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Posted On domingo, 27 de março de 2011 at 11:11
meteorologia: domingão de sol
pecado da gula: pão na chapa
teor alcoolico: ainda nada
audio: monacast #96
Aproveitando o embalo do post listando livros da minha infância e adolescência, resolvi fazer uma lista de livros cujos autores mal tinham atingido a maioridade ao escrevê-los - os chamados autores precoces.
- "Perto do coração selvagem", de Clarice Lispector
Escrito aos 20 anos.
- "O quinze", de Rachel de Queiroz
Escrito aos 19 anos.
- "O sol também se levanta", de Ernest Hemingway
Escrito aos 26 anos.
- "Os sofrimentos do jovem Werther", de J.W. Goethe
Escrito aos 24 anos.
- "Frankenstein", de Mary Shelley
Escrito aos 19 anos.
- "Noite na taverna", de Álvares de Azevedo
Escrito aos 24 anos.
- "A invenção de Morel", de Adolfo Bioy Casares
Escrito aos 25 anos.
- "O diabo no corpo", de Raymond Radiguet
Escrito aos 20 anos.
- "A cidade e os cachorros", de Mario Vargas Llosa
Escrito aos 26 anos.
- "O barco ébrio", de Arthur Rimbaud
Escrito aos 17 anos.
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Posted On sábado, 26 de março de 2011 at 20:05
meteorologia: sol e calor o dia todo
pecado da gula: hot-dog completo
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: spin-off s04e21
Gran Torino, Clint Eastwood
Mais uma vítima da expectativa.
O plot pareceu interessante e eu costumo gostar dos filmes dirigidos por Eastwood. Por conta disso, e por esperar algo tão bom quanto "Million dollar baby" e "Mystic river", esse filme foi decepcionante.
Aparentemente indeciso entre um drama e uma comédia, o roteiro repleto de clichês somado ao elenco fraco tornam este filme totalmente dispensável na filmografia de Eastwood.
O início é até interessante, apesar dos trejeitos e caretas exagerados do personagem de Eastwood, Walt Kowalski. Mas no terço final, é tudo tão previsível que perde-se até a vontade de continuar assistindo. Persisti, apenas para confirmar que não haveria qualquer surpresa.
No elenco, apenas Eastwood e John Carroll Lynch (no papel de barbeiro de Kowalski) estão bem.
O filme não chega a ser ruim. Mas eu, certamente, não recomendo.
Se for para assistir a algum filme com direção de Eastwood, que seja um dos citados acima.
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Posted On at 15:41
meteorologia: calorzinho bom
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: 2 itaipavas
audio: nerdcast #252
video: gran torino
Sou fascinada por livros desde criança. Antes mesmo de aprender a ler, gostava demais de folhear e observar as ilustrações. E sempre preferi ganhar livros ao invés de brinquedos ou guloseimas.
Tive a sorte de adquirir o gosto pela leitura antes de ser desestimulada pela obrigatoriedade de ler os livros para-didáticos - nem sempre escolhidos com o devido cuidado a fim de incentivar a leitura ao invés de torná-la enfadonha.
A lista hoje é dos meus 10 livros prediletos na infância e adolescência. Achei melhor incluir apenas os escritos para o público infanto-juvenil - li muitos outros não direcionados à minha faixa etária. Foi difícil listar apenas 10 - minha prévia devia ter uns 20. Alguns deles, reli 3 ou 4 vezes. E todos, eu ainda conservo na minha estante.
OBS.: a lista não está em ordem de preferência










- "O cachorrinho Samba", de Maria José Dupré
- "As aventuras de Tom Sawyer", de Mark Twain
- "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato
- "O mistério do cinco estrelas", de Marcos Rey
- "O gênio do crime", de João Carlos Marinho
- "A vaca voadora", de Ely Lima
- "A bolsa amarela", de Lygia Bojunga Nunes
- "O meu pé de laranja lima", de José Mauro de Vasconcelos
- "O escaravelho do diabo", de Lúcia Machado de Almeida
- "O caso da estranha fotografia", de Stella Carr
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Posted On domingo, 20 de março de 2011 at 16:49
meteorologia: friozinho chato
pecado da gula: pão na chapa com manteiga e nutella
teor alcoolico: 2 batidas de maracujá
audio: papo de gordo #61
video: nottin hill
Dica rápido de um blog gastronômico. Não, não é o meu, não estou me auto-promovendo.
O blog é do Daniel que, num passado não tão remoto, já trabalhou comigo.
A indicação é o blog "O viajante comilão": http://oviajantecomilao.blogspot.com/.
Afeito aos prazeres da mesa, como muitos, compartilha no blog as descobertas gastronômicas feitas em viagens. Com muitas fotos e comentários, vale a visita.
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literatura
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Posted On sábado, 19 de março de 2011 at 18:14
meteorologia: nublado com garoa intermitente
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #251
"Escolha o seu lugar, faça o seu pedido. Depois do primeiro drinque, você jamais será o mesmo."
Neon azul, de Eric Novello
Mais um "atravessador" na minha fila de leitura. Ao invés de terminar o que comecei - a leitura de 4 livros cuja leitura foi interrompida pelos mais diversos motivos - tumultuei a sequência natural, lendo "Neon azul".
Já conhecia Novello, sendo ouvinte assídua do podcast Papo na Estante, do qual ele participa. E, há algumas semanas, ele iniciou a publicação de um vlog sobre literatura. Assisti a todos os episódios de uma vez e acabei ficando curiosa sobre a produção literária dele. Resolvi comprar o livro mais recente para matar essa curiosidade.
O livro chegou, autografado, e a intenção não era lê-lo logo. Mas por se tratar de uma estória em formato fix-up (*) fiquei tentada a fazê-lo no intervalo dos demais. Lêdo engano. Nada de leitura nos intervalos, li-o de uma só vez, passando-o à frente dos outros. O formato não é nenhuma novidade, sendo utilizado frequentemente ao reaproveitar para um livro contos anteriormente publicados em revistas (ou blogs). E Novello soube bem se utilizar desse recurso. Por sugestão dele, li os contos na ordem que estão no livro, apesar de saber que poderia ter feito diferente.
Fã incondicional de Edgar Allan Poe, gosto muito de narrativas de realismo fantástico. Literatura cotidiana com "um pezinho" no irreal, no fantástico, no mágico, com uma linha tênue separando os dois mundos. Tão tênue que, por vezes, não há como dissociá-los, um acaba por ser parte intrínseca do outro.
E o livro de Novello é assim. Uma fantasia urbana em que o leitor vê-se às voltas com o dia-a-dia de um bar, o Neon Azul, no qual aparentemente cada cliente tem uma experiência diferenciada. Sendo que o próprio bar parece estar no limiar entre realidade e fantasia.
Gostei das frases curtas, mas nem por isso menos elaboradas. Mas gostei principalmente das entrelinhas. O que não é dito, o que fica a cargo do leitor preencher. Eu mesma, preenchi algumas delas de maneiras diferentes. Ideias e teorias diversas para um mesmo acontecimento. Qual das versões é a correta? Seria a mais provável? A mais bizarra? Ou a mais surreal? Não sei. Mas não creio que seja mesmo preciso que apenas uma delas seja a correta. O autor obviamente sabe, mas eu como leitora inveterada acho que não quero saber. Prefiro preencher as lacunas a meu modo. É mais divertido, mais lúdico e, certamente, torna a leitura muito mais interessante. Assim como é um atrativo adicional ir juntando as peças, montando aos poucos a colcha de retalhos que agrega as estórias pois, a exemplo de Lost, o caminho dos personagens se entrecruza dentro e fora do bar.
Instigante também é o questionamento da moralidade. O que é certo ou errado? Devemos dizer sim à realização de um desejo mesmo não sendo moralmente correto? Essa escolha permeia todos os contos e as únicas certezas são de que há sempre um preço a pagar e que a satisfação do desejo não é garantia de final feliz.
Por não ser um romance com início, meio e fim, chega-se ao final da leitura com uma certa inquietação. Não é desagradável mas, mesmo assim, uma inquietação. Termina-se o livro querendo mais. Mais estórias, conhecer mais personagens - qual a estória do barman, dos seguranças, dos demais funcionários? Mas esse suspense, esse final inexistente tem simplesmente tudo a ver com o livro. Seria totalmente brochante ter um capítulo final "fechando" todos os círculos, amarrando todas as pontas soltas.
Li, gostei e recomendo a leitura.
(*) Estrutura narrativa que é um meio-termo entre coletânea de contos e romance. São contos independentes mas interligados entre si, formando uma estória maior, de complexidade similar ao romance.
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