O desafio dos 100 livros - 4a.dezena

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 13 de maio de 2012 at 09:38

meteorologia: garoinha chata
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: masmorracast GoT #6
video: fringe

Continuando a lista iniciada neste post, mais 10 livros:

31Um livro sobre revolução
O tempo e o vento (O continente) - Érico Veríssimo
32Um livro de poesia
O Eu profundo e os outros Eus - Fernando Pessoa
33Um livro de ficção cientifica
Duna - Frank Herbert
34Um livro surrealista
As cidades invisíveis - Ítalo Calvino
35Um livro que fez-lhe rir
Anarquistas graças a Deus - Zélia Gattai
36Um livro que a narração seja demorada e chata
Moby Dick - Herman Melville
37Um livro que você não recomendaria
O pêndulo de Foucault - Umberto Eco
38O primeiro livro que leu
O cachorrinho Samba - Maria José Dupré
39Um livro que denuncia a hipocrisia da sociedade
O fio da navalha - W. Somerset Maugham
40Um livro que denuncia injustiças sociais
Capitães da areia - Jorge Amado


Veja também as dezenas anteriores:

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42 students remaining

coded by ctellier | tags: , | Posted On segunda-feira, 7 de maio de 2012 at 18:49

meteorologia: friozinho
pecado da gula: pão doce
teor alcoolico: nada ainda
audio: contra-relógio no ar #50
video: fringe

Battle Royale
Koushun Takami

Este foi o livro do mês de abril, do Desafio Literário.
Antes de mais nada, sinto-me na obrigação de avisar que li a versão em inglês já que, infelizmente, não existe uma versão traduzida para o português. Meu inglês é bom, mas está longe de ser perfeito, não tenho domínio completo do idioma. Sendo assim, possivelmente, ou melhor, certamente, alguns detalhes da trama passaram despercebidos. Entendam, quando leio num idioma que não é o nativo (português ou francês), há vários termos que desconheço, mas sigo lendo e entendendo o sentido das frases pelo contexto. Eventualmente, quando não consigo ou quando alguma palavra me chama a atenção, recorro a um dicionário.

(Um parênteses, já escrevi aqui no blog sobre minha preferência por livros em papel. Mas lendo este, pela primeira vez vi que haveria vantagem se eu estivesse lendo a versão eletrônica num e-book. A possibilidade de marcar as palavras desconhecidas e ir procurando o significado à medida que a leitura avança realmente é um ponto a favor desse formato.)

Adicional ao idioma do exemplar que eu estava lendo, houve outra pequena dificuldade. O livro foi escrito originalmente em japonês e confesso que a falta de familiariadade com a língua gerou uma certa confusão na hora de memorizar os nomes dos personagens. Por várias vezes, confundi-me e tive de reler alguns trechos pois achava que o autor se referia a um aluno, quando na verdade era a outro. Contudo, apesar dos percalços, a leitura foi mais que satisfatória. Realmente acima da expectativa.

Antes de continuar, uma sinopse:
Em um futuro não muito distante, num Japão imperialista (no livro chamado de Grande Republica do Leste Asiático), os jovens tornam-se rebeldes demais - do ponto de vista do governo. É criada uma lei chamada “Ato BR” (ou “O programa”), sob o pretexto de cumprir uma demanda social, quando na verdade o intuito é aterrorizar a população e conter essa onda reacionária. Essa lei define que uma classe de alunos do 3o. ano será sorteada aleatoriamente, sendo “sequestrada” e levada a um local isolado (uma ilha), para participar de um jogo transmitido parcialmente pela tv, em que devem matar uns aos outros até que reste apenas um. Neste ano, a classe de Shuya Nanahara é a sorteada. Os 42 alunos (21 rapazes e 21 moças) são soltos na ilha apenas com a roupa do corpo (o uniforme), sua mochila de estudante e uma bolsa contendo alguns mantimentos, água, um mapa da ilha e uma arma qualquer (que pode ir de uma tampa de panela a uma Uzi). A ilha é dividida em quadrantes que se tornam “proibidos” em determinados horários. Todos os alunos portam um colar que, além de conter um rastreador indicando sua posição, contém um dispositivo explosivo. Caso um aluno esteja numa zona proibida, o colar explode. Caso alguém tente fugir da ilha, o explosivo do colar também é ativado. Caso ninguém morra durante 24 horas, colares explodem aleatoriamente. E, como o jogo tem um prazo para terminar, caso em 72 horas não haja um vencedor, todos os colares remanescentes serão acionados.

Soou familiar? Se o leitor pensou em “Jogos vorazes”, de Suzanne Collins, bem... Não há como negar, a semelhança nas linhas gerais da trama é quase comprometedora. É lógico que o autor, Takami, não tirou esse plot da cartola. Pessoas, crianças, adolescentes sacrificados pelo bem da sociedade não são novidade - vide os jovens (7 rapazes e 7 moças) sacrificados ao Minotauro. Afinal, o leitor contumaz tem consciência de que todas as estórias já foram contadas. Não existe mais a possibilidade de se criar algo totalmente original. Mas há sempre um modo diferente de se contar a mesma estória. E foi o que fez Takami. Já Collins, mesmo afirmando ter tirado sua inspiração dos jogos de gladiadores, da popularidade dos reality shows, não me convence que não tenha lido “Battle Royale” (o livro ou o mangá) e de lá extraído suas ideias.

Desconhecia a existência deste livro até ler uma resenha de “Jogos vorazes”, no blog Leitura Escrita, da @anacarolinars. Depois disso, li em vários sites e blogs que “Jogos vorazes” é uma versão light de “Battle Royale”. Concordo em parte. Apesar de a sinopse de ambos ser bem semelhante, o enfoque é bem distinto. Collins floreou e amenizou bastante a trama original, tornando-a palatável para os padrões norte-americanos. Gostei do livro dela (post aqui), mas o texto de Takami é muito mais cru e visceral, o que contrasta com o modo quase suave como a narrativa flui, deixando o livro extremamente envolvente. O intuito deste post não é comparar os dois. Mas, eventualmente, algumas comparações serão inevitáveis.

Como comentei anteriormente, gostei de “Jogos vorazes”. É um bom livro YA. Nem mesmo a narração em primeira pessoa compromete muito o desenrolar da estória. Mas ainda assim, “Battle Royale” tem alguns trunfos que o tornam superior e de leitura muito mais empolgante. Um pequeno detalhe que certamente faz o leitor avançar na leitura, quase compelido a continuar, é a contagem a cada final de capítulo. Ao término de cada um havia: “N students remaining”, com N sendo substituído pelo total de estudantes ainda vivos. Várias vezes me peguei espiando o capítulo seguinte, para saber se haveria alguma fatalidade. E muitas vezes continuei a leitura ao ver que a quantidade diminuíra, confesso. Eu sei, soa mórbido, mas é natural querer saber se aquele personagem que o leitor acabou de aprender a gostar, continua vivo até o fim do próximo capítulo.

O que me leva a outra característica que torna o livro muito bom: os personagens. Muito bem construídos, verossímeis e não só isso. Até os personagens que são aparentemente secundários são carismáticos o bastante para conquistar o leitor e fazer com que o seu destino passe a importar. Utilizando-se de flashbacks e fluxos de consciência, o autor leva o leitor a conhecer um pouco do passado e do caráter de cada um dos estudantes, entendendo as motivações de cada um. E o essencial, ninguém é 100% bandido ou mocinho, o que deixa tudo ainda mais convincente, já que no dia-a-dia todos somos gradações desses arquétipos. Algo que acredito enriquecer bastante a trama é o fato de que, diferente de “Jogos Vorazes”, os jovens eram colegas de escola. Boa parte deles se conhecia desde a infância. O que torna a decisão de tomar parte no jogo (ou não) ainda mais conflituosa. Não é apenas sobreviver, sendo obrigado a matar outras pessoas. Trata-se de sobreviver sendo obrigado a matar pessoas com que se conviveu durante muito tempo. Amigos de infância, colegas de treino, namorados. E não há apenas o conflito sobre matar ou não. Há a eterna questão sobre quem é confiável. O quanto cada um conhece dos demais para saber em quem confiar? E esses dilemas são explorados pelo autor de modo bastante eficaz. Tanto que durante a leitura, é frequente o leitor parar e se perguntar “E se fosse comigo?”.

Houve certa polêmica ao redor do livro devido à violência extrema presente no texto. É inegável que as cenas dos assassinatos são descritas de modo bastante detalhado. E, dada a variedade de armas distribuídas aos estudantes, há mortes das mais diversas maneiras. Em “Jogos Vorazes”, como a narração é em primeira pessoa, são descritas apenas as mortes testemunhadas pela personagem, daí a diferença. Neste, todas são narradas, com extrema crueza e riqueza de detalhes. E sou obrigada a parabenizar o autor pela criatividade. Exceto pelas mortes por armas de fogo, em que não há muito o que “inventar”, as demais foram engendradas de modo bastante criativo.
(Spoilers à frente) Para leitores mais observadores, a ausência de detalhes nas mortes que definem o ganhador do jogo, são um bom indício do que realmente aconteceu e do que virá a seguir.

O livro, lançado em 1999, foi adaptado para duas outras mídias: cinema e mangá. O mangá possui 15 volumes, dos quais apenas 12 foram publicados aqui no Brasil. O filme, de 2009, não é tão fiel ao livro. É compreensível, já que transcrever quase 600 páginas em 2 horas de filme não é tarefa das mais simples. Além disso, o diretor e o roteirista optaram por dar mais destaque a alguns personagens e enfatizar a crítica a sociedades anti-democráticas e opressoras. E há ainda um agravante: a performance dos atores japoneses parece histérica demais aos nossos olhos ocidentais, o que atrapalha a imersão no universo da estória. O filme não é ruim, mas deixa a desejar para o espectador que também leu o livro.

Enfim, indico a leitura, mesmo para os que não tem muita intimidade com a língua inglesa. Aliás, ler um texto tão instigante é ótimo para combater a vontade de interromper a leitura, e ainda aprender algumas palavras novas (agora eu sei o que é “nunchucks”). Para quem leu e gostou de “Jogos Vorazes”, não é preciso deixar de gostar. Mas “Battle Royale” é, certamente, a “versão original sem cortes” que merece ser conferida.

P.S.: como sempre o Google matou minha curiosidade acerca do título do livro. O nome veio de uma modalidade de combate do tempo dos gladiadores de Roma. Bem no estilo Highlander, todos era colocados na arena e deveriam combater entre si até que restasse apenas um.

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O desafio dos 100 livros - 3a.dezena

coded by ctellier | tags: , | Posted On segunda-feira, 30 de abril de 2012 at 21:52

meteorologia: frio e chuva
pecado da gula: calzone
teor alcoolico: 1 chopp
audio: podcast dimensão 7 - fronteiras do universo
video: timeline

Continuando a lista iniciada neste post, mais 10 livros:

21Um livro que aborda fortemente assuntos sociais e políticos
Rumo à estação Finlândia - Edmund Wilson
22Um livro com teor feminista
Um amor conquistado - Elizabeth Badinter
23Um livro que você considere revolucionário
A origem das espécies - Charles Darwin
24Um livro cuja a leitura te emocionou
Marley e eu - John Grogan
25Um livro cuja leitura trouxe-lhe reflexão
O mundo assombrado pelos demônios - Carl Sagan
26Um livro que tenha um protagonista com carater duvidoso
Jonathan Strange & Mr Norrell - Susanna Clarke
27Um livro em que o protagonista seja demasiadamente ingênuo
Candido - Voltaire
28Um livro em que ocorra transformações em carater e ideologias dos personagens
A Revolução dos Bichos - George Orwell
29Um bom livro de contos
Histórias extraordinárias - Edgar Allan Poe
30Um livro sobre guerra
A Lista de Schindler - Thomas Keneally

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Drops » Femme fatale

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 29 de abril de 2012 at 07:32

meteorologia: chuvinha chata
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: quadrimcast #19
video: pipoca e nanquim videocast #115

Femme fatale - 2002
Direção e roteiro: Brian De Palma

Laura Ash (Rebecca Romjin-Stamos) é uma mulher que usa seus atributos físicos - entenda-se beleza sedutora - de forma ostensiva para aplicar golpes. Inesperadamente, surge uma oportunidade de mudar e deixar para trás sua “carreira”. Confundida com outra mulher, repentinamente toma a decisão de se reinventar e mudar de vida.

Eu gostaria, mas não vou contar mais detalhes da estória, para não estragar a experiência de quem pretender assistir a este filme.

Não é uma obra-prima de De Palma, não consta na minha lista de top 5. Mas mesmo assim, merece ser visto. É um exercício de técnica cinematográfica. Não sei exatamente como explicar, mas terminei de assistir ao filme com a impressão de que faltava algo. Posso até estar exagerando, mas o filme parece carecer de paixão. Não que a trama não seja empolgante. É sim, bastante envolvente até. Prende a atenção do espectador do início ao fim. A fotografia é elegante, algumas tomadas inusitadas mostram pontos de vistas e transições de cena bem interessantes e não faltam as sempre presentes referêncas à obra de Hitchcock. Aliás, acredito que a maior referência seja ao McGuffin. A trama é o McGuffin. E De Palma a utiliza para exercitar sua técnica.

O resultado é muito bom. Bem acima da média. Melhor que muitos outros filmes desse estilo - suspense e ação. Mas falta a ele a alma e o ímpeto que vemos em “Os intocáveis” , “Scarface” e “Dublê de corpo”, entre outros. É ainda assim um bom De Palma e vale a pena ser assistido.

(Spoilers à frente) Evitei falar muito da estória pois o filme, em sua estrutura, lembra muito “Mullholand Drive”. Quem assistiu a este último, vai entender.


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Pinterest ou não? Eis a questão.

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 28 de abril de 2012 at 16:54

meteorologia: nublado
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: nerdcast #308
video: sympathy for mr.vengeance

Antes de mais nada, o que é o Pinterest?

É uma rede social - "ah não! mais uma?" - para compartilhamento de conteúdo, mais especificamente fotos e vídeos. Tendo uma certa semelhança com Tumblr e Del.icio.us permite capturar e organizar esse conteúdo em categorias - os boards.

Quando o usuário encontra algo interessante na web, pode "marcá-la" - Pin it - e adicioná-la a um board. E, além disso, pode compartilhar a url desse pin com os amigos. Assim como outras redes sociais - Instagram, Twitter, etc. - é possível seguir outros usuários, ou melhor, seus boards, já que não é obrigatório seguir as atualizações de todos os boards de um usuário. Além de acompanhar os boards alheios, é possível comentar, curtir e/ou "repinar" o pin.

Para facilitar a postagem, há a possibilidade de adicionar um botão no navegador para "pinar" os conteúdos. Também já existem add-ons, plugins, extensões para browsers que disponibilizam a funcionalidade. E alguns sites, além dos tradicionais botões de Like, Tweet, g+, já incluíram um botão Pin it.


Por que e para que usar o Pinterest?

Em última instância, o site não passa de um mural virtual. Basta pensar nele como uma versão digital para aqueles painéis de cortiça em que costumávamos "espetar" fotos, recados, recortes de jornais e revistas. As possibilidades são muitas e vou dizer aqui para que eu uso.

Quem nunca passou pela euforia de encontrar por acaso uma foto muito louca/diferente/bonita ou qualquer outro adjetivo superlativo e querer "guardá-la"? Eu tenho essa experiência várias vezes ao dia e uso o pinterest para marcar essas imagens e categorizá-las nos meus boards. Uso também para guardar imagens de coisas legais que achei pela web, coisas que eu curto, itens que eu gostaria de adquirir, lugares que eu pretendo visitar, sugestões legais para decorar a casa.


Para ficar mais fácil de entender, segue abaixo uma lista com um pin de cada um dos meus boards:

» animals | pets » art | drawing » books | hq » cool stuff
» dream house » food & drink » GoPro » lego
» moto » movies » music » nature | places
» origami » poker » running » science
» space » sports » tattoo » tv
» urban art » wish list

Gostou? Interessou? Bora se cadastrar e começar a usar: Pinterest.

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