Drops » Kung Fu Panda 2

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 9 de julho de 2011 at 10:14

meteorologia: 11° às 10 da manhã, ninguém merece...
pecado da gula: bolo de chocolate
teor alcoolico: nada ainda
audio: vortcast #07
video: videocast 76 – alex ross (pipoca e nanquim)

Kung Fu Panda 2
direção Jennifer Yuh
roteiro Jonathan Aibel, Glenn Berger


Assisti ontem e não gostei tanto quanto o anterior. Mais arrastado e com diálogos menos eficientes.

As gags agradam a criançada, mas é preciso ser um adulto com idade mental de 8 anos para achar graça em algumas piadas. Definitivamente, é um filme para crianças.

A diversão dos adultos resume-se praticamente a curtir a dublagem de atores consagrados como Dustin Hoffman (ainda melhor como Shifu) e Gary Oldman (como o pavão do mal, Lord Shen).

E, como comentaram comigo (e eu concordei), usar a estória de Moisés como inspiração foi bastante forçado. Mesmo não repetindo a fórmula do primeiro, tentando ser uma extensão da estória e não apenas mais do mesmo, não tem tanta força nem é tão empolgante.

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"Fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night!"

coded by ctellier | tags: | Posted On quarta-feira, 6 de julho de 2011 at 22:05

meteorologia: esse frio não acaba
pecado da gula: bolo de chocolate
teor alcoolico: 1 dose de absolut citron
audio: androidcast #12
video: tour de france

All about Eve, direção e roteiro de Joseph Mankiewicz

Não tencionava escrever um post sobre o filme, mas depois de comentá-lo com meu ouvinte de plantão, tive várias ideias e algumas impressões que julguei interessantes o suficiente a ponto de discorrer sobre elas num texto um pouco mais longo. Aliás, tenho aprendido que comentar o filme é uma ótima maneira de analisá-lo e tentar entender as intenções do diretor. E, para minha satisfação, tenho percebido que os comentários são bons o bastante para instigar quem ainda não assistiu o filme comentado e deixar com vontade de assisti-lo. O professor @pablovillaca ensinou que essa é uma das funções do crítico de cinema: “Auxiliar o leitor na sua educação cinematográfica.” Minha contribuição é pequena mas bastante gratificante.

Assisti o filme há algumas semanas. Aliás, revi o filme, pois já o havia assistido há muito, muito tempo. E pouco lembrava dele a não ser a presença marcante de Bette Davis. Como em muitos outros casos (infelizmente), o título em português não colabora muito. Somos induzidos desde o início a tentar identificar entre as personagens “a malvada” do título, a vilã, e isso acaba sendo um problema. Interfere de modo significativo para que desfrutemos do filme como o diretor certamente gostaria. O título original nos exime disso, pois apenas dá a entender que é a estória de uma mulher chamada Eve. E Eve é uma moça, fã de uma atriz famosa que, em dado momento, conhece o objeto de sua admiração e acaba tornando-se sua “protegida”. Simples assim. Mas, a partir disso, o diretor/roteirista desenvolve uma apreciação bastante minuciosa e ácida sobre o ambiente em que vive a atriz. E, subjacente a isso, a exemplo de “Persona” (porém menos explicito que neste), há uma análise sobre o uso da “máscara”, sobre os papéis que desempenhamos em nossa vida, no nosso dia-a-dia. Há uma cena no filme, quando Margo (Bette Davis) e Karen (Celeste Holm) conversam dentro de um carro parado, em que nitidamente Margo despe a máscara da atriz famosa para ser apenas uma mulher.

O roteiro é irrepreensível. Não há o que criticar ou ressalva a fazer. Os diálogos são articulados, tão bem construídos e envolventes quanto os de “Who's Afraid of Virginia Woolf?” - que IMHO acho praticamente perfeitos. Devido ao fato de ser um filme antigo (anos 50), lógico que, diferente dos mais recentes, a encenação é toda bastante teatral, mas de modo algum isso atrapalha. A maior parte dos conflitos concentra-se nos diálogos, no jogo de palavras, na significação do que é dito pelos personagens. E isso é algo com que qualquer fã de Tarantino se identifica.

Ainda sobre o roteiro, a não-linearidade da narrativa (recurso que muitos acham ser sinônimo de modernidade no cinema) foi utilizada de maneira bem eficiente e sem exageros. A cena inicial - uma premiação - é o final da estória, com uma narração em off, que descobrimos ser de um crítico teatral, descrevendo os demais personagens. A forma como o faz reflete o estereótipo da profissão, um artista frustrado que destila seu veneno e sarcasmo - e, talvez, inveja - ao comentar sobre o “show business” do qual não é parte atuante. E é uma constante no filme essa crítica à indústria do entretenimento e ao modo de sobreviver nele. A partir desse ponto, voltamos no tempo para entender como se desenrolou a trajetória de Eve até esse momento.

Outro recurso narrativo utilizado - que eu gosto muito, tanto em livros quanto em filmes - é contar a estória sob diferentes ângulos, visões diversas de personagens diferentes. Utilizado com perfeição em “Rashomon”, dirigido por Akira Kurosawa, consegue envolver o espectador de modo a fazê-lo enxergar os acontecimentos pelos olhos do personagem. Desse modo, variando o juízo feito das ações/reações dos demais personagens. E Mankievicz tem total êxito nisso. Minha opinião pendeu para vários lados durante o filme. Mudei o julgamento sobre a motivação dos personagens diversas vezes. E, influenciada pelo título em português, achei que a malvada fosse três personagens diferentes até ter total certeza no segundo terço do filme. A condução do roteiro nesse sentido é muito, muito eficiente. E o mais interessante é que, em dado momento do filme, inverte-se a percepção sobre as personagens centrais. Atenção, spoiler à vista. Aquela que o público é levado a pensar ser a mocinha no início do filme, revela-se como sendo, na verdade, a malvada do título. Eve, a moça em dificuldades, solitária, desprotegida, que sofre com a arrogância de Margo, na realidade usou seu talento de atriz para fingir ser quem não era, a fim de atingir seu objetivo. E nos vemos obrigados a nos questionar se é moralmente válida sua atitude. Mesmo quando essa inversão de papéis começa a se delinear na estória, é difícil acreditar. O espectador se pega pensando “Não é possível, não posso ter me enganado tanto até agora.” E a sensação, no momento em que se dá conta de que Eve é (desculpem o clichê) lobo em pele de cordeiro, é de que a personagem não traiu apenas a confiança de Margo, traiu a do espectador também, por isso a indignação é tanta - e o roteiro tão bom. Admito que pensei “Powtz! Eu acreditei nessa vagabunda!”

Lógico, que boa parte da excelência do filme deve-se ao elenco. Atuação perfeita de Bette Davis, talvez a sua melhor. Pergunto-me se sua escolha foi proposital, não só pelo seu talento óbvio como pelo fato de que a vida da atriz naquele período tem vários paralelos com a situação da personagem. Assim como Margo, Bette Davis era na época uma atriz quarentona cujo auge da carreira já havia passado, representando papéis menores, pouco expressivos. Anne Baxter, como Eve, também não fica atrás. E assim como sua personagem, é a jovem atriz promissora que passa a querer ocupar o lugar de atrizes consagradas, tanto que pressionou os produtores para ser indicada ao Oscar de melhor atriz, ao invés de atriz coadjuvante, concorrendo com a própria Bette Davis. Mas o grande destaque fica para George Sanders, como o crítico Addison DeWitt. Consegue tornar seu personagem tão desprezível quanto o mundo do entretenimento criticado no filme. E uma curiosidade sobre o elenco, Marylin Monroe faz uma ponta como uma moça estouvada, aspirante a atriz.

Como escrevi no Drops, um clássico é uma obra que tem como uma das características ser atemporal, ou melhor, atual independente da época em que seja apreciada. E isso sem dúvida se aplica a “All about Eve”. Mais que um clássico, é uma obra-prima.

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Drops » 127 hours

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sábado, 2 de julho de 2011 at 13:44

meteorologia: agora nublou de vez
pecado da gula: yakisoba
teor alcoolico: nada ainda
audio: radiofobia #60

127 hours, direção Danny Boyle, roteiro Danny Boyle & Simon Beaufoy

Boa atuação de James Franco, mas não o suficiente para me fazer achar o filme muito bom.

Excesso de sequências de delírio e divagações tiram o ritmo do filme e o uso indiscriminado de planos fora do comum e cortes também não ajudam. A justaposição de imagens de multidões no início e no final do filme parece não ter propósito, já que em momento algum o contraste entre a situação de Aron e essas cenas é realmente explorado e discutido.

Vale por testemunhar a determinação de Aron, mas é só.

Não é que seja ruim, apenas não é bom o bastante para sugerir que alguém assista. Na verdade, sugiro ler o livro "Between a rock and a hard place", de Aron Ralston, o protagonista da estória. Pela quantidade maior de detalhes sobre as horas que passou preso, é interessante e bem mais assustador e, ainda assim, muito empolgante.

Recomendo. O livro, não o filme.

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Drops » Em chamas

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 10:42

meteorologia: indefinido, nublado com o sol querendo aparecer
pecado da gula: bolo de chocolate
teor alcoolico: nada ainda
audio: pauta livre news #34
video: tour de france

Em chamas, de Suzanne Collins

Segundo livro da trilogia "Jogos vorazes", infelizmente não conseguiu ser tão empolgante quanto o anterior. Talvez por ter lido o primeiro livro sem qualquer expectativa e ele ter sido uma grata surpresa. Mas também certamente porque todo segundo volume de uma trilogia (seja livro ou filme) costuma ser o mais fraco dos três. Isso ocorre possivelmente por ser um entracte, uma ponte entre o início impactante - que tem por obrigação prender o leitor à narrativa e fazê-lo identificar-se com os personagens - e o clímax do epílogo.

Algo que já tinha me incomodado no anterior, mas que neste é ainda mais perceptível, violência extrema pode, mas sexo não. Difícil comprar a ideia de que a tensão sexual entre os personagens não se consuma. Lembrando que são adolescentes com os hormônios em ebulição.

Não estou dizendo que o livro não seja bom, é bom sim e eu gostei bastante. Apenas não senti a mesma empolgação que tive ao ler o primeiro.

Enfim, que venha o terceiro volume (logo!).

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"What would you do if you knew you only had one minute to live?"

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 26 de junho de 2011 at 23:54

meteorologia: e chove, e chove...
pecado da gula: torradas com nutella
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: pó de cash #33
video: true blood

Source code, direção Duncan Jones

Há muito tempo não assistia a um filme recém-lançado sobre o qual não tinha ouvido/lido absolutamente nada. Aliás, não sabia sequer da existência dele. Encontrei-o, por acaso, ao procurar “The adjustment bureau” no Filmes Com Legenda ( @FilmeComLegenda ). Conferi o elenco - pareceu promissor; o diretor - desconhecido (para mim); passei os olhos rapidamente pela resenha - sci-fi sempre merece atenção. Num feriadão preguiçoso, pareceu uma boa pedida. Parei a pesquisa por ali e resolvi assisti-lo sem qualquer outro dado adicional. Não me arrependi. Em tempos de globalizacão, internet e excesso de informação, conseguir reviver aquela sensação (de décadas atrás) de descobrir o filme ao vê-lo pela primeira vez foi mesmo muito bom. Quando terminei de assistir, achei que talvez parte do meu entusiamo com o filme fosse devido a isso. Mas não, o filme é realmente bom.

É um thriller de ficção científica bastante engenhoso. Conta a estória de um soldado, Colter Stevens (Jack Gyllenhaal), que um dia acorda no corpo de um desconhecido. Ele é obrigado a (re)viver os minutos que antecedem a um acidente de trem causado por uma explosão, até que consiga localizar o autor do atentado.

Um aparte sobre sites/blogs sobre cinema e as “fichas” dos filmes. Entendo por ficha, aquele resumo da estória do filme, acompanhado da lista de elenco, diretor, etc. Incrível como vários autores dessas fichas pouco se importam em estragar algumas surpresas do filme. Como disse há pouco, sorte não ter lido quase nada sobre o filme, senão parte da imersão no universo da estória teria se perdido. Alguns dos textos que li depois, para saber mais sobre o filme, simplesmente entregavam as respostas a alguns questionamentos feitos durante a narrativa. Na ânsia de contar a estória, parecem esquecer que descobrir alguns fatos junto com o personagem faz parte da experiência do filme.

Aliás, esse é um recurso que foi muito bem utilizado. O roteiro de Ben Ripley faz uso bastante eficiente desse artifício. Deixar o espectador tão perdido quanto o personagem no início do filme, permitindo que descubra os fatos junto com o personagem, é algo que causa identificação quase imediata com ele. Colocar o espectador na mesma situação que ele, nos prende à estória desde o início. E, depois de sermos “pêgos”, dificilmente abandonaremos o filme antes do fim, afinal, nós também queremos ser esclarecidos. Apesar do início ser exageradamente dramático, principalmente devido à trilha sonora, a apresentação dos personagens é bastante eficiente e consegue nos convencer a seguir assistindo.

E, para não incorrer no mesmo erro dos blogs supracitados, fica o aviso: “Spoilers à vista”. Obviamente, nenhuma revelação bombástica, mas não há como comentar alguns aspectos e descrever as impressões sobre o filme sem revelar alguns pequenos detalhes. Pequenos mesmo. Se o caro leitor não se incomodar, ou já tiver obtido várias dicas lendo resenhas ou assistindo trailers e teasers, sinta-se à vontade para continuar a leitura.

A estória é bastante original, mas é humanamente impossível não lembrar de outras obras enquanto assistimos. Ao longo do filme, lembrei (conscientemente) de “Déjà vu”, “Run Lola Run”, “Groundhog Day”, “The Matrix”, “The butterfly effect”, “O homem duplo” (Philip K.Dick). Ah, talvez por tê-lo revisto há pouco tempo, pensei em “Inception” também. Certamente, detendo-me um pouco mais, lembraria de algumas outras referências. Mas creio que essas já sejam o suficiente para ajudar a descrever o filme.

Mas vamos do início, o título. Nerds analistas de sistemas não se iludam, o filme não é sobre análise de código. “Source Code” é, na verdade, o nome do programa experimental do qual faz parte o soldado Colter Stevens. E é como parte desse programa que Colter acorda no corpo de um desconhecido, o professor Sean Fentress, em um trem, em companhia de uma mulher desconhecida - que depois descobrimos ser Christina Warren (Michelle Monaghan). “O homem duplo” veio-me à mente justamente pela situação em que Colter se encontra, ocupando o lugar de outra pessoa, mesmo a contragosto. E Gyllenhaal convence bem no papel de herói relutante.

Em português, o título virou “Contra o tempo”, o que já entrega uma das premissas do roteiro. Ao mesmo tempo em que personagem é informado (como nós) de que faz parte desse programa, também fica sabendo que está revivendo os últimos 8 minutos de vida do professor, e que tem apenas esse tempo para cumprir sua missão. Pensei imediatamente em “Déjà vu”, uma viagem no tempo a fim de evitar uma catástrofe. Mas logo em seguida, recebemos (junto com o personagem) um dado importante: ele repetirá essa experiência até encontrar o responsável pela explosão no trem, o que me remeteu à “Run Lola Run”. (Talvez por não gostar muito de Bill Murray, tenha lembrado de “Groundhog Day” só mais tarde). Mas em “Run Lola Run”, a estória se repete apenas 3 vezes durante o filme. Tive receio de que a repetição de um intervalo tão curto tornaria o filme cansativo e arrastado mas, felizmente, estava enganada. Adicionando mais elementos a cada retorno e enfocando a situação de ângulos diferentes, o roteiro consegue evitar que os 8 minutos sejam apenas mais do mesmo.


E, assim como o personagem vai acumulando informações, a estória vai ganhando corpo. Pois Colter não está apenas interessado em cumprir sua missão. Em paralelo, quer entender o que faz ali, como chegou àquele lugar, quem são as pessoas que conversam com ele e o instruem - a Tenente Goodwin (Vera Farmiga) e o Dr.Rutledge (Jeffrey Wright). Este último acaba por se identificar como o responsável pelo Source Code e pelo recrutamento de Colter. E, numa fala que mais parece um trava-línguas, explica os conceitos que tornam o projeto possível, misturando mecânica quântica, universos paralelos, óptica, neurologia, realocação temporal, eletromagnetismo. Se, por um lado, o roteiro não perdeu tempo num longo discurso científico a exemplo de um Dr.Moreau ou Dr.Frankenstein explicando sua teoria, por outro as informações foram jogadas de uma maneira que talvez desagrade aos espectadores com algum conhecimento (ou interesse) em física. Durante a cena, enquanto eu tentava fazer com que os conceitos jogados fizessem sentido, só conseguia ter a impressão de que o “recado” do diretor era “A explicação é essa, é o que tem pra hoje. Espectador, não tente entender o que está além da sua compreensão. Compre a ideia e siga assistindo.” Foi um momento em que a suspensão de descrença não funcionou (comigo). Provavelmente, o público leigo engole o blá-blá-blá pseudo-científico.

O elenco está bastante bem, à exceção de Jeffrey Wright que mais parece estar declamando suas falas e saltitando de um lado para outro com sua muleta. Jake Gyllenhaal e Michelle Monaghan têm uma boa química e, competentes, conseguem garantir frescor e espontaneidade a cada repetição dos 8 minutos. Destaque para Vera Farmiga que passa a maior parte do tempo contracenando e conversando com um monitor e uma câmera. Atentei para os planos em que ela aparece no monitor para Colter. Em vários momentos, sua imagem está incompleta, cortada acima ou abaixo - como um cinegrafista amador que “corta” uma parte do rosto da pessoa filmada. É bastante significativo quando entedemos a situação do soldado. Outro destaque na fotografia do filme, são as cenas dentro do trem. A variação dos pontos de vista auxiliam na tarefa de tornar cada intervalo diferente do anterior.

Com um misto de drama, suspense e sci-fi, o filme consegue entreter do início ao fim. Não percebi nenhuma “barriga” no arco dramático da estória, nenhum momento em que pensei “poxa, esta cena (ou diálogo) é desnecessária”. Mérito do roteirista, que conseguiu balancear bem cada aspecto da narrativa, ampliando os horizontes do espectador junto com os do personagem. Resta-nos relevar as imprecisões científicas e embarcar nessa ficção científica despretenciosa e criativa.

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