradou tão pouco que, mesmo depois de assisti-lo, eu ainda não tinha feito a conexão com dois filmes protagonizados por Morgan Freeman, no papel de Cross: Along came a spider e Kiss the girls. Mesmo com Freeman atuando quase "no automático", ainda tem muito mais carisma e presença em cena que Tyler Perry, bem pouco convincente no papel.

Patterson claramente baseou-se em Sherlock Holmes ao criar Alex Cross. Tem observação aguçada e poder dedutivo acima da média. Porém, no filme, o personagem é tão mal desenvolvido que suas deduções mais parecem adivinhações ou "chutes" bem dados. Quase no final do filme, um pouco antes do clímax - quem nem deveria ser chamado assim - Cross chega a uma conclusão baseado aparentemente em nada. E, logicamente, por não ter base alguma, ele sequer se dá ao trabalho de esclarecer como chegou a ela. E há inúmeras outras situações assim.

Junte-se a isso o excesso de personagens secundários - tão rasos quanto um pires - e um roteiro fraco que se arrasta por intermináveis 100min.
Enfim, dispensável assistir no cinema. Dá para aguardar que passe na tv a cabo.

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Incinerando películas » Flowers of war

coded by ctellier | tags: , | Posted On sexta-feira, 3 de agosto de 2012 at 22:15



Flowers of war (Flores do Oriente) - 2011
Roteiro: Heng Liu
Direção: Yimou Zhang

Sinopse:
Um ocidental encontra refúgio com um grupo de mulheres em uma igreja durante uma invasão das tropas japonesas na década de 1930. Ao se passar por sacerdote, ele tenta deixar as mulheres em segurança.
(Fonte: Guia Folha - Cinema)

Quem me conhece, sabe que eu prefiro ter tudo programado antecipadamente (quase escrevi "antecipadamente antes de fazer algo", vergonhoso). Sendo assim, eu raramente saio de casa pra ir ao cinema sem saber a que filme irei assistir e, muito menos, resolvo assistir a um filme - qualquer filme - apenas por estar num local de exibição e por ter tempo sobrando. Mas, como toda pessoa inteligente sabe, regras são feitas para serem quebradas e cometi esse ato leviano duas vezes durante as férias.

A primeira incursão não foi mto bem sucedida - acertar o final do filme muito antes de chegar à sua metade não é muito legal, nem é um bom indicador da qualidade do roteiro. Logo no início do filme, o protagonista aparece se esgueirando por entre ruínas e destroços de guerra. Esses minutos iniciais me fizeram lembrar imediatamente de muitas cenas de "Empire of the sun" - um dos primeiros em que Christian Bale atuou e cuja atuação o fez ser premiado como "Best Performance by a Juvenile Actor" no National Board of Review of Motion Pictures. E várias vezes durante a exibição do filme, pensei "como um ator, que na adolescência teve uma atuação tão excepcional num filme, podia fazer algo tão medíocre" - e digo "medíocre" no sentido pejorativo.

Outro indicativo da fragilidade do roteiro foi que a jornada do herói estava "visível demais". Quem que se interesse por escrever estórias - e me incluo - sabe que um bom livro/roteiro narra a trajetória de um personagem, ou mais de um, que cumprem uma jornada: a jornada do herói. E quanto melhor escrito, menos termos percepção consciente desse padrão. Inconscientemente, sempre percebemos, e é um dos motivos por que gostamos mais de alguns filmes que de outros, mesmo quando não conseguimos explicar muito bem o porquê. E neste filme, em vários momentos saía do universo da estória e me pegava pensando no estágio atual do protagonista. "Ah, o chamado da aventura." "Hmm, o cruzamento do portal" "olha só, a barriga da baleia". Definitivamente, não foi uma experiência cinematográfica interessante.

Enfim, foi uma perda de tempo.
A segunda incursão foi mais recompensadora, mas fica para outro post.


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Incinerando películas » Into Thin Air: Death on Everest

coded by ctellier | tags: , , | Posted On quinta-feira, 22 de março de 2012 at 22:50

meteorologia: seco, ar muito seco
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: jurassicast #24
video: dexter

Into Thin Air: Death on Everest (Morte no Everest)
Direção: Robert Markowitz
Roteiro: Robert J. Avrech

Pensem em um livro que tenham lido e gostado mais do que o esperado. Agora imaginem descobrir que existe uma versão cinematográfica dele. Então, foi com esse grau de expectativa que apertei o play no Netflix para assistir ao filme.

Torcia para que fosse tão bom quanto o livro. Lêdo engano. Infelizmente, não correspondeu à expectativa. E, além de não corresponder, foi uma decepção enorme. O filme é curto, mas tão, tão insuportavelmente chato que eu não via a hora de terminar. A todo momento verificava quanto faltava para o final. Ao contrário do livro, os personagens são apresentados de forma tão superficial e sem graça que não há como se identificar ou se solidarizar com suas tragédias. O descuido nesse quesito é tanto que em dado momento eu já estava confundindo os alpinistas. E, num filme de escalada na neve, diferenciar as pessoas é o mínimo necessário para conseguir - e querer - continuar a acompanhar os eventos. Some-se a isso a visão levianamente maniqueísta da postura dos líderes das duas equipes e a inacurácia das informações- 12 pessoas morreram, não apenas 5 como citado no filme. A atuação do elenco é praticamente inexistente. E a produção sequer se deu ao trabalho de utilizar imagens reais do everest - foi tudo filmado na Áustria. Enfim, totalmente dispensável. Em contrapartida, eu indico a leitura do livro.

Li "Into thin air" (No ar rarefeito) há 10 anos, mais ou menos. E, até lê-lo, não sabia que gostava tanto desse estilo literário - o relato de viagem. Neste post, ele é o top 1 da lista dos que já foram lidos.

Sinopse do livro (fonte: livcultura.com.br):
Um relato sobre a temporada mais trágica da história do Everest. Contratado pela revista 'Outside' para fazer uma reportagem a respeito da crescente comercialização da montanha, Krakauer, alpinista experiente, foi ao Himalaia como cliente de Rob Hall, o guia de alta montanha mais respeitado do mundo. Em 1996, subindo a montanha ao lado do grupo de Hall havia uma outra expedição guiada por Scott Fischer. Mas nem um nem outro sobreviveram à tempestade traiçoeira do dia 10 de maio. Krakauer conta a história e faz uma reflexão sobre o encanto avassalador que o Everest exerce sobre as pessoas, levando-as a arriscar a vida.

O interessante do livro é que Krakauer não se limita a seu papel de repórter. O texto é envolvente pois ele nos apresenta os "personagens" da tragédia um a um, expondo suas motivações para estarem ali enfrentando a montanha. Não nego que ele narra cada etapa da tragédia com bastante propriedade e de forma detalhada o suficiente para deixar qualquer um em suspense. Mas, no meu entender, o que faz o livro ser tão cativante e prender o leitor até o desfecho é ter dedicado tempo nos familiarizando com cada membro das expedições, fazendo com que o leitor torça pelo destino dos personagens.

O post não é sobre o livro, mas não poderia me furtar de comentar sobre ele. Mesmo porque, a qualidade do livro contribuiu para a minha decepção com o filme. Iludi-me pensando que o filme possivelmente tinha recebido o mesmo tratamento respeitoso e deferente dado ao segundo livro de Krakauer - "Into the wild" (Na natureza Selvagem). Dirigido e roteirizado por Sean Penn e estrelado por Emile Hirsch, guardadas as devidas proporções, o filme conseguiu captar a essência do livro e do personagem retratado por Krakauer - Chris McCandless, um jovem que larga tudo e sai numa jornada sem volta no Alasca.

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Incinerando películas » Awake

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 15 de janeiro de 2012 at 12:35

meteorologia: só chove e chove
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: 2 itaipava
audio: add #844
video: criminal minds

Awake (Awake - A Vida Por Um Fio)
Direção e roteiro Joby Harold

Precisava achar um filme não muito longo para assistir ontem. Afinal, iria acordar cedo hoje para participar de uma prova de corrida. Esse estava passando na tv a cabo. Já tinha começado a assistir em outra ocasião, mas por algum motivo, não assisti inteiro. Ontem, eu descobri que não tinha perdido nada.
A começar pelo título. Mania irritante das distribuidoras que, sem saber como traduzir o título original, optam por utilizar esse título acrescido de um subtítulo que tenta explicar do que se trata o filme.
Usar a consciência anestésica (*) como mote para o desenvolvimento da estória é até uma boa ideia, mas foi extremamente mal utilizada. As experiências extra-corpóreas do personagem ocupam boa parte do filme, o que deixou tudo bastante entediante.
Atuações medíocres (como sempre) de Jessica Alba e Hayden Christensen. Lena Olin parece estar lá apenas de corpo presente. Nem mesmo o talento de Terrence Howard consegue deixar o filme menos ruim. Junte-se a isso vários diálogos horríveis e "voilà!", mais um filme que eu não recomendaria a ninguém.


(*) Paciente em cirurgia, mesmo anestesiado, tem consciência do que ocorre à sua volta

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Também escrevo sobre o que não gosto

coded by ctellier | tags: , , , | Posted On sábado, 5 de novembro de 2011 at 15:54

meteorologia: sol e céu azul
pecado da gula: pão na chapa com manteira
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: nerdcast #284
video: breaking bad

Estes eu não recomendo.
Ou melhor, recomendo a leitura dos posts, mas não o filme ou o livro.

Não estou dizendo que não devem ser lidos (ou vistos).
Simplesmente acho que não compensam o tempo dispendido ao fazê-lo.


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Incinerando películas » Matchstick men

coded by ctellier | tags: , | Posted On quarta-feira, 31 de agosto de 2011 at 20:47

meteorologia: friooooooooo
pecado da gula: misto-quente
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: contra-relógio no ar #018
video: fringe

Os vigaristas, direção Ridley Scott

Sinceramente, não esperava muito desse filme. Ainda bem, por que conseguiu ser pior do que eu esperava.
Resolvi assistir por terem comentado comigo sobre a atuação de Nicholas Cage como um portador de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), cheio de tiques e com a típica mania de limpeza. E foi só o que se salvou no filme.

A primeira meia hora foi tão arrastada que quase desisti de continuar assistindo. Trinta minutos para apresentar um personagem foi um exagero. Cansativo demais. Persisti, na esperança de que o filme melhorasse depois.

Melhorou, mas não o suficiente para eu achá-lo bom. Além de várias situações bastante previsíveis, a estória simplesmente não avançava.
Passada a metade do filme, comecei a ter um certo palpite sobre o rumo da estória que realmente me deixou incomodada. Devido ao avançado da hora, parei de assistir faltando pouco menos que 30 minutos de filme. Mas fiquei pensando sobre a minha desconfiança e não me conformava com a possibilidade de ela se confirmar. Não pensei que Ridley Scott, escolheria fazer um filme com um roteiro tão simplista e tão óbvio. O desfecho não poderia ser tão medíocre. Mas, infelizmente, era. Contei meu palpite a um amigo que já assistira ao filme e ele confirmou o que eu temia.

Enfim, exceto pela performance de Nicholas Cage (o que, na minha opinião, não é razão suficiente) não é um filme que valha a pena ser assistido.

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Incinerando películas » Wall Street: Money Never Sleeps

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 4 de junho de 2011 at 20:25



Wall Street: Money Never Sleeps, direção Oliver Stone

Fui assistir e me decepcionei. Esperava mais.
O filme não é ruim, mas ficou aquém da expectativa. Não precisava de 130 minutos de filme para mostrar que Gekko e o mercado financeiro continuam os mesmos.
Assistível, mas não é excepcional.

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Incinerando películas » Machete

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 30 de abril de 2011 at 16:54


Machete, direção Robert Rodriguez

Diferente de alguns grandes diretores que conseguem imprimir seu estilo a um filme sem se repetirem, este é simplesmente "mais do mesmo". Ter um estilo próprio é uma coisa, fazer sempre o mesmo filme é outra bem diferente - e muito mais enfadonha. E a segunda opção é a impressão que tenho sobre Robert Rodriguez. Seus filmes são apenas variações sobre o mesmo tema.

Para quem curtiu demais Grindhouse e Planet Terror, talvez agrade.
Mas quem espera algo tão divertido quanto From Dusk Till Dawn ou tão memorável quanto Sin City, a decepção é certa.

Definir como diversão sem compromisso, ou como uma paródia de filmes de vingança, não justifica a falta de qualidade em alguns aspectos. O roteiro é fraco e os diálogos são terrivelmente ruins, alguns chegam a ser ridículos.

Enfim, tendo algo melhor a fazer, não perca seu tempo assistindo.
Eu não recomendo.

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Incinerando películas » Gran Torino

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 26 de março de 2011 at 20:05

meteorologia: sol e calor o dia todo
pecado da gula: hot-dog completo
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: spin-off s04e21

Gran Torino, Clint Eastwood

Mais uma vítima da expectativa.
O plot pareceu interessante e eu costumo gostar dos filmes dirigidos por Eastwood. Por conta disso, e por esperar algo tão bom quanto "Million dollar baby" e "Mystic river", esse filme foi decepcionante.
Aparentemente indeciso entre um drama e uma comédia, o roteiro repleto de clichês somado ao elenco fraco tornam este filme totalmente dispensável na filmografia de Eastwood.
O início é até interessante, apesar dos trejeitos e caretas exagerados do personagem de Eastwood, Walt Kowalski. Mas no terço final, é tudo tão previsível que perde-se até a vontade de continuar assistindo. Persisti, apenas para confirmar que não haveria qualquer surpresa.
No elenco, apenas Eastwood e John Carroll Lynch (no papel de barbeiro de Kowalski) estão bem.
O filme não chega a ser ruim. Mas eu, certamente, não recomendo.
Se for para assistir a algum filme com direção de Eastwood, que seja um dos citados acima.

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Incinerando películas » Cruel intentions

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 23 de janeiro de 2011 at 17:59

meteorologia: calor demais
pecado da gula: cachorro-quente
teor alcoolico: 1 original, 1 smirnoff ice
audio: nerdcast #243
video: palestra do @interney na #cpbr4

Adaptação teen do excelente livro de Pierre Chordelos de Laclos, "Les liaisons dangereuses" (escrevo sobre ele num próximo post).
Com algumas exceções, adaptações não costumam fazer jus ao original e filmes teens não valem o tempo gasto em assisti-los. Porém este não faz parte da lista de exceções. A adaptação anterior, de 1988, tendo Glenn Close e John Malkovich no elenco com direção de Stephen Frears, conseguiu recriar bem a atmosfera do livro. Mas uma versão teen de uma estória que originalmente se passa na França do século XVIII teria de ser genialmente bem estruturada para conseguir convencer e agradar o público. E este não é o caso. A transposição de cenário e de época é tão mal-sucedida que interfere na verossimilhança da estória. O que faria sentido para a burguesia francesa nos idos de 1700, simplesmente é uma incongruência nos dias atuais. Talvez agrade aos adolescentes, ou àqueles que não assistiram a versão anterior ou não leram o livro. E, apesar de superior à maioria dos filmes teen produzidos na atualidade, não é excepcional.
Caso não tenha nada melhor para fazer (o que eu duvido), assista. Mas eu não recomendo.

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Queimando livros » O pêndulo de Foucault

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 8 de janeiro de 2011 at 08:02

meteorologia: ainda nublado
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #241
video: coraline

Na verdade, a não-indicação aplica-se a todos os livros de Umberto Eco depois de “O nome da rosa”. Imagino o quanto seja difícil produzir outra obra-prima à altura desse livro. E a expectativa criada a cada novo livro nunca joga a favor, pois sempre se espera que o próximo supere a qualidade do primeiro.
Se eu tiver de indicar um livro de Eco, certamente será “O nome da rosa”. Aliás, quem ainda não viu o filme, esqueça-o e leia o livro. Não que o filme seja ruim, mas não é nem 10% do que é o livro.
Li “O nome da rosa” logo após o lançamento e o reli várias vezes, tamanho o deslumbramento com o texto. Mesmo já conhecendo o desfecho, a cada (re)leitura descobria novos detalhes, novas nuances.

Nas três obras seguintes ("O pêndulo de Foucault", "A ilha do dia anterior", "Baudolino"), iniciava a leitura esperando encontrar ao menos um fiapo daquele deleite proporcionado pelo primeio livro. Nenhum deles conseguiu. Mas “O pêndulo de Foucault”, ao menos para mim, foi o mais decepcionante. Enredo complexo tendendo ao irreal, repleto de conexões e referências filosóficas, esotéricas, teorias da conspiração e afins. A estória mirabolante acaba por afogar o leitor (junto com os personagens) numa torrente de informações na maioria das vezes excessivas e desnecessárias. A linguagem pedante consegue deixar o texto pouco fluido e a leitura bastante cansativa. Fato: eu não consegui terminar de ler. Este é um dos poucos livros que não cheguei ao fim.

Li e não recomendo.


(O título do livro refere-se a uma experiência realizada pelo físico francês Jean Foucault , em 1851, para demonstrar, através de oscilações num pêndulo, o movimento de rotação do planeta Terra.)

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Queimando livros » A ciência médica de House

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 19 de dezembro de 2010 at 20:05

meteorologia: calor... muito calor
pecado da gula: pão na chapa com manteiga (e nutella)
teor alcoolico: alguns chopps
audio: mitografias #34
video: zodiac

A ciência médica de House, Andrew Holtz

Li há algum tempo “A física de Jornada Nas Estrelas” (Lawrence Krauss) e gostei bastante. Apesar de achar que fosse um livro oportunista, tentando vender aproveitando-se da franquia Star Trek citada no título, comprei. Li e gostei bastante. Mas não precisa ser trekker para curtir o livro. Tem explanações bastante completas sobre a possiblidade da existência (ou não) de vários elementos da realidade de Star Trek: teletransporte, viagens no tempo, etc.

Tempos depois, vi nas prateleiras um título no mesmo estilo, mas abordando uma das minhas séries favoritas, House. Porém, diferente do livro de Krauss, o de Holtz é sim oportunista. Adquiri achando que veria no livro a mesma seriedade na análise dos casos tratados por House que vi nas análises dos fenêmenos físicos em Star Trek. Grande decepção. Texto superficial, análises rasas e pouco ou nenhum acréscimo de informações para os mais interessados em ciências médicas. É fácil de ler, justamente pela ausência de profundidade.

Um conhecido pediu-me o livro emprestado. Contrariamente aos meus hábitos, não só emprestei como disse que ele poderia ficar com o livro para si.
Li e não gostei. Não recomendo.

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Incinerando películas » The wolfman

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 4 de dezembro de 2010 at 22:10

meteorologia: sábado de sol...
pecado da gula: churrasco + brigadeiro e beijinho
teor alcoolico: cerveja + caipirinha
audio: nerdcast #238
video: the good shepherd

The wolfman, direção Joe Johnston

Trailer interessante
Poucas vezes não é. E neste caso, como em tantos outros, tudo de interessante do filme estava no trailer. Não tinha mais nada que fizesse valer o ingresso do cinema (ainda bem que assisti em casa).

Elenco de qualidade
Anthony Hopkins: não preciso nem elogiar... Silent of the lambs, Remains of the day, Surviving Picasso e tantos outros que nem consigo lembrar. Só ele já me levaria a assistir o filme.
Benicio del Toro: 21 grams, Traffic, Snatch. Assim como Hopkins, estaria inclinada a assistir qualquer filme em que constar do elenco.
Hugo Weaving: inesquecível em Matrix, "Mr.Anderson". Ótima atuação em V for Vendetta, mesmo mascarado.
Mas mesmo todo esse "poder de fogo" não conseguiu salvar o filme.

O filme se arrasta por quase duas horas, sem conseguir definir uma linha narrativa. Alterna entre gótico, drama psicológico, ação, gore. E apenas consegue prender a atenção do público com esse último. Quem gosta do estilo consagrado por George Romero tem diversão garantida nas cenas de ataque do lobisomem. Não falta talento ao elenco. O que falta é um bom roteiro e uma boa direção.
Enfim, mais um monstro do imaginário popular que não recebeu o tratamento merecido. Uma pena.
Não recomendo.

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Incinerando películas » "In the bedroom"

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 28 de novembro de 2010 at 18:48

meteorologia: sol e calor o dia todo
pecado da gula: sorvete
teor alcoolico: algumas itaipavas pra tentar refrescar
audio: rapaduracast #210
video: indiana jones e os caçadores da arca perdida

In the bedroom, direção Todd Field

Este é o primeiro post da categoria Incinerando películas, cuja intenção é não indicar um filme. Não necessariamente o filme deve ser ruim, eu apenas não gostei e vou comentar por quê. Por razões óbvias, os posts dessa categoria não serão tão longos quanto os que falam dos filmes que eu recomendo. Talvez eu até agrupe dois ou três filmes por post. Mas espero não desgostar de muitos filmes que eu assistir.

O título nacional (Entre quatro paredes) remete erroneamente à peça de Sartre, Huis Clos, cujo título em português é exatamente "Entre quatro paredes". Infelizmente, o filme não tem nenhuma relação com a peça. Apesar das indicações ao Oscar pela obra (melhor filme, melhor roteiro), não achei o filme assim tão bom. Mas as indicações dos atores foram merecidas. Tom Wilkinson, Sissy Spacek e Marisa Tomei estão bem em seus personagens, mas não excepcionais, não o suficiente para tornarem o filme assistível. Achei-o contido e arrastado demais. Chega a ser chato em vários momentos. É medíocre no sentido literal. Dramas familiares há aos montes nas locadoras. E este, no meu entender, não é um que se destaque da maioria.
Não vale a pena gastar duas horas assistindo.




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