skip to main |
skip to sidebar
coded by
ctellier
|
tags:
literatura,
top 10
|
Posted On sexta-feira, 6 de abril de 2012 at 21:51
meteorologia: sol e calor
pecado da gula: esfiha
teor alcoolico: 2 itaipavas
audio: podcast cinema em cena #30
video: drive
Não digo que tenha sido essencial, mas boa parte da responsabilidade pelo fato de o meu gosto pela leitura não ter se esmaecido durante a adolescência pertence aos livros de Agatha Christie. Facilmente perceptível na minha estante, é o(a) escritor(a) com mais livros nela, seguida de perto por Monteiro Lobato - a coleção do Sítio do Picapau Amarelo não poderia faltar.
Sempre gostei muito desse estilo literário. Livros de mistério são o tipo de literatura "de entretenimento" que eu acredito ser o mais atraente para a maioria dos leitores. E várias estórias de Agatha Christie são quase de domínio público - vide "O assassinato do Expresso Oriente" - assim como seus detetives mais conhecidos - Hercule Poirot e Miss Marple. Admito, não gosto mto dos livros com Miss Marple. Prefiro Hercule Poirot, apesar de toda sua arrogância. Mas meus prediletos mesmo são aqueles livros em que nenhum deles aparece, em que não há um detetive famoso a cargo da resolução do mistério.
Bom, chega de bla-bla-bla e vamos à lista dos meus preferidos:
- O caso dos dez negrinhos
- A casa torta
- O assassinato de Roger Ackroyd
- Noite sem fim
- A aventura do pudim de Natal
- Um gato entre os pombos
- Um brinde de cianureto
- A terceira moça
- Um pressentimento funesto
- O detetive Parker Pyne
.
.
coded by
ctellier
|
tags:
desafio literário,
literatura
|
Posted On quinta-feira, 5 de abril de 2012 at 00:46
meteorologia: nem calor nem frio
pecado da gula: feijoada
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: contra-relógio no ar
video: mundo de beakman
O andarilho (Vagabond)
Bernard Cornwell
Cheguei ao final do mês sem ter terminado de ler o livro proposto do Desafio Literário. E eu no domingão, primeiro de abril, sem nem lembrar de inventar alguma peça para pregar em alguém, fiquei quase o dia todo fazendo uma das atividades que mais me agrada: lendo. Terminei o livro uns 10 minutos antes de a segunda temporado de Game of Thrones se iniciar na HBO - mas a série é assunto para outro post.
Manipulei o desafio a fim de encaixar este livro. A proposta do mês de março era “Lendas universais”. Forcei um pouquinho ao considerar a lenda do Graal como universal, mas está valendo. O intuito de ler um livro por mês foi atingido. E minha vontade de continuar lendo a trilogia “A Busca do Graal” foi saciada. “O andarilho” é o segundo volume dessa trilogia. Li o primeiro - “O arqueiro” - já há algum tempo. Assim que o li, procurei o segundo volume nas livrarias e não o encontrava. Depois de algum tempo, adquiri-o, mas estava lendo outro e assim, o livro foi ficando para o final da fila - problema resolvido com sua inclusão no desafio.
Para aqueles que - assim como eu - se encantaram e se deliciaram com o primeiro volume principalmente devido à narração bastante crua e detalhada de guerras, lutas e contendas, certamente acharão o segundo volume bem menos empolgante. A ação ocorre de maneira bem mais lenta, até contida. Nos dois primeiros terços do livro, quase não há lutas - e as que ocorrem não são muito grandiosas, o que talvez desanime alguns leitores - eu inclusive. Mas persisti. E fui recompensada. O último terço mostrou-se tão interessante quanto a narrativa do primeiro volume.
Sinopse (fonte: www.siciliano.com.br):
A série Em busca do Graal traz como cenário a Guerra dos Cem Anos, um conflito dinástico iniciado em 1337, com Eduardo III reivindicando a coroa da França, e que terminou com a tomada de Bordeaux pelos franceses, em 19 de outubro de 1453. As tramas, os homens e as histórias por trás da luta pela coroa francesa confirmam Cornwell como um dos principais escritores históricos da atualidade.
Neste novo romance, a aventura começa em 1346. Os ingleses invadiram a França e os escoceses a Inglaterra. São tempos incertos e obscuros, e o primeiro que encontrasse o Santo Graal - uma espécie de tesouro guardado por anjos e procurado por demônios - seria considerado vitorioso.
Thomas de Hookham, jovem arqueiro inglês, que aos 18 anos viu o pai morrer em seus braços após um ataque de surpresa, deixa a França, seguindo para as Ilhas Britânicas em busca do cálice e do assassino de seu progenitor. Filho bastardo do homem que dizem ter chegado mais perto que qualquer outro do cálice, Thomas tem uma grande e secreta vantagem sobre todos. Um diário escrito em latim, hebraico e grego - uma espécie de código - deixado por seu pai, que parece conter informações sobre o esconderijo do tesouro.

Especialista em história militar, Cornwell é conhecido por conseguir mesclar muito bem fatos históricos e ficção. E a trilogia do Graal não é diferente. Alterando o período em que costumeiramente a busca pelo Graal é situada - período arturiano - e tirando proveito da lenda de que hereges cátaros tiveram a relíquia em seu poder, consegue construir uma narrativa atraente e bastante sedutora, apesar da crueza e do tom extremamente realista de algumas descrições - talvez justamente por esses motivos, seja tão atraente para boa parte dos leitores.
Neste livro, mesmo os dois terços iniciais não tendo tanta ação, valem a leitura pela aula de história. Os detalhes sobre a Igreja e a Inquisição são bem explorados e garantem alguns bons momentos da estória. O trecho abaixo é um bom exemplo, ótima introdução para o que vai se seguir na estória:
A inquisição, tal como a ordem de frades dominicanos, era dedicada à erradicação da heresia, e para isso empregava fogo e sofrimento. Eles não podiam derramar sangue, porque isso era contra a lei de Deus, mas qualquer sofrimento provocado sem derramamento de sangue era permitido, e a inquisição sabia bem que o fogo cauterizava o sangramento e que a tortura não perfurava a pele de um herege e que grandes pesos colocados sobre o peito de um homem não rompiam veia alguma.
A tríade “sangue, suor e fezes”, forma carinhosa a que os fãs de Cornwell se referem à sua maneira de escrever, está ali como sempre. A crueza e a violência não deixam de se fazer presentes mesmo quando a narrativa se arrasta um pouco, entre uma luta e outra. Mas o último terço do livro compensa tudo. A espera é recompensada com a narração de mais uma batalha que simplesmente impede o leitor de abandonar a leitura antes de terminar. Até chegar a esse trecho eu tinha dúvidas se seria capaz de terminar a leitura antes de findar o domingo. Mas depois, a única preocupação era terminar antes das 22:00 - horário de exibição de Game of Thrones - simplesmente para não ter de interromper a leitura.
Terminei de ler o livro bastante satisfeita. Satisfeita comigo, por ter cumprido o desafio, mesmo que com um dia de atraso. Satisfeita com o livro, que me deixou com vontade de ler logo o terceiro volume da trilogia.
(*) tradução do título: "Meu cálice me embriaga" (brasão da família Vexille)
.
.
coded by
ctellier
|
tags:
cinema,
literatura
|
Posted On sexta-feira, 30 de março de 2012 at 16:36
meteorologia: nublado de novo
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: nina simone
video: ted talks
The hunger games (Jogos vorazes)
Direção: Gary Ross
Roteiro: Gary Ross, Billy Ray, Suzanne Collins
“Ufa! Tem mais gente que também não achou tão bom assim...”
A expressão de alívio é justificada já que é bastante incômodo ficar duvidando do nosso próprio discernimento. Fui assistir “Hunger games” e, por algum tempo, fiquei com aquela estranha sensação de estar remando contra a maré. Apesar de que quem estava assistindo comigo ter tido percepção semelhante à minha. Afinal, a grande maioria dos meus conhecidos, dos blogs e sites que acompanho estava elogiando o filme. Mas “a maioria” não são todos, e alguns deles corroboravam a minha opinião por motivos semelhantes aos que me incomodaram. Não é que eu tenha detestado, mas certamente eu não o recomendarei - apesar de recomendar o livro (post aqui).
Bom, antes de mais nada gostaria de deixar claro que entendo que o filme é uma adaptação do livro e que, justamente por isso, não tem obrigação alguma de ser totalmente fiel. O que não quer dizer que deixa de ter obrigação de “guiar” o espectador que não leu o livro. Entendo que o filme deva se sustentar per se, sem pressupor qualquer conhecimento prévio dado pela leitura do livro. E um dos principais problemas do filme foi deixar sem explicação vários detalhes que não fazem o menor sentido para quem não leu o livro. Não me recordo de todos, mas aqui vão alguns exemplos:
- Aquele sinal com os três dedos da mão, qual o significado dele? E por que, depois que Katniss o faz para as câmeras, a população do Distrito 11 inicia um tumulto?
- O tordo (e o broche de Katniss) aparecem de modo diferente do livro - o que não é um problema - mas fica totalmente “solto” na trama. Afinal qual o significado dele? Qual sua importância?
- Quem é e qual é exatamente a função da mulher de cabelo cor-de-rosa? A mestre de cerimônias da Colheita, Effie Trinket, não é apresentada, aliás não lembro de o nome dela sequer ser citado.
Outra falha do filme é que “as regras” desse futuro distópico, não apenas as dos Jogos Vorazes, não ficam muito claras. Quem leu o livro sabe que armas são proibidas, que os habitantes dos distritos não podiam sair dos limites da cidade, que era proibido caçar ou obter alimento de alguma outra forma que não fosse no mercado “oficial”. Mas tenho certeza que para quem não leu não é nada simples concluir isso a partir das poucas cenas iniciais que enfocam o dia-a-dia do Distrito 12. E mesmo quanto aos jogos, apesar das poucas explicações dadas pelos apresentadores do reality show, a maioria das regras não fica clara. E não apenas o universo do filme não fica bem esclarecido. Nem o subtexto da narrativa fica bem definido. Vagueia entre a crítica à opressão sofrida pelos moradores dos distritos, à violência de sacrificar 23 adolescentes para sustentar o sistema, passando pela crítica à cultura massificada, viciada em reality shows. É um pouco de tudo e, ao mesmo tempo, parece não firmar-se em nenhuma delas.
Ainda sobre os jogos, além de as regras já existentes não ficarem muito claras há o agravante de que outras são criadas e/ou alteradas ao bel-prazer do idealizador dos jogos, o que também não facilita o entendimento do espectador. Fica claro que é um reality show que segue a premissa Highlander: “Só pode haver um”. São pessoas se matando em frente às câmeras, matando para não serem mortas. Sendo assim, presume-se que haja violência, muita violência. No livro há. Mas no filme, pouco ou nada se vê do motivo dos jogos serem chamados de “vorazes”. As cenas de ação chegam a ser tão sonolentas quanto o restante do filme (sim, eu achei o filme arrastado). Parece faltar coragem para mostrar a violência, que tem de sobra no livro.
Algo que eu achei que também se perdeu na transposição do livro para o roteiro foi a complexidade dos personagens. Todos parecem rasos e sem motivação. Não há empolgação em qualquer atitude. Mesmo os atos de rebeldia não parecem rebeldes justamente por não terem sido explicitadas suas razões. Não posso culpar o elenco, já que provavelmente o roteiro não conseguiu dar a profundidade necessária aos personagens. O romancezinho do casal de tributos parece ainda mais insosso do que é na verdade. O ataque de choro de Katniss mais parece o de uma criança birrenta. E o discurso de Cato durante a luta final, de onde veio? Qual a motivação dele, já que inteligência não parece ser sua melhor característica?
Sendo o livro narrado em primeira pessoa por Katniss, o leitor acompanha tudo pelo seu ponto de vista, sabendo de suas opiniões, suas angústias, seus medos. E isso tudo foi perdido no filme. Boa parte do interesse gerado na leitura são seus conflitos:
- ter de matar pra sobreviver - matar outras pessoas- , dilema que, exceto pelos carreiristas, aflige também aos demais concorrentes;
- render-se ou não ao joguete político para conseguir apoio;
- o caráter de Peeta - ela oscila constantemente entre acreditar que o sentimento dele é sincero e que é apenas um ardil para conquistar a audiência.
E nada disso foi explorado. Admito que colocar o fluxo de pensamento de um personagem num filme não é tarefa das mais fáceis, mas há várias maneiras de expôr suas dúvidas e inquietações sem ter de apelar para uma narração em off. A atriz (Jennifer Lawrence) é boa, mas a personagem é apática demais para gerar qualquer empatia.
Bem, para quem resolver assistir fica o aviso: os que não leram o livro com certeza ficarão se perguntando sobre detalhes não explicados; e os que leram certamente sentirão falta da narrativa envolvente e dos personagens cativantes do livro.
.
.
coded by
ctellier
|
tags:
blogs,
escrita
|
Posted On quarta-feira, 28 de março de 2012 at 14:21
meteorologia: chovendo
pecado da gula: bolo de abacaxi
teor alcoolico: nada ainda
audio: afrocelts
video: hook
Há certos dias em que um assunto insiste em retornar à superfície do pensamento, por mais que se tente deixá-lo de lado. Talvez, justamente por tentar colocá-lo para escanteio, ele teime em voltar à baila. E não houve jeito, entreguei os pontos, rendi-me à sua insistência percebendo que só teria sossego quando expusesse minha opinião. (E ainda há gente que duvide que blogueiros são seres malucos por natureza).
Bom, antes de mais nada, o gatilho. Sou o tipo de internauta (a palavra é feia, mas não há outra denominação melhor) que tem o hábito de vaguear a esmo de um site a outro - menos do que gostaria e mais do que deveria. Diversão que por muitas vezes me levou a descobrir tanto sites muito interessantes quanto outros bem dispensáveis. No último final de semana, um clique me levou a um site - não vale a pena mencionar qual - e detive-me nele para ler alguns posts. Parei logo no primeiro, impossibilitada de continuar pela extrema má qualidade do texto. Conseguem imaginar um texto em que há dois ou mais erros em cada parágrafo? Alguns nitidamente refletiam pressa na digitação, mas outros... prefiro nem citar. Sinto náuseas só de lembrar - drama mode ON.
Comentei minha indignação e irritação com meu leitor/ouvidor de plantão. “Ah, mas são erros perdoáveis”, disse ele. E eu discordei, e continuo discordando. Eu escrevo e sei que erros acontecem, por mais cuidadosos que sejamos. Um ou outro erro perdido no texto é aceitável. Afinal, ninguém é prefeito - ops! perfeito. Mas uma sucessão deles não é falta de atenção ou pressa de escrever, é pura negligência.
Bem, deixei o assunto de lado, acreditando que de um dia para outro ele se esgotaria por si só. Lêdo engano. Dois textos lidos ontem, reavivaram o tema em minha mente. Primeiro, um post do Pablo Villaça no Diário de Bordo com pouca, ou nenhuma relação direta com o assunto - Prisioneiro de quem sou. Depois, um texto no Livros e afins que tinha tudo a ver com a minha indignação com aquele outro texto crivado de erros - Textos são cartões de visita. Pensei, por um momento, que tudo o que eu queria dizer sobre o assunto estava ali, mas não. Ainda faltava eu relacionar as ideias contidas nos dois textos. Um dos parágrafos no post do Villaça chamou-me a atenção, em especial, uma frase: “Tenho orgulho de meu intelecto, de minha cultura e do que escrevo”. Também me sinto assim, e não há como me orgulhar do que escrevo se não o fizer bem feito. O que me leva ao outro texto, pois o que eu escrevo me representa perante quem me lê: “(...) um texto que tem a nossa assinatura nos representa”.
Sei que o importante é conseguir comunicar as ideias, mas um texto repleto de erros certamente terá o efeito de afastar o leitor ao invés de aproximá-lo de quem o escreveu. Erros são aceitáveis... até certo ponto. Aliás, há inclusive os propositais, que servem ao contexto do que está sendo escrito. Porém, entendo que há uma linha em que o erro deixa de ser descuido, falta de atenção para se tornar desleixo. Dá a impressão de que quem escreveu foi totalmente negligente e nem se deu ao trabalho de reler antes de tornar público. Atitude que, no meu entender, demonstra um grande desrespeito com o público leitor. Fico pensando, ao ler um texto assim: “Se quem o escreveu sequer revisou, talvez signifique que não faz questão de ser lido, ou que pouco importa quem leia, ou que pouco importa a opinião de quem lê. Então, para que lê-lo?”.
Onde se escreve, ou melhor, em que situação o texto será lido faz diferença. Num bate-papo num chat, num email informal, naturalmente a tolerância é maior. Em um texto que será publicado e lido por várias pessoas, num email formal, nem tanto. Admito, sou maníaca no que diz respeito ao que escrevo. Sim, eu fico aflita ao escrever distraidamente algo incorreto - que é prontamente corrigido logo que o percebo. Mas, mesmo que não fosse assim, por respeito ao leitor e também, logicamente, para meu respaldo, eu faria a revisão antes de publicar o que quer que seja. Afinal, além de ser meu cartão de visitas, ninguém é obrigado a ler um texto “mau” escrito.
.
.
coded by
ctellier
|
tags:
cinema,
drops,
literatura
|
Posted On domingo, 25 de março de 2012 at 09:18
meteorologia: nublado
pecado da gula: croissants no café-da'manhã
teor alcoolico: nada ainda
audio: into the wild ost
video: videocast pipoca e nanquim
Precious (Preciosa)
Direção: Lee Daniels
Roteiro: Geoffrey Fletcher
Baseado no livro "Push", de Sapphire, que já comentei num post anterior. Como escrevi nesse post, ainda não assistira ao filme. Até tinha baixado via torrent, mas entre tantas outras coisas para assistir, acabava ficando para depois. Ontem, aproveitei que estava passando no TC Touch e remediei essa falta.
São mídias diferentes e, logicamente, é humanamente impossível transpôr do papel para a película, todo o impacto do livro. Mas mesmo assim, o filme consegue ser bastante fiel ao espírito da narrativa. Perde-se um pouco no filme o quanto a evolução, a transição, a transformação de Precious deve-se ao seu aprendizado, ao seu contato cada vez mais íntimo com a leitura e a escrita.
Se há algo que transparece - tanto no livro quanto no filme - é que a esperança em algo melhor é o que move a personagem. Apesar de ser uma pária em todos os locais que frequenta - desde a escola comum até sua própria casa - a esperança de conseguir se tornar uma pessoa melhor, capaz de criar seus filhos, é a tábua de salvação de Preciosa.
O filme é tão, ou mais, chocante que o livro. Ver na tela a humilhação, a violência - verbal e física - a que a personagem é submetida é um lembrete amargo de que aquilo é real. E de que há mulheres que vivem essa realidade, nem sempre conseguindo sobreviver a ela.
A atuação de Gabourey Sidibe, como Precious, impressiona. Percebe-se nela, ao mesmo tempo, o "recolhimento" e a força reprimida da personagem.
Enfim, pra quem leu e pra quem ainda não leu o livro, é um filme que vale a pena ser visto.
"Toda folha de grama tem seu Anjo que se curva sobre ela e sussurra: 'Cresce, cresce'"
(Talmude)
.
.