Juvenília

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 27 de março de 2011 at 11:11

meteorologia: domingão de sol
pecado da gula: pão na chapa
teor alcoolico: ainda nada
audio: monacast #96

Aproveitando o embalo do post listando livros da minha infância e adolescência, resolvi fazer uma lista de livros cujos autores mal tinham atingido a maioridade ao escrevê-los - os chamados autores precoces.


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Incinerando películas » Gran Torino

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 26 de março de 2011 at 20:05

meteorologia: sol e calor o dia todo
pecado da gula: hot-dog completo
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: spin-off s04e21

Gran Torino, Clint Eastwood

Mais uma vítima da expectativa.
O plot pareceu interessante e eu costumo gostar dos filmes dirigidos por Eastwood. Por conta disso, e por esperar algo tão bom quanto "Million dollar baby" e "Mystic river", esse filme foi decepcionante.
Aparentemente indeciso entre um drama e uma comédia, o roteiro repleto de clichês somado ao elenco fraco tornam este filme totalmente dispensável na filmografia de Eastwood.
O início é até interessante, apesar dos trejeitos e caretas exagerados do personagem de Eastwood, Walt Kowalski. Mas no terço final, é tudo tão previsível que perde-se até a vontade de continuar assistindo. Persisti, apenas para confirmar que não haveria qualquer surpresa.
No elenco, apenas Eastwood e John Carroll Lynch (no papel de barbeiro de Kowalski) estão bem.
O filme não chega a ser ruim. Mas eu, certamente, não recomendo.
Se for para assistir a algum filme com direção de Eastwood, que seja um dos citados acima.

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Infanto e juvenil

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 15:41

meteorologia: calorzinho bom
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: 2 itaipavas
audio: nerdcast #252
video: gran torino

Sou fascinada por livros desde criança. Antes mesmo de aprender a ler, gostava demais de folhear e observar as ilustrações. E sempre preferi ganhar livros ao invés de brinquedos ou guloseimas.
Tive a sorte de adquirir o gosto pela leitura antes de ser desestimulada pela obrigatoriedade de ler os livros para-didáticos - nem sempre escolhidos com o devido cuidado a fim de incentivar a leitura ao invés de torná-la enfadonha.
A lista hoje é dos meus 10 livros prediletos na infância e adolescência. Achei melhor incluir apenas os escritos para o público infanto-juvenil - li muitos outros não direcionados à minha faixa etária. Foi difícil listar apenas 10 - minha prévia devia ter uns 20. Alguns deles, reli 3 ou 4 vezes. E todos, eu ainda conservo na minha estante.

OBS.: a lista não está em ordem de preferência







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BlogRoll » O viajante comilão

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 20 de março de 2011 at 16:49

meteorologia: friozinho chato
pecado da gula: pão na chapa com manteiga e nutella
teor alcoolico: 2 batidas de maracujá
audio: papo de gordo #61
video: nottin hill

Dica rápido de um blog gastronômico. Não, não é o meu, não estou me auto-promovendo.
O blog é do Daniel que, num passado não tão remoto, já trabalhou comigo.
A indicação é o blog "O viajante comilão": http://oviajantecomilao.blogspot.com/.

Afeito aos prazeres da mesa, como muitos, compartilha no blog as descobertas gastronômicas feitas em viagens. Com muitas fotos e comentários, vale a visita.

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Neon azul

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 19 de março de 2011 at 18:14

meteorologia: nublado com garoa intermitente
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #251

"Escolha o seu lugar, faça o seu pedido. Depois do primeiro drinque, você jamais será o mesmo."

Neon azul, de Eric Novello

Mais um "atravessador" na minha fila de leitura. Ao invés de terminar o que comecei - a leitura de 4 livros cuja leitura foi interrompida pelos mais diversos motivos - tumultuei a sequência natural, lendo "Neon azul".

Já conhecia Novello, sendo ouvinte assídua do podcast Papo na Estante, do qual ele participa. E, há algumas semanas, ele iniciou a publicação de um vlog sobre literatura. Assisti a todos os episódios de uma vez e acabei ficando curiosa sobre a produção literária dele. Resolvi comprar o livro mais recente para matar essa curiosidade.

O livro chegou, autografado, e a intenção não era lê-lo logo. Mas por se tratar de uma estória em formato fix-up (*) fiquei tentada a fazê-lo no intervalo dos demais. Lêdo engano. Nada de leitura nos intervalos, li-o de uma só vez, passando-o à frente dos outros. O formato não é nenhuma novidade, sendo utilizado frequentemente ao reaproveitar para um livro contos anteriormente publicados em revistas (ou blogs). E Novello soube bem se utilizar desse recurso. Por sugestão dele, li os contos na ordem que estão no livro, apesar de saber que poderia ter feito diferente.

Fã incondicional de Edgar Allan Poe, gosto muito de narrativas de realismo fantástico. Literatura cotidiana com "um pezinho" no irreal, no fantástico, no mágico, com uma linha tênue separando os dois mundos. Tão tênue que, por vezes, não há como dissociá-los, um acaba por ser parte intrínseca do outro.
E o livro de Novello é assim. Uma fantasia urbana em que o leitor vê-se às voltas com o dia-a-dia de um bar, o Neon Azul, no qual aparentemente cada cliente tem uma experiência diferenciada. Sendo que o próprio bar parece estar no limiar entre realidade e fantasia.

Gostei das frases curtas, mas nem por isso menos elaboradas. Mas gostei principalmente das entrelinhas. O que não é dito, o que fica a cargo do leitor preencher. Eu mesma, preenchi algumas delas de maneiras diferentes. Ideias e teorias diversas para um mesmo acontecimento. Qual das versões é a correta? Seria a mais provável? A mais bizarra? Ou a mais surreal? Não sei. Mas não creio que seja mesmo preciso que apenas uma delas seja a correta. O autor obviamente sabe, mas eu como leitora inveterada acho que não quero saber. Prefiro preencher as lacunas a meu modo. É mais divertido, mais lúdico e, certamente, torna a leitura muito mais interessante. Assim como é um atrativo adicional ir juntando as peças, montando aos poucos a colcha de retalhos que agrega as estórias pois, a exemplo de Lost, o caminho dos personagens se entrecruza dentro e fora do bar.

Instigante também é o questionamento da moralidade. O que é certo ou errado? Devemos dizer sim à realização de um desejo mesmo não sendo moralmente correto? Essa escolha permeia todos os contos e as únicas certezas são de que há sempre um preço a pagar e que a satisfação do desejo não é garantia de final feliz.

Por não ser um romance com início, meio e fim, chega-se ao final da leitura com uma certa inquietação. Não é desagradável mas, mesmo assim, uma inquietação. Termina-se o livro querendo mais. Mais estórias, conhecer mais personagens - qual a estória do barman, dos seguranças, dos demais funcionários? Mas esse suspense, esse final inexistente tem simplesmente tudo a ver com o livro. Seria totalmente brochante ter um capítulo final "fechando" todos os círculos, amarrando todas as pontas soltas.

Li, gostei e recomendo a leitura.



(*) Estrutura narrativa que é um meio-termo entre coletânea de contos e romance. São contos independentes mas interligados entre si, formando uma estória maior, de complexidade similar ao romance.

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