O desafio dos 100 livros - 9a.dezena

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 14 de julho de 2012 at 17:22

meteorologia: dia típico de inverno
pecado da gula: esfihas de carne
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: nerdcast #319
video: bones

Continuando a lista iniciada neste post, mais 10 livros:
(só falta uma dezena!)

81Um livro que você recomenda para leitores inciantes
O Homem que Matou Getúlio Vargas - Jô Soares
82Um livro que a maioria já leu
O código da Vinci - Dan Brown
83Um livro Infantil
As aventuras do avião vermelho - Érico Veríssimo
84Um livro que você odiava e na segunda leitura dele amou
Asfalto selvagem - Nelson Rodrigues
85Um livro em que o personagem seja demasiadamente maquiavélico
O cemitério de Praga - Umberto Eco
86Um livro cuja inteligência e dedução do personagem o surpreenda
A herança de um crime - Rex Stout
87Um livro com um foco narrativo inesquecivel
Guerra dos tronos - George R. R. Martin
88Um livro para indicar para uma criança
A vaca voadora - Edy Lima
89Um livro para indicar para um adolescente
O escaravelho do diabo - Lúcia Machado de Almeida
90Um livro que você não leria de novo
Casa grande e senzala - Gilberto Freyre


Veja também as dezenas anteriores:

.

.

"I smile, and I smile, and I smile."

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 1 de julho de 2012 at 19:01

meteorologia: sol e céu azul
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: caipirinha
audio: cabulosocast #27
video: numb3rs

Melancholia (Melancolia) - 2011
Roteiro e direção: Lars Von Trier

Sinopse:
Justine e Michael estão celebrando seu casamento em uma festa suntuosa na casa de sua irmã e cunhado. Enquanto isso, o planeta Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra.

me.lan.co.li.a
sf (gr melagkholía) 1 Psicose maníaco-depressiva. 2 Estado de humor caracterizado por uma tristeza vaga e persistente. 3 pop O mesmo que vitiligem.

Uma das sensações que me deixa mais intrigada é terminar de assistir a um filme e não ter certeza se gostei ou não dele. Sei que isso parece um tanto estranho, mas já me aconteceu algumas vezes. A maioria dos filmes gera uma reação bem definida de gostar ou não. Dando exemplos recentes (e extremos):
- “Uau! filmaço! Quero assistir novamente!”, como “Drive”;
- “Pqp! Que perda de tempo!”, como “Prometheus”.
E, em alguns casos, há um estranhamento, um certo desconforto com o que acabei de assistir que faz com que eu não consiga dizer se gostei ou não. Com este filme foi assim. Depois de assisti-lo, ao ler alguns artigos sobre ele, percebi que minha reação fazia sentido, pois enquanto alguns o elogiavam, alçando-o ao nível de obra-prima, outros o execravam, chegando a afirmar que seria responsável pelo naufrágio da carreira do diretor.

Quando do lançamento do filme em Cannes, além do escândalo causado pelas declarações de Von Trier, li apenas que era um filme sobre o fim do mundo. Estranhei, principalmente por saber quem era o diretor. Não me parecia um assunto que esse diretor abordaria. Depois, pouco li sobre o filme. Até que sábado, zapeando, peguei-o iniciando no TC Cult e resolvi assistir. Fui assistindo e, de modo algum, parecia que tinha algo a ver com o fim do mundo. Percebi depois, ao baixar o filme para terminar de assistir, que a sequência inicial dava pistas do que estava por vir. Mas eu não a havia visto, pois começara a assistir ao filme passados mais ou menos 10 minutos do seu início. Sendo assim, deixei de lado a ideia de fim de mundo, já que aparentemente não tinha qualquer relação com o que via na tela - a primeira parte do filme são cenas de um casamento.


Filmes sobre o fim do mundo comumente pendem para o estilo filme-catástrofe, com os americanos chegando para salvar o dia. E este simplesmente não se encaixa nisso. Não há militares, nem cientistas, nem cenas de ação frenética. Ao contrário, o ritmo é lento, quase arrastado. Porém, se senti sono ao assistir, não se deveu a isso. A idade avança e já não temos tanta disposição para ficar acordados até de madrugada e não sentir sono em excesso no dia seguinte. E foi o que houve. Desliguei a tv, faltando ainda uma hora para o término do filme, mas de modo algum estava entendiada ou achando-o extremamente chato (como li em alguns comentários pela web).

O filme todo é um estudo de personagens. O fim do mundo, a colisão de Melancolia com a Terra é apenas um pretexto para o diretor dissecar a personalidade de cada um deles e provocar no espectador um questionamento: “E eu? Como reagiria numa situação dessas?”. Dividido em duas partes, nomeadas com os nomes das irmãs, Justine e Claire (Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg, respectivamente), o filme inicia-se com um prelúdio. Cenas oníricas quase estáticas, em slow motion - quase um slide show -, ao som de “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner. Um flash forward do epílogo, uma preparação do espectador para o que o espera.

A opção do diretor pela “câmera na mão” mostrou-se bastante eficiente, principalmente durante a primeira parte, na festa de casamento. Diferente de alguns outros filme em que esse recurso foi utilizado, o espectador não tem a impressão de estar assistindo a uma filmagem feita com a câmera na mão - como “[Rec]” ou “The Blair witch project”, por exemplo. A impressão exata é a de ser mais um conviva, já que a câmera acompanha os personagens focando-os e mudando a direção do olhar como uma pessoa faria. Quando estamos num ambiente com muitas pessoas, nosso olhar vagueia, não exatamente a esmo, mas de maneira incessante, olhando ora para um ora para outro, focando alguém mais afastado, virando-se ao ouvir um comentário. E a movimentação de câmera reproduz isso fielmente.

No primeiro ato, o foco da narrativa é Justine, recém-casada com Michael (Alexander Skarsgård - sim, é Eric Northman de “True blood”). Acompanhamos sua festa de casamento, organizada pela irmã e patrocinada pelo cunhado, John (Kiefer Sutherland, de “24 horas”), na mansão (quase um castelo) destes. Tanto pelo comportamento de Justine quanto pela preocupação constante dos demais em saber se ela está feliz, percebemos que ela tem problemas. Não é a mocinha despreocupada, alegre, curtindo sua festa de casamento. Há sempre uma sombra em seu olhar, uma tristeza velada em seu modo de falar, uma sensação de deslocamento mal-escondido em suas expressões e atitudes. Não é difícil concluir que ela tem tendências depressivas. Nota-se que ela não está nem satisfeita nem realizada com a festa e, pior, nem com o casamento em si.

Enquanto a câmera passeia pela festa, acompanhamos os conflitos naturais de reuniões como essas, descobrindo a cada altercação uma faceta dos personagens.Vemos o pai da noiva, Dexter (John Hurt), que chama todas as mulheres de “Betty”, demonstrando sua indiferença e provando que para ele todas são as mesmas, aliás, que todas são os mesmos objetos. Constatação que justifica a exasperação da ex-esposa, Gaby (Charlotte Rampling), que, devido à sua experiência vê o casamento da filha como algo que conduzirá ao desastre. Vemos a insistência de John em frisar o quanto gastou com a festa e que, por isso, tudo tem de dar certo. Enquanto Claire esforça-se para cumprir o cronograma, tentando fazer com que as pessoas se comportem conforme o esperado, seguindo o que foi previamente definido pelo organizador de eventos contratado. E o que se iniciou como uma comemoração degringola para uma lavação de roupa suja entre os convivas.

No segundo ato, o foco passa a ser Claire e seu núcleo familiar. À medida que Melancholia se aproxima da Terra, o espectador vê as reações diversas ante a possibilidade da morte iminente. John, astrônomo, o homem da ciência, está tranquilo, já que todas as análises apontam que Melancolia apenas passará pela Terra, assim como passou por Mercúrio e Vênus. Ele tenta confortar Claire que, aflita após ler e ver várias reportagens sensacionalistas, acredita que o fim do mundo se aproxima junto com Melancolia. Ela disfarça seus temores apenas para não amedrontar o filho pequeno, Leo, que, apoiado pelo pai, encara tudo como algo saído de um conto de fadas. Justine, acolhida pelo casal durante uma crise depressiva, não esboça qualquer reação inicialmente. Apática, parece não ter interesse algum no evento.

Aos poucos, o espectador acompanha quase uma inversão de papéis. Claire, antes tão forte e centralizadora, entrega-se ao desespero, deixando entrever sua insegurança enquanto o planeta faz-se cada vez mais vísivel e mais presente no céu. Justine, antes depressiva e aparentemente alienada, torna-se novamente senhora de si e encara tudo com a serenidade que falta à irmã. Não se sabe exatamente qual das crenças ela abraça. Se, assim como Claire, acredita que o mundo irá acabar e vê nisso uma saída, uma solução para sua vida sem perspectiva. Ou se, assim como John, acredita nos cientistas e aguarda placidamente para assistir à passagem do planeta com o sobrinho, como nós aguardando para presenciar um eclipse solar.

Todo o elenco está muito bem. Mas é inegável o destaque de Kirsten Durnst, a premiação em Cannes foi mais que merecida. Com uma personagem que, devido à sua personalidade, poderia facilmente cair na caricatura e no exagero, Durnst entrega uma atuação impecável, repleta de nuances. devo admitir que nunca a achei uma grande atriz, porém, como aprendi num curso há pouco tempo: “Penso, logo mudo de ideia”. Achava suas atuações medíocres, beirando a apatia, tanto que mal me recordo dos filmes em que atuou. Mas neste filme, fui agradavelmente surpreendida por uma performance primorosa.


Enfim, se você se amarra em filmes de fim do mundo no estilo “Armageddon”, “Independence Day”, “Impacto Profundo”, ou seja, ação do começo ao fim, sem tempo para o protagonista respirar, “Melancholia” não é um filme que irá agradar muito. A probabilidade de achá-lo chato é grande. Se estiver a fim de curtir uma experiência cinematográfica que exige dedicação do espectador para ser desfrutada em sua totalidade, este filme é uma ótima pedida.


P.S.: Caso alguém continue curioso sobre a minha opinião, depois de escrever tanto sobre o filme cheguei à conclusão de que "sim, eu gostei".

.

.

Pinterest... dinovu?!

coded by ctellier | tags: , , | Posted On at 16:11





Assim como a Andrea, eu também sou fã de listas. E, pra não perder o costume, aqui vai uma lista de listas: a foto predileta (até agora) de cada um dos meus boards no Pinterest.
Já comentei aqui sobre essa rede social que funciona como um painel em que vamos "espetando" fotos de coisas interessantes que encontramos pela web. Além de ser uma diversão, navegar e encontrar fotos interessantes, pode-se dizer que seja um alívio ter onde guardá-las. E mais, saber onde procurar a foto daquele lugar, produto, etc. de que gostamos tanto é um privilégio quase sobrenatural - quem já tentou reencontrar algo visto de relance num site sabe bem o que é isso.

Bem, vamos à lista:


movies

running

books | cartoon

urban art

tattoo

wish list

sports

space

nature | places

GoPro

music | instruments

food & drink

motos | cars

tv

animal | pets

art | drawing

Source: nrk.no via Cristine on Pinterest


science

dream house

lego

origami

cool stuff | cool ideas

poker

games

memorabilia

Source: ebay.com via Cristine on Pinterest


photography

propaganda

infographic

toys





.

.

O desafio dos 100 livros - 8a.dezena

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 09:13

meteorologia: ensolarado
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: [dimensão 7] wuthering heights
video: tbbt

Continuando a lista iniciada neste post, mais 10 livros:

71Um livro que a leitura inquietou
Água viva - Clarice Lispector
72Um livro da literatura Angolana
A sul, o sombreiro - Artur Pestana “Pepetela”
(confesso, nunca li uma obra de literatura angolana)
73Um livro da literatura Européia
Madame Bovary - Gustave Flaubert
74Um livro da literatura Americana
O grande Gatsby - Scott Fitzgerald
75Um livro que influenciou o mundo
Ulisses - James Joyce
76Um livro que todos deveriam ler
Ensaio sobre a cegueira - José Saramago
77Um livro que descreva algum país ou lugar que nunca conheceu
No ar rarefeito - Jon Krakauer
78Um livro que mostre costumes e culturas de outros países
Entre dois amores - Isak Dinensen
79Um livro que lhe ensinou muito
A escalada do monte improvável - Richard Dawkins
80Um livro que o revoltou
Coelho corre - John Updike
(como alguém pode escrever de modo tão irritante?)


Veja também as dezenas anteriores:

.

.

Prometheus

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 24 de junho de 2012 at 21:15

meteorologia: domingo ensolarado
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: 1 weihenstephaner
audio: radiofobia #89
video: the commitments

Prometheus - 2012
Roteiro: John Spaihts, Damon Lindelof
Direção: Ridley Scott

“A história começa em 2089 com um casal de arqueólogos iniciando uma expedição trilionária para confirmar sua teoria de que a raça humana é descendente de extraterrestres. Segundo a teoria, os "engenheiros" (como são chamados nossos criadores) deixaram, espalhadas pelo planeta, pinturas rupestres em cavernas ermas, nas quais foi possível decifrar uma especie de convite dos criadores a uma constelação distante da Terra. Tal fato impulsiona a criação da expedição intergaláctica nomeada Prometheus, que tem o objetivo de pesquisar o surgimento da raça humana. Após quatro anos em estado de hibernação, a nave chega ao seu destino e as expedições exploratórias se iniciam, mas obviamente não vão como o planejado.”
(fonte: Jornal do Brasil - Cultura)

Um dos filmes mais esperados de 2012, “Prometheus” simplesmente não cumpre o que promete (com o perdão do trocadilho). Depois de 3 filmes excelentes logo no início da carreira - “The Duellists”, “Alien” e “Blade Runner” - Ridley Scott parece, desde então, alternar entre vários filmes ruins e um ou outro filme bom. Bom, mas não excelente como os citados, o que por vezes me deixa com a impressão de que ele involuiu e, ao contrário de um bom vinho, não está ficando melhor com o passar dos anos. Lógico que o fato de o filme ser um prequel de “Alien”, dirigido pelo mesmo diretor, elevou as expectativas às alturas. Acredito que a maioria dos espectadores foi ao cinema com a convicção de que assistiria a algo no mínimo tão bom, ou melhor, tão excepcionalmente bom quanto “Alien”. E me incluo nisso, já que esse é um dos meus filmes de monstro prediletos. Aguardava pela “verdadeira estória do space jockey” como criança esperando o lançamento de um Danoninho de chocolate versão extra-grande.

É inegável que essa expectativa tem uma parcela grande de responsabilidade na decepção com o filme. Contudo, mesmo abstraindo-se isso o filme não se sustenta, com um roteiro quase sempre previsível, cheio de falhas e inconsistências, várias imprecisões, muitas questões não respondidas, diálogos fracos e superficiais, personagens bidimensionais. Chegar à conclusão de que David (Michael Fassbender), o andróide, é o melhor personagem - por ser o mais complexo, o mais bem construído (mérito do ator também) e, “pasmem”, o menos caricato - não é algo que deponha a favor do roteiro. Apesar de o final de “Lost” ter sido, para ser educada, decepcionante, Lindelof havia demonstrado bastante talento nos episódios das duas primeiras temporadas. E, mesmo que o roteiro não estivesse assim tão bom, um bom diretor reverteria isso durante a filmagem, o que também não ocorreu.



Acho que é bastante perceptível que eu não gostei do filme. Não foi apenas a expectativa não cumprida. Se o filme não tivesse contado a estória do space jockey porém se sustentasse como narrativa, eu possivelmente teria curtido. Se o filme fosse um spin-off, ao invés de um prequel, mas tivesse um roteiro coeso e personagens bem construídos, eu possivelmente teria curtido. Sei que muita gente gostou. Não vou afirmar que estejam erradas, afinal, opinião é pessoal e eu faço questão de respeitar. Mas não preciso concordar. O trecho abaixo, lido aqui no ConversaCult, analisa com precisão a divergência entre os espectadores:

Para "Prometheus" há dois tipos de pessoas: aquelas que são viciadas nos filmes de Alien, em ficção científica e já tem um contexto; e aquelas que praticamente caem de paraquedas no filme (oi). Para o primeiro grupo, acho que a melhor dica que eu posso dar é não ficar esperando um novo Alien. Para o outro, você não precisa ter assistido nada para gostar do filme.

Não chego a ser viciada nos filmes de Alien, mas sou cinéfila e, sinceramente, esperava algo melhor. Porém seria injusto não comentar os (poucos) aspectos positivos do filme. Não há como negar que, sob o aspecto técnico, o resultado do filme é muito bom.

Para a satisfação de quem foi (ou vai) assistir ao filme em 3D, Scott é um diretor que sabe como utilizar este recurso a favor da estória. E, lógico, há a vantagem logo de saída com o fato de ter sido filmado em 3D e não convertido como muitos em cartaz. Não assisti em 3D, não posso opiniar, mas não li nem ouvi reclamações a respeito.

A trilha sonora remete bastante a “Alien”. Não chega a ser excepcional, inesquecível, mas é boa o suficiente para não atrapalhar a imersão no filme.

A ambientação, a direção de arte, os cenários, os figurinos também não fazem feio. Paisagens de cair o queixo na sequência inicial, algumas tão belas e surreais que parecem saídas do Photoshop. Mas alcançam o objetivo de ao mesmo tempo demonstrar a grandiosidade e a força da natureza e plantar uma questão na cabeça do público, que se pergunta se aquele local é mesmo a Terra. A direção de arte consegue reviver o ambiente de “Alien”, sem reconstruí-lo literalmente, acredito que mais como uma maneira de homenagear o predecessor do que pela “preguiça” da cópia pura e simples. Os figurinos diferem um pouco, principalmente os trajes de sobrevivência, que se apresentam bastante funcionais, apesar de darem a impressão de não serem muito práticos para vestir.

Os efeitos especiais são realmente muitos bons, principalmente a sequência em que o engenheiro supostamente dá origem à espécie humana. E, mesmo que eu não tenha gostado muito da aparência dos engenheiros, a computação gráfica lhes dá vida deixando-os (quase) verossímeis.

E, por fim, aquele que praticamente carrega o filme: Michael Fassbender, personificando o andróide David, como sempre numa atuação acima da média - apesar de seu personagem “perder a noção” em alguns momentos. Fassbender deu ao personagem a ambiguidade e a frieza necessárias, criando um personagem bem mais complexo e com mais empatia com o público que seus colegas “humanos”. A capitã Meredith Vickers (Charlize Theron), representante da Weyland Corp., poderia facilmente ser cortada ou substituída por um avatar digital, tamanha sua falta de importância na trama. O casal de cientistas, Elizabeth Shaw e Charlie Holloway (Noomi Rapace e Logan Marshall-Green, clone do Tom Hardy), estão apenas corretos em suas atuações, medíocres no sentido literal do termo. Tentaram, mas Shaw não chega aos pés de Ripley. E os demais tripulantes, parafraseando Pablo Villaça, poderiam vestir camisetas indicando o papel de cada um deles.



A estória que, no início do filme, dá a entender que vai pender para questões de cunho filosófico, de ideias e ideais, ao invés de um suspense com cenas de ação, não consegue fazer nem uma coisa nem outra. E pior, degringola do meio para o final, numa sucessão de cenas sem sentido, deixando vários dos questionamentos sem resposta - na verdade, alguns nem devem ter resposta já que em vários momentos os roteiristas não pareciam saber o que estavam questionando.

O post já está gigante e achei melhor não incluir a lista de falhas, furos, inconsistências e, por que não dizer, idiotices do roteiro. Para quem tiver interesse, está aqui.

Enfim, aproveitando a “divisão” do ConversaCult, vale o ingresso para o segundo grupo. Para o primeiro, assista por sua conta e risco, sabendo que suas expectativas não conseguirão ser preenchidas.

.

.