Mary and Max

coded by ctellier | tags: | Posted On quarta-feira, 13 de novembro de 2013 at 11:57

meteorologia: finalmente, o verão
pecado da gula: banana com nata
teor alcoolico: nada ainda
audio: beatles
video: black mirror

Mary and Max (2009) - Mary e Max - Uma amizade diferente
roteiro e direção: Adam Elliot
★ ★ ★ ★ ★

Correndo o risco de entregar a idade, admito fazer parte da geração privilegiada que curtiu infância e adolescência nos anos 80. Nessa época pré-internet, sem email, twitter ou facebook, a troca de cartas foi durante um bom tempo a única maneira (não muito cara) de se comunicar com pessoas de outros países. E é a partir dessa premissa que se inicia a estória de Mary and Max.

Mary Daisy Dinkle é uma menina de 8 anos que mora na Austrália, em Monte Waverley, nos arredores de Melbourne. Solitária, meio gordinha, com uma pequena mancha marrom no rosto, sofre bullying na escola. Instigada por uma dúvida pungente, inicia uma troca de cartas com Max Jerry Horowitz, um judeu de 44 anos, morador de Nova York. Obeso e portador de Síndrome de Asperger - uma variante do autismo, também conhecida como autismo de alta funcionalidade - é, ao mesmo tempo, semelhante e oposto a Mary. Ambos sentem-se deslocados no ambiente em que vivem, que lhes parece estranho e, por vezes, inescrutável. Contudo enquanto Mary é curiosa e quer entender o mundo, Max contenta-se em manter-se recluso com medo de explorá-lo.

Fiquei bastante interessada em assistir tanto pela temática - eu mesma tive alguns penpals, amigos por correspondência, durante anos - quanto por se tratar de uma animação em stop motion - o que eu adoro. É o primeiro longa do diretor/roteirista, que já havia mostrado a que veio ao ganhar o Oscar de Melhor Curta de Animação, em 2004, com Harvie Krumpet - entre outras 20 premiações. Conforme informação do próprio Elliot, Mary and Max foi baseado em fatos reais, usando sua própria experiência e a de um penpal com que se correspondeu durante anos.

Os bonecos parecem ter sido propositalmente “mal modelados”, com formas bem simples, quase caricatas. Como uma indireta para o espectador: “a aparência não importa, o que importa é a essência”. Em contrapartida, os cenários se destacam tanto pela riqueza de detalhes quanto pelas cores utilizadas nos ambientes de cada personagem. Enquanto vemos Mary em cenários em tons de sépia, variando do bege ao marrom, o mundo de Max é dessaturado, totalmente em preto, cinza e branco. E, em ambos, objetos “especiais” aparecem em vermelho.

Diferente de várias animações, não se reconhecem trejeitos dos dubladores nos bonecos de massinha. Mary é dublada, quando criança, por Bethany Whitmore, e, quando adulta, por Toni Collete. Enquanto Max ganha a voz, praticamente irreconhecível, de Philip Seymour-Hoffman. E não são apenas os personagens principais que dão vida à narrativa. Os personagens secundários - a mãe de Mary e o vizinho da casa em frente, a vizinha de Max e seu médico - são muito bem cuidados e contribuem com o desenvolvimento da trama, sem nenhuma ponta solta ou situação desnecessária.

Apesar das diferenças, são as semelhanças que aproximam Mary e Max. O gosto por chocolate - a comida predileta de Max é uma receita de cachorro-quente de chocolate inventada por ele -, um programa de tv a que ambos assistem - Os Noblets, e principalmente a dificuldade de ambos em compreender como o mundo funciona e por que as pessoas tomam certas atitudes. Um bom exemplo das dúvidas que assolam as mentes dos personagens é a pergunta que levou Mary a escrever para Max: de onde vêm os bebês? São questões básicas, que qualquer criança na idade dela - ou na condição de Max - já deve ter tido curiosidade em saber. Mas o interessante não são apenas as perguntas. As teorias, ou conhecimentos prévios de cada um deles, refletem (enquanto criticam) o pensamento distorcido e as crenças de suas famílias.

No caso dos bebês, enquanto Mary diz que, na Austrália, são achados em copos de cerveja, Max afirma que, nos EUA, eles vêm de ovos chocados por rabinos ou freiras - dependendo da religião - e, na ausência destes, por prostitutas sujas e solitárias.
A partir daí já se apreende o tom do filme. Um humor ácido e, por vezes, politicamente incorreto que permeia os assuntos conversados nas cartas ou abordados no cotidiano de cada um. Indo dos mais casuais aos mais “cabeludos”, passando por bullying, distúrbios mentais, programas de tv, alcoolismo, cleptomania, religião, agorafobia, comida, diversidade sexual, preconceito, depressão, entre outros. Mas apesar dos temas pesados e difíceis, o que sobressai é a amizade entre eles que sobrevive durante tantos anos.

É um filme “de massinha” e cheio de humor? Sem dúvida. Porém, com certeza absoluta não é um filme para crianças. Não por serem temas sobre os quais elas não devem ouvir a respeito, mas essencialmente por ser necessária uma bagagem referencial grande para desfrutar do humor e das citações.





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Review » Skechers Go Bionic

coded by ctellier | tags: , | Posted On terça-feira, 24 de setembro de 2013 at 20:07

meteorologia: chega de chuva!!
pecado da gula: batata sauté
teor alcoolico: nada ainda
audio: carmina burana
video: american horror story

Todo corredor, ao perceber que a vida útil de um dos seus (vários) pares de tênis estão perto do fim, começa a pensar no próximo a ser usado. Foi-se o tempo em que eu era fiel a apenas uma marca/modelo, adepta da máxima “Em time que está vencendo, não se mexe.”. Nos últimos anos, principalmente depois de aderir à corrida minimalista, sempre estou experimentando novos modelos desse estilo, já que percebi que o importante mesmo é a mecânica da passada, mais que o próprio calçado.

Sendo assim, quando chegou o momento de aposentar meu Brooks Ghost, depois de alguma pesquisa, optei pelo Skechers Go Bionic. Foi o escolhido, entre outros motivos, pois já o tinha visto “pessoalmente” - no workshop de corrida natural ministrado pelo Sérgio Rocha - e constatado o quanto era leve e flexível. Além disso, munida de um cupom de desconto de uma loja online, o preço estava dentro do que acho o máximo aceitável - ainda que não exatamente adequado - pagar num tênis: R$ 299,00 (já com o desconto de R$ 50,00).



Um parênteses aqui: além da vantagem evidente na corrida em si, passar a praticar corrida natural/minimalista traz também uma vantagem econômica, já que o preço dos tênis cai praticamente pela metade - para quem costuma comprar os “da moda”, que custam entre R$ 600,00 e R$ 700,00. Nem levo em conta o Wave Prophecy que é, no meu entender, um ponto fora da curva que deveria ser boicotado pelos consumidores devido ao preço abusivo. Convenhamos, pagar 900 reais num tênis é quase como queimar dinheiro :-P

Bom, já comentei sobre um dos aspectos do tênis: o preço. Não é dos mais baratos, mas cabe no orçamento, considerando que provavelmente irei substituí-lo apenas daqui a um ano. Vamos aos demais.

Confesso que ao receber a embalagem das mãos do carteiro, duvidei que fosse mesmo o tênis. Leve demais. Mesmo. Muito mais leve que as embalagens com livros que costumam ser entregues aqui em casa. Abri logo a caixa e o tênis estava lá. Ufa! Não cheguei ao cúmulo de colocá-los na balança, mas conforme o Corrida Natural, o tamanho 42 pesa 169g. Ou seja, o meu - tamanho 38 - deve pesar um pouco menos. Para facilitar a “visualização”, imagine 8 fatias de mussarela de espessura média. Imaginou? É o que pesa o tênis.

Por causa da forma larga e do peso reduzido, a sensação ao calçá-lo é a mesma de vestir uma meia grossa. E mesmo andando, essa sensação persiste. Vantagem sobre o Five Fingers que, por mais confortável que seja, gera um certo estranhamento por conta dos dedos separados. O pé fica esparramado, sem “pegar” em nenhuma costura. Ao menos com meias. Sem elas, eu não testei ainda.

A espessura da sola é de 11mm, ou seja, amortecimento quase nulo - apesar de não parecer. Mas para quem está acostumado a correr descalço, de huaraches ou de Five Fingers não há qualquer desconforto. Para quem optar pelo Go Bionic como seu primeiro tênis minimalista, vale lembrar da fase de adaptação que não deve ser desconsiderada na transição de tênis mais estruturados para modelos como este.

Somando-se essas características, mais o drop zero, pode-se afirmar que é um modelo minimalista. É uma ótima opção para quem quer ter a mesma sensação experimentada ao usar um Five Fingers mas sem pagar o mico de parecer estar usando “pés de hobbit” (apelido carinhoso que meu namorado deu ao meu KSO).

Testei-o tanto na esteira quanto na rua (treino e prova), tanto em tiros quanto em longos e não tenho qualquer reclamação. Li alguns reviews reclamando das palmilhas que se deslocam. Comigo não aconteceu. Troquei o cadarço original apenas por comodidade - não gosto de ficar amarrando/desamarrando os tênis - mas o original não apresentou qualquer inconveniente. Enfim, fiquei super satisfeita com a aquisição.

O vídeo abaixo foi o melhor que encontrei para demonstrar o quanto o modelo é flexível, justificando a sensação de extremo conforto ao correr com ele:



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The conjuring

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 21 de setembro de 2013 at 19:00

meteorologia: sol, calor e muito, muito vento
pecado da gula: bolo de coco
teor alcoolico: nada ainda
audio: matchbox 20
video: american horror story

The conjuring (2013) - Invocação do mal
roteiro: Chad Hayes, Carey Hayes
direção: James Wan
★ ★ ★ ★ ★

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 13/09/2013)

Antes de existir Amityville, existiu Harrisville. Baseado em uma história real, Invocação do Mal conta o terrível episódio de como os investigadores paranormais mundialmente renomados Ed e Lorraine Warren foram chamados para ajudar uma família aterrorizada por uma presença obscura em uma fazenda isolada. Forçados a confrontar uma poderosa entidade demoníaca, os Warrens viram-se presos no caso mais terrível de suas vidas.
(fonte: http://wwws.br.warnerbros.com/theconjuring)

Muitos roteiros valem-se do recurso de afirmar que a trama é “baseada em fatos reais” para dar mais peso à história. Neste caso, não é apenas um recurso narrativo. Essa tática já é tão manjada e utilizada tão sem critério que confesso ter duvidado dessa premissa e “googlei” o nome dos personagens depois de assistir ao filme. Ed e Lorraine Warren realmente existiram, foram demonologistas amplamente conhecidos e reconhecidos, e o roteiro baseia-se nos arquivos dos casos investigados pelo casal.

O roteiro não prima pela originalidade, afinal não há muita margem para a criatividade ao escrever sobre uma casa mal-assombrada. Não há como escapar de sussurros e ruídos estranhos, portas e janelas se abrindo, ou se fechando, aparentemente sozinhas, pancadas no chão e paredes, quadros e objetos decorativos sendo jogados ao chão. Mas mesmo assim é bastante eficiente ao focar-se mais na tensão causada pela existência da “assombração” do que nos sustos em si.

O prólogo - quase uma pegadinha para quem não faz ideia do que se trata o filme - funciona muito bem ao apresentar o casal de investigadores e seu modus operandi. Há, embutida nele, a dica de que o filme não se resumirá a sustos e gritos histéricos, como boa parte dos filmes de terror infelizmente costuma ser.

A estória se passa no início dos anos 70 e vale a pena reparar na reconstituição de época que não deixa a desejar. Desde os carros, até as roupas - as estampas de vestidos e camisolas, os cortes dos ternos e camisas - passando pelos penteados - o que são aquelas costeletas? rs - e elementos do cenário - mobília e eletrodomésticos. Sem contar a trilha sonora, quase toda diegética, com ótimos hits da época.

O elenco está muito bem, com destaque para Vera Farmiga (Lorraine Warren), lógico. Um rápido flashback sobre um caso investigado que “desandou” talvez explique sua constante melancolia, mas mesmo asssim. Sua cara de tristeza durante todo o filme às vezes parecer meio forçada. Patrick Wilson (Ed Warren) não desaponta. Lily Taylor (Carolyn Perron), quase no mesmo clima de Hemlock grove, consegue nos fazer esquecer do péssimo The haunting A casa mal assombrada. Ron Livingston, o eterno Tenente Lewis Nixon em Band of Brothers, consegue ser bem convincente como o único homem numa família de seis mulheres.

Não sei se é realmente o melhor filme de terror dos últimos tempos. Mas certamente James Wan - responsável por Saw (o primeiro, de 2004), pelo razoável Death Sentence (2007) e pelo recente Insidious (2011) - conseguiu fazer um filme de terror acima da média, competente e com várias referências para os fãs do gênero.



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Premium Rush

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 14 de setembro de 2013 at 15:25

meteorologia: verão, cadê você?
pecado da gula: cocada
teor alcoolico: nada ainda
audio: beethoven
video: breaking bad

Premium Rush (2012) - Perigo por Encomenda
roteiro: David Koepp, John Kamps
direção: David Koepp
★ ★ ★ ★ ★

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 03/09/2013)

Todo motorista que circula pelas ruas de São Paulo já está habituado aos motoboys. E quando digo habituado, refiro-me à presença deles e não às suas estrepolias no trânsito, geralmente súbitas e inseguras. Imagine se essa horda de “cachorros loucos” fosse formada por couriers pilotando bicicletas ao invés de motos. Conseguiu imaginar? Se sim, você acaba de visualizar Nova Iorque. Agora imagine que alguns desses “ciclistas” estejam correndo contra o tempo, não para fazer a entrega no menor tempo possível, mas para resolver um problema causado pelo conteúdo de uma das entregas. Imaginou? Então você acaba de vislumbrar o roteiro de “Perigo por Encomenda”.

Wilee (Joseph Gordon-Levitt) é um quase advogado (falta fazer o exame final, similar à da OAB) que trabalha como entregador-ciclista, ou bike messenger, suprindo sua demanda por adrenalina pedalando ferozmente pelas ruas de Nova Iorque. Na gíria dos ciclistas, ele é um fixeiro, ou seja, usa uma bicicleta sem marchas, sem roda livre (os pedais se movem o tempo todo junto com as rodas) e sem freios - já que os próprios pedais podem ser utilizados para frenagem. Ele é o que se poderia chamar de adepto do ciclismo “de raiz”.

Bobby Monday (Michael Shannon, o General Zod de “Homem de aço”) é um policial viciado em jogo que quer o conteúdo de um envelope que deve ser entregue por Wilee. Vanessa (Dania Ramirez) é a ex-namorada, também entregadora, que desaprova o modus operandi de Wilee. Manny (Wolé Parks) é outro bike messenger da mesma empresa, que cobiça Vanessa e inveja Wilee.

Gordon-Levitt literalmente deu o sangue pelo papel, sua atuação é intensa o bastante para convencer o espectador de que ele realmente consegue pedalar daquela maneira. Contudo, o filme basicamente se resume a perseguições frenéticas pelas ruas de Nova Iorque enquanto Bobby tenta impedir que o tal envelope chegue a seu destino, com direito a um alívio cômico proporcionado por um policial nova-iorquino, também ciclista. Alguns flashbacks intercalados explicam como cada personagem chegou à situação atual. Inserções no estilo Google Maps and Navigation ilustram as rotas a serem seguidas pelos messengers. E o próprio Wilee tem ‘previews’ dos caminhos possíveis a seguir quando um obstáculo se apresenta.

E é apenas isso. Um filme de perseguição, rápido, não cansativo, interessante de assistir num sábado de ócio no sofá com pipoca. Diverte sem ser tolo, apesar de algumas situações improváveis. Mas também não leva a qualquer reflexão pós-filme. Puro entretenimento.



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2 Guns

coded by ctellier | tags: | Posted On terça-feira, 10 de setembro de 2013 at 15:10

meteorologia: sol e céu azul
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: tiesto
video: the bone collector

2 Guns (2013) - Dose dupla
roteiro: Blake Masters
direção: Baltasar Kormákur
★ ★ ★ ★ ★

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 27/08/2013)

O filme é uma adaptação da série de quadrinhos homônima publicada em 2007 pelo Boom! Studios. Escrita por Steve Grant e ilustrada pelo brasileiro Mateus Santolouco, a HQ conta a história de um agente do departamento de narcóticos (DEA), Robert 'Bobby' Trench (vivido no filme por Denzel Washington), e de um oficial da inteligência naval, Michael 'Stig' Stigman (no filme, Mark Wahlberg), que investigam um ao outro sem saber de suas reais identidades. No filme, trabalham juntos tentando se infiltrar um cartel, mas algo dá errado e ambos acabam perseguidos por seus próprios empregadores.

É um típico buddy movie, mas com algumas particularidades que incrementam a narrativa. A fórmula “dupla combatendo o crime”, apesar de bastante batida, funciona bem aqui. Isso se deve principalmente ao detalhe de que cada um deles não sabe da verdadeira identidade do outro, ao menos no início da trama. Trabalhando para agências diferentes, acham que o parceiro é um traficante de verdade, o que resulta em situações bem divertidas. Depois de descobrirem que ambos estão do mesmo lado da lei, a “graça” persiste ao se tornarem uma versão século XXI de Murtaugh e Riggs, discutindo o tempo todo feito um casal ranzinza.

É uma pena que a estrutura “dupla age baseada em fatos que se revelam falsos / dupla se ferra / dupla se safa” repita-se tantas vezes durante todo o filme, a ponto de se tornar cansativa. Na segunda metade do filme, o espectador já assiste às cenas aguardando o momento em que o roteirista “puxa o tapete” dos protagonistas para ver como eles conseguirão escapar.

Não fosse o carisma da dupla central e a ótima dinâmica entre os personagens, o filme seria um daqueles em que o espectador começa a checar o relógio passados apenas 40 minutos de projeção. O pavio curto de Stig, assim como a aparente carência de uma inteligência mais aguda, fazem o contraponto ideial para a malemolência de Bobby e seu distanciamento de relações sociais.

Usando uma paleta de cores “estouradas”, a fotografia deixa o espectador o tempo todo com a mesma sensação de desconforto causada pelo calor e pela aridez do deserto mexicano. Trilha sonora bacana - composta pelo responsável pela trilha do ótimo “Distrito 9”, Clinton Shorter - complementa bem tanto as cenas de ação quanto as (poucas) cenas mais calmas. Não é daquelas que se sai cantarolando do cinema, mas é boa o suficiente para não ser notada quando não é necessário.

Filme de ação quase ininterrupta, diverte sem ofender (muito) a inteligência do espectador. Basta relevar alguns exageros e non-senses da trama - comuns a esse estilo de filme - e a diversão está garantida, com direito a muita pipoca.

“Never rob a bank that’s across the street from a diner with the best doughnuts in three counties"



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