Não vi, mas preciso...

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 28 de outubro de 2012 at 19:55

meteorologia: chuvas de verão (na primavera)
pecado da gula: esfihas
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: nerdcast #334
video: fringe

Inspirada pelo episódio 303 do Rapaduracast, NUNCA vi, mas TENHO que ver, em que Jurandir Filho (@jurandirfilho), Thiago Siqueira (@thiagosiqueiraf), Fábio Barreto (@soshollywood) e Raphael Draccon (@raphaeldraccon) assumem publicamente alguns dos filmes que todo mundo viu (ou quase todo mundo) mas eles ainda não, segue a minha lista de "débitos" cinematográficos:

(já assisti a trechos de alguns deles, mas nunca o filme todo)


  • Taxi driver - 1976
    roteiro: Paul Schrader
    direção: Martin Scorsese
  • Raging Bull (Touro indomável) - 1980
    roteiro: Paul Schrader, Mardik Martin
    direção: Martin Scorcese
  • Det sjunde inseglet (O sétimo selo) - 1957
    roteiro e direção: Ingmar Bergman
  • True grit (Bravura indômita) - 1969
    roteiro: Marguerite Roberts
    direção: Henry Hathaway
  • Apocalipse now - 1979
    roteiro: John Milius,
    direção: Francis Ford Coppola
  • The Tree of Life (A árvore da vida) - 2011
    roteiro e direção: Terrence Malick
  • Das Leben der Anderen (A vida dos outros) - 2006
    roteiro e direção: Florian Henckel von Donnersmarck
  • Midnight in Paris (Meia-noite em Paris) - 2011
    roteiro e direção: Woody Allen
  • Oldeuboi (Oldboy)- 2003
    roteiro: Jo-yun Hwang, Chun-hyeong Lim, Chan-wook Park
    direção: Chan-wook Park
  • Les invasions barbares (As invasões barbaras) - 2003
    roteiro e direção: Denys Arcand


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Muito além das resenhas

coded by ctellier | tags: , | Posted On quarta-feira, 24 de outubro de 2012 at 10:28

meteorologia: sol tímido
pecado da gula: pudim de chocolate
teor alcoolico: nada ainda
audio: rapaduracast #303
video: numb3rs

Com meu recém-adquirido hábito de acompanhar canais literários no YouTube (post aqui), pude perceber que há temáticas comuns a quase todos. Boa parte dos vlogueiros, além de resenhar os livros lidos, incluem vídeos de:
  • Inbox ou Caixa de Correio: para mostrar os livros comprados;
  • Livros do mês: livros lidos ou a ser lidos naquele mês;
  • Bookshelf Tour: mostrando o conteúdo de sua estante e/ou prateleira de livros;
  • e Tags (que é o foco deste post): algum vlogueiro cria algo similar a uma pesquisa, incluindo uma série de perguntas ou solicitando uma lista sobre determinado tema. Por exemplo, "As 10 capas de livros preferidas". O vlogueiro "criador" repassa o convite aos demais, solicitando que respondam a Tag.

A que está rolando atualmente entre os canais nacionais é sobre livros para ler antes do fim do mundo. Veio originalmente de um canal gringo, I Eat Words Channel (assista aqui). O primeiro canal nacional a que assisti respondendo a Tag foi aViviu, e ela informa que quem "trouxe" a Tag para os canais brasileiros foi a Giu Fernandes.

A Tag pede 5 livros para ler antes do fim do mundo, nas seguintes condições:
  • deve ser um livro que o leitor possua;
  • não pode ser uma releitura.

Deu vontade de responder a Tag. Contudo, não mantenho um canal literário - e nem pretendo -, então respondo aqui no blog mesmo. E assim como a Vitória, vou trapacear um tiquinho e fazer duas listas: uma com livros que comprei e não li ainda e outra com livros que não tenho e gostaria de ler.

Tenho e não li:
  • Contato, Carl Sagan
  • Sherlock Holmes - Coleção completa, Arthur Conan Doyle
  • Ulisses, James Joyce
  • O lobo da estepe, Herman Hesse
  • Nas montanhas da loucura, H.P.Lovecraft

Não tenho e gostaria de ler:
  • Os diários secretos de Agatha Christie, John Curran
  • Neuromancer, William Gibson
  • O som e a fúria, William Faulkner
  • O jogo da amarelinha, Julio Cortázar
  • Os detetives selvagens, Roberto Bolaño

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Clube do suicídio

coded by ctellier | tags: | Posted On segunda-feira, 22 de outubro de 2012 at 17:46

meteorologia: sol e calor
pecado da gula: pudim de chocolate
teor alcoolico: nada ainda
audio: braincast #37
video: lost

O clube do suicídio
Robert Louis Stevenson

Este livro, que é uma coleção de contos e novelas, não constava da minha lista de desejos. Aliás, admito que não sabia de sua existência. Conheci-o ao ver um post divulgando o Clube de Prosa Cosac Naify, cujo tema seria esta obra. Como para um leitor compulsivo qualquer motivo é um bom motivo para incluir mais um livro na coleção, obviamente minha reação foi ligar para a Cultura e reservar o item. Quanto ao clube, achei que, tendo lido um dos contos - o mais famoso, O estranho caso de Dr.Jekyll e Mr.Hyde - e iniciando a leitura daquele que dá nome do livro seria o bastante para não parecer um peixe fora d’água. E, a fim de mergulhar logo nas estórias, “pulei” a introdução, o que se mostrou ter sido uma decisão acertada pois, conforme comentou a mediadora do clube, a introdução contém alguns spoilers.

A coletânea é composta por:
  • O clube do suicídio
  • O estranho caso de Dr.Jekyll e Mr.Hyde
  • Markheim
  • O demônio da garrafa
  • O ladrão de cadáveres
  • O vestíbulo

O texto que dá título ao livro é, na verdade, uma novela composta por três contos, interligados entre si. O elo entre eles é a dupla de personagens central, o príncipe Florizel e seu "fiel escudeiro" Mr.Geraldine. Na primeira estória, a dupla é apresentada ao clube do suicídio. Trata-se de um clube de cavalheiros cujo interesse comum é, logicamente, o suicídio. Pois, apesar de terem decidido dar cabo da própria vida, não têm coragem suficiente para fazê-lo. Todas as noites, é feito um sorteio - utilizando-se um baralho - a fim de escolher quem será a vítima e o algoz daquela data. O presidente do clube engarrega-se dos detalhes a fim de que o “evento” não pareça um ato criminoso. As outras duas estórias são decorrentes desta.

O estranho caso de Dr.Jekyll e Mr.Hyde dispensa apresentações. Apesar de que, conforme orienta Nabokov no ensaio que está no apêndice, “por favor, trate completamente de esquecer, deslembrar, apagar, desaprender, jogar no lixo qualquer noção que você possa ter de que Jekyll e Hyde seja uma espécie de história ou filme de mistério ou de detetive.” Pensar nisso ao ler é essencial, pois a trama é muito mais do que o imaginário coletivo conhece dela. Já comentei sobre ele neste post.

Em Markheim, um jovem entra numa loja de penhores e, depois da ocorrência de um evento inesperado (aparentemente), a trama deriva para algo semelhante a Crime e castigo.

O demônio da garrafa é uma variante da conhecida estória do gênio da lâmpada, com a diferença que não há limite para o número de pedidos e que o dono da garrafa não pode ser livra dela a não ser que a venda.

O ladrão de cadáveres, talvez a mais sombria e mórbida de todas, conta em flashback a estória de um médico que, em sua época de estudante, junto com um colega, prestava serviços a um doutor, Sr.K, famoso por técnicas de dissecação por ele desenvolvidas.

E O vestíbulo, o conto mais curto - e talvez o mais fraco -, narra o ódio de um nobre por outro e a maneira inventiva que o primeiro encontra para se livrar do segundo.

Conheci a obra de Stevenson lendo A ilha do tesouro, que mais tarde aprendi ter sido escrito para entretenimento do enteado do autor. Parafraseando o locutor que anuncia os filmes da Sessão da Tarde, é sobre “uma turminha do barulho, encarando grandes aventuras”. Clássico da literatura infanto-juvenil, é uma aventura deliciosa com direito a mapa do tesouro, piratas, motim, cozinheiro de uma perna só e que teve inúmeras adaptações em outras mídias - cinema, teatro, HQ. E, ao ler O estranho caso de Dr.Jekyll e Mr.Hyde, surpreendi-me ao descobrir que era do mesmo autor pois, exceto pela qualidade do texto, não há nada em comum nas estórias.

Aproveitando a deixa, acredito que um dos méritos de O clube do suicídio é, além de confirmar Stevenson como um autor essencial, demonstrar sua versatilidade ao transitar com naturalidade entre vários estilos narrativos, indo desde a aventura detetivesca até o terror psicológico, passando pelo suspense e pelo realismo fantástico. E há algo mais em sua prosa que notei enquanto completava a leitura. Por ter participado do clube, pude ouvir o resumo das estórias feitos pelos demais participantes. E constatei, enquanto lia, o imenso poder de sugestão de Stevenson. Apesar de seu texto ser bastante descritivo em muitos trechos - o que dá a impressão de excesso de detalhes -, ao mesmo tempo ele deixa muito a cargo do leitor, às vezes explicitamente, mas na maioria das vezes nem tanto. Muitos dos detalhes narrados pelos leitores no clube não estavam escritos, eram apenas sutilmente sugeridos.

Outro detalhe comum a todos os textos é a condução do leitor. O texto de Stevenson flui de tal maneira que é difícil interromper a leitura. Não me refiro a cliffhangers presentes ao final de uma cena ou capítulo, recurso extensamente utilizado na maioria dos livros policiais. Stevenson conduz a trama de modo a envolver o leitor, despertando seu interesse no destino dos personagens e no desenlace das situações. Por várias vezes, iniciava a leitura disposta a ler 4 ou 5 páginas e quando me dava conta já estava chegando ao final da estória.

Estes são, no meu entender, os pontos fortes das narrativas. E não é por ser um clássico que eu deva ter obrigação de achar tudo “lindo e maravilhoso”. Na minha modesta opinião, há um ponto fraco em três contos: o final. Por razões diversas, os desfechos das estórias não me agradaram. Em Markheim, esperava uma solução menos trivial, mais dramática; algo que seguisse o clima fantástico do conto. Em O demônio na garrafa, o final poderia ser menos simplista, menos previsível; enfim, menos preguiçoso. E em O vestíbulo, tem-se a nítida impressão de que não há um final. O conto termina tão abruptamente que é inevitável o leitor se perguntar: “Ué! já acabou?!”. Talvez alguns leitores também não gostem muito do final “em aberto” de O ladrão de cadáveres pois, apesar de ter uma conclusão bem surpreendente, muitas questões são deixadas sem explicação. Eu gostei, achei que deixar as suposições e hipóteses para o leitor tinha tudo a ver com o desenrolar da trama.

Essa edição da Cosac Naify é bastante caprichada, incluindo, além dos textos de Stevenson, dois ensaios comentando sobre sua obra - um de Henry James e outro de Vladimir Nabokov - , que também valem ser lidos.
Enfim, leitura mais que recomendada.

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Review » New Balance Minimus Trail

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 20 de outubro de 2012 at 22:49

meteorologia: meio nublado, nem frio nem calor
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #333
video: bones

"Like barefoot, only better"

Quem acompanha, mesmo que apenas eventualmente, meus relatos de treino de corrida sabe - e para quem não acompanha eu conto agora - que há algum tempo eu aderi à utilização de tênis minimalistas. Não de forma radical, substituindo totalmente o uso dos tênis convencionais, mas como forma de variar os treinos. Até o início do mês, a proporção entre meus tênis estava assim:
  • 3 pares convencionais: 2 Brooks e 1 Mizuno
  • 1 par minimalista: Saucony (review aqui)
Depois da maratona de Floripa, em que utilizei meu Mizuno Prorunner, tive de aposentá-lo pelo tempo de uso e achei que seria um bom momento para igualar a proporção convencionais x minimalistas.

Minha ideia inicial foi adquirir outro Saucony Hattori. E com essa intenção fui a uma loja especializada. Como a lei de Murphy é onipresente, a máxima "tem, mas acabou" foi o que ouvi de quem me atendeu. Tinha meu número, mas não da cor que eu queria. E, depois de uns vinte minutos testando outros modelos, saí da loja com um Minimus Trail. Não tenho o hábito de experimentar outras marcas ou modelos, mas o fato deste tênis ter sido desenvolvido com a consultoria do ultramaratonista Anton Kupricka, mestre yoda da corrida minimalista, era aval suficiente para mim.



Primeiras impressões (ainda na loja)
Depois do mico clássico que todo corredor passa na loja, dando aquela corridinha básica, pude perceber o quanto ele é leve e confortável. Tão leve quanto o Hattori, pesa menos de 200g. Apesar do fechamento com cadarço, veste bem o pé. A forma é larga, não aperta os dedos. É muito, muito flexível mesmo. Tão confortável que a sensação é de estar de chinelos e não de tênis.

Teste na rua
E já que hoje era dia de treino - um longão, não tão longo assim, 14 km - nada mais natural que estrear o "brinquedo" novo. Metade da distância em grama/terra, metade em calçadas. Desempenho bastante satisfatório em ambos. Ótima "aderência" em terrenos desnivelados e baixa sensação de impacto no cimento. A sola em Vibram garante a percepção da superfície do terreno ao mesmo tempo que protege de objetos pontiagudos, pedras, lascas de madeira, etc. Assim como o Hattori, não possui qualquer sistema de amortecimento mas o solado amortece o suficiente para manter a passada bem confortável. O tecido telado mantém os pés aerados, auxiliando na evaporação do suor. O tênis não "pegou" em nenhum ponto do pé, nem criou nenhuma nova bolha. Manteve-se ajustado no pé, que não ficou "sambando" dentro do calçado em qualquer momento. E, apesar de eu ter enfrentado várias ladeiras durante o treino, nem os pés nem as panturrilhas sofreram os efeitos mais que o habitual.

Gostaria de estreá-lo numa prova amanhã, na SP Run. Mas todo corredor sabe que o ideal é alternar os tênis utilizados, então, domingo será dia de calçar o Hattori. Afinal, 8 km pedem tênis bem leves, para tentar bater o RP*.

Concluindo, para quem procura um tênis minimalista, o New Balance Minimus Trail é mais uma boa opção.



(*) Recorde Pessoal

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Drops » The walking dead

coded by ctellier | tags: , , | Posted On quarta-feira, 17 de outubro de 2012 at 15:35

meteorologia: vento e calor
pecado da gula: creme de baunilha
teor alcoolico: nada ainda
audio: spinoff podcast s06e03
video: damages

Depois de muita espera, sete meses, The walking dead volta em grande estilo, com um episódio quase tão bom quanto os da primeira temporada. Acredito que, assim como eu, os espectadores que viram fãs antes mesmo do final da primeira temporada - com apenas seis episódios - estavam na expectativa de que a terceira temporada fizesse a série "voltar ao normal". Pois, sejamos sinceros, o marasmo a que se resumiu praticamente toda a segunda temporada não fez jus ao início bombástico.

Admito, parei de acompanhar semanalmente a série depois do quarto episódio. Muita enrolação e mais do mesmo. Não acho ruim que a trama foque eventualmente do "fator humano", no estudo dos personagens. Mas fazer isso em 80% do episódio de uma série que se firmou como sendo de ação, certamente foi um tiro no pé - com o perdão do trocadilho infame.

Resolvi assistir à toda segunda temporada, antes da estreia da terceira. E minha percepção se confirmou - infelimente. Vários episódios pareciam ter sido feitos apenas para encher linguiça. O fato de o grupo ter se estabelecido na fazenda - mesmo que a contragosto do proprietário - parecia "obrigar" os roteiristas a tornar a série mais intimista, focando mais nos conflitos entre eles do que no combate aos zumbis. E isso tornou a série bastante monótona. Tive a impressão de estar assistindo a uma novela, em que o espectador ve um capítulo a cada duas semanas e em cinco minutos já se inteirou de tudo que aconteceu nos capítulos não assistidos. Lógico que é válido que se destaquem alguns questionamentos sobre a natureza humana e o comportamento em situações extremas. Em certo ponto, o espectador assiste e se pergunta: "Afinal, o perigo vem dos vivos ou dos mortos?".

O início do episódio é bem tenso, longos minutos de silêncio, quebrados por uma seguência de ação, em que o espectador tenta se situar - tanto no tempo quanto no espaço. Essa sequência inicial serve para mostrar a condição nômade do grupo, aparentemente sete meses depois de terem abandonado a fazenda. E é a deixa perfeita para introduzir o cenário mais esperado pelos fãs da HQ: a prisão. Apesar de o episódio não ter exatamente uma estória, pois narra basicamente a invasão da prisão pelo grupo, houve suspense, tensão, zumbis, tiros e sangue na medida pra dar vontade de assistir ao próximo episódio.




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