Até mais e obrigado pelos peixes!

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 25 de junho de 2006 at 22:37

meteorologia: começou a chover... assim, sem mais nem menos
pecado da gula: pizza! pizza! pizza!
teor alcóolico: 1 dose de red label, 1 original, 2 smirnoff ice black, 1 bohemia...não necessariamente nessa ordem
audio: Cocteau Twins
video: Gladiator

Que decepção!
Estava curtindo tanto a leitura, me deleitando com as tiradas inteligentes de Adams, e chego ao último volume da coleção aguardando um "grand finale". Mas que nada!
Foi inesperado, não por conter uma reviravolta dessas que mudam todo o entendimento do estória, mas sim por estar aquém da expectativa criada pelos outros livros. Totalmente sem sal e pior, sem conclusão alguma. Talvez fosse essa a intenção do autor, mas eu esperava mais da inteligência sagaz de Douglas Adams.
Uma pena...

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Hostel

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 29 de abril de 2006 at 04:50

audio: Temple of the Dog
meteorologia: será que esfria no feriado?
teor alcoólico: 1 original, várias smirnoff ice
pecado da gula: um monte de esfihas de queijo

Hostel, dirigido por Eli Roth

Decepcionante. Não tenho outra palavra pra descrever minha sensação quando o filme terminou. Fui ao cinema para assistir um filme com a "apresentação" de Tarantino, o que no meu entender seria uma boa referência. Mas inexplicavalmente, Tarantino associou seu nome a algo que não chega aos pés da sua direção mais medíocre (na minha opinião, Jackie Brown).

Apesar da premissa interessante e bastante controversa, da boa fotografia e movimentação de câmera, o filme não se sustenta durante os 90min. da exibição. Parece que não tem roteiro, a atuação dos atores é sofrível, o "medo, choque e terror" prometidos pelo trailer não passam de uma sucessão de cenas nojentas. Deveria ter sido vendido como um filme gore, a exemplo dos excelentes filmes de Dario Argento (apesar de não ser tão bom quanto eles), e não como uma "cria" de Tarantino, o que me levou e provavalmente levou outros cinéfilos a pensar que a produção era algo próximo a Reservoir Dogs, com textos de dar inveja a qualquer bom escritor.

O filme se arrasta na primeira metade, em que mais parece uma dessas comédias pueris, no pior estilo American Pie, com personagens rasos, repleta de diálogos mal escritos e chauvinistas ao extremo.
Segue-se a suposta "ação", durante a qual sofrem os de estômago mais fraco. Culminando com um final previsível, em que o sobrevivente (porque sempre deve restar ao menos um) vinga-se de um dos torturadores, tendo a lei de Talião como justificativa: "Olho por olho, dente por dente" (no caso, dedo por dedo). E não satisfeito, vinga-se de quem o fez chegar àquele circo de horrores.
Some-se a isso, uma visão extremamente deturpada dos países do leste europeu, e o resultado seria um filme perfeitamente dispensável não fosse pela discussão que levanta acerca da violência, do sadismo, da falsa moralidade da sociedade e do que se esconde por trás da banalidade do dia-a-dia. Não digo que não vale o valor do ingresso - o efeito pós-filme teria sido o mesmo se o público acessasse o site que (supostamente) deu a idéia a Eli Roth, sobre bizarrices tais como gente que paga para torturar outras pessoas - pois a reflexão que se segue compensa os maus bocados passados no cinema (seja pelas cenas asquerosas, seja pelo roteiro ruim).

Enfim, apenas esperava que uma idéia tão instigante tivesse vindo acompanhada de um bom roteiro e de uma boa direção de atores, o que infelizmente não aconteceu.

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O que Einstein disse a seu cozinheiro

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 23 de abril de 2006 at 19:45

teor alcoólico: muuitas caipirinhas, 1 original
pecado da gula: muuuuita carne, afinal era um churrasco
meteorologia: céu azul de brigadeiro
audio: Jack Johnson


O que Einstein disse a seu cozinheiro (vol.2), de Robert L.Wolke
Imprescindível pra quem curte gastronomia em geral, cozinhar ou apenas degustar, e que tem curiosidade pela física (ou química) das receitas prediletas.
Legal pra saber como a mistura de ovos e óleo se transforma em maionese ou descobrir a maneira mais rápida de gelar um drink. É o tipo de cultura não totalmente inútil no dia-a-dia e extremamente útil para entreter seus convidados enquanto o jantar não fica pronto.
Apesar de algumas das respostas serem voltadas especificamente aos leitores norte-americanos, não deixa de ser uma leitura muito divertida, além de conseguir satisfazer nossa curiosidade e responder muitas das nossas perguntas, principalmente as que aparecem quando algo dá errado numa receita.


Para os que gostam de cozinhar, há algumas receitas para testar (e atestar) as afirmações do autor.
Certamente, serve mais como um almanaque do que como "literatura", o que não tira o mérito do livro. Diversão garantida para os curiosos gastronônicos (e alcóolicos tb).

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O guia do mochileiro das galáxias

coded by ctellier | tags: | Posted On segunda-feira, 17 de abril de 2006 at 21:36

meteorologia: esfriou mesmoooo... brrrrrr...
audio: Dave Mathews Band
pecado da gula: várias fatias de queijo minas curado
teor alcóolico: 1 original, 1 dose de red label

O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams
Inicio com esse, porque amanhã já começo a ler o 2o. volume - O restaurante no fim do universo.
Descobri que pra quem curte ciência - e digo "curtir" no sentido de se deliciar com boas sacadas e ótimos raciocínios científicos - essa coleção é um prato cheio, diversão do começo ao fim. Repleto de referências a teorias científicas (fatos tb) indo da física ã internet, da matemática à religião, achei simplesmente genial. Além do humor, a sátira sempre inteligente à sociedade, suas instituições e valores fez com que eu incluísse o título na minha lista de livros prediletos.
E eu nem estava muito interessada nele. Um comentário sobre o autor no livro O tecido do cosmo, de Brian Green, me incentivou a lê-lo. Sabia que um filme baseado nele estava em produção, mas ainda não estava convencida de que valeria apena ler o livro e assistir ao filme.
Aliás, como sempre, o filme fica muuuito a dever ao livro, deixando no limbo várias das tiradas mais deliciosas. Quem viu o filme sem ter lido o livro, provavelmente além de ter achado o roteiro
totalmente non-sense, deve ter ficado "boiando" em algumas cenas que só ficam engraçadas e fazem sentido apenas para os leitores prévios. E, no meu caso, foi um dos casos em que a personificação dos personagens na tela não correspondeu nem um pouco à imagem que eu havia feito deles durante a leitura.
Douglas Adams não chegou a ver seu livro em película, pois faleceu enquanto o filme ainda estava na fase de pós-produção. Gostaria de ter podido saber sua opinião sobre o filme.


"
There is a theory which states that if ever anyone discovers exactly what the Universe is for and why it is here, it will instantly disappear and be replaced by something even more bizarre and inexplicable.

There is another theory which states that this has already happened.
"
(introduçao de O restaurante no fim do universo)

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Bienal do Livro

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 8 de abril de 2006 at 22:42

meteorologia: agora chove...
audio: Marisa Monte - Universo ao meu redor
teor alcóolico: 1 caipirinha, 1 original
pecado da gula: 1 porção grande de pão de queijo



Como sempre, foi impossível sair da Bienal do Livro sem ter adquirido algo.
Comprei e li os 4 na sequência... debulhei um por semana (de volta aos bons tempos).
Nos próximos posts virão os comentários e impressões sobre cada um deles.

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