Capote

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 12 de novembro de 2006 at 22:54

meteorologia: chuvas esparsas no decorrer do período
pecado da gula: 2 "quadradinhos" de hershey's cookies'n'caramel ... hummmmmmmm
teor alcoolico: 1 original, 1 skol lemon, 1 dose de black label
audio: Three Days Grace
video: The Fog (boa sessão da tarde)

Há muuuuito tempo não posto algum comentário. Shame on me!
E este vai ser bem curto. Curto e grosso.
Assisti "Capote" (vide post do dia 12/08/06), e realmente a performance de Philip Seymour Hoffman foi simplesmente magnífica. Conseguiu me surpreender o modo como personificou e /ou incorporou os maneirismos de Trumann Capote. Não há outro adjetivo a ser utilizado que nao seja "PERFEITO". Realmente merecido o Oscar de melhor ator.
O filme, apesar de atenuar um pouco a decadência de Capote enquanto escrevia "A sangue frio", é um bom retrato do nascimento de um livro. Não apenas mais um livro, mas um exemplar da mais pura literatura de não-ficção (nome dado pelo próprio Capote).
O livro, uma obra de arte.
O filme, bom, torna-se muito bom pela atuação esplêndida de Hoffman.
Ambos valem a pena.

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A sangue frio

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 12 de agosto de 2006 at 18:12

meteorologia: céu azul de brigadeiro
pecado da gula: pastel de feira (um só)
teor alcoolico: bohemia (2 até agora)
audio: kiss (mtv unplugged)

A sangue frio (Truman Capote) & Capote (direção Bennett Miller)
O filme eu ainda não assisti, pretendo alugar no próximo final de semana.
O livro eu já li e adorei. Apesar do assunto abordado, eu adorei. Apesar da crueza do texto, e talvez justamente por isso, eu adorei.
O brutal assassinato de toda uma família em uma cidade interiorana do Kansas desperta a curiosidade do repórter Capote que, ao relatar a estória dos 4 membros da família Clutter e dos 2 assassinos (Smith e Hickcock), diz ter inventado um novo gênero literário: o romance não-ficção.
Megalomania e egocentrismo à parte, o livro é realmente genial ao transpor de maneira magnífica a fronteira entre o real e o ficcional.
A frieza do relato dos assassinatos, a riqueza de detalhes que nos faz reconstruir mentalmente toda a cena, deixa um gosto amargo, uma sensação de estranhamento, um mal-estar que se estende por todo o livro, e que não termina ao virarmos a última página.
É excepcional a capacidade de análise de Capote ao descrever cada um dos "personagens" dessa estória sem final feliz.
Normalmente, um livro de "não-ficção" é lido aos poucos, sem pressa. Pelo menos comigo funciona assim. Esse foi diferente, totalmente diferente. Não conseguia parar de ler, a prosa é tão envolvente que eu lia e ia pensando "só mais uma página", e depois "só mais uma", e "mais uma", e "mais outra". E apesar de eu estar adorando a leitura, ficava um remorso pairando, por eu estar me deleitando com o relato verídico de um acontecimento capaz de deixar aquela cidadezinha inteira com medo.

O filme trata do período que Capote passou (6 anos) fazendo toda a pesquisa, entrevistas, etc., para escrever essa que seria a sua obra-prima (ainda que Bonequinha de Luxo seja também extraordinária). Mostra seu contato com os moradores de Holcomb, os policiais, detetives envolvidos e finalmente com os assassinos. Seu envolvimento com eles, especialmente com Perry Smith, o leva a fazer constantes visitas à penitenciária para entrevistá-los.
O pouco que vi do filme, em trailers e alguns spots, e da atuação de Philip Seymour Hoffman justificam o Oscar recebido por ele como melhor ator.

Mais comentários sobre o filme, leia aqui.

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"Dizem que todos os dias... "

coded by ctellier | | Posted On quinta-feira, 3 de agosto de 2006 at 12:42

meteorologia: brrrrrrrrrr... muito frio
pecado da gula: lasanha à bolonhesa
teor alcóolico: chopp escuro (2)
áudio: Afro Celt Sound System
vídeo: Daniel Boone (o seriado)

Recebi o texto abaixo de um colega (o Robson, do blog cidadãoEu listado ae ao lado). Não sabemos de quem é o texto, mas vale a leitura com certeza.

"Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos, que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão.
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja para não lembro bem o que faz, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulover.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo. Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes enquanto faz sexo.
Sobrou uma mão livre? Chame os amigos e seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana
na boca da parceira ou parceiro.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo a escova de dentes."

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Até mais e obrigado pelos peixes!

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 25 de junho de 2006 at 22:37

meteorologia: começou a chover... assim, sem mais nem menos
pecado da gula: pizza! pizza! pizza!
teor alcóolico: 1 dose de red label, 1 original, 2 smirnoff ice black, 1 bohemia...não necessariamente nessa ordem
audio: Cocteau Twins
video: Gladiator

Que decepção!
Estava curtindo tanto a leitura, me deleitando com as tiradas inteligentes de Adams, e chego ao último volume da coleção aguardando um "grand finale". Mas que nada!
Foi inesperado, não por conter uma reviravolta dessas que mudam todo o entendimento do estória, mas sim por estar aquém da expectativa criada pelos outros livros. Totalmente sem sal e pior, sem conclusão alguma. Talvez fosse essa a intenção do autor, mas eu esperava mais da inteligência sagaz de Douglas Adams.
Uma pena...

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Hostel

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 29 de abril de 2006 at 04:50

audio: Temple of the Dog
meteorologia: será que esfria no feriado?
teor alcoólico: 1 original, várias smirnoff ice
pecado da gula: um monte de esfihas de queijo

Hostel, dirigido por Eli Roth

Decepcionante. Não tenho outra palavra pra descrever minha sensação quando o filme terminou. Fui ao cinema para assistir um filme com a "apresentação" de Tarantino, o que no meu entender seria uma boa referência. Mas inexplicavalmente, Tarantino associou seu nome a algo que não chega aos pés da sua direção mais medíocre (na minha opinião, Jackie Brown).

Apesar da premissa interessante e bastante controversa, da boa fotografia e movimentação de câmera, o filme não se sustenta durante os 90min. da exibição. Parece que não tem roteiro, a atuação dos atores é sofrível, o "medo, choque e terror" prometidos pelo trailer não passam de uma sucessão de cenas nojentas. Deveria ter sido vendido como um filme gore, a exemplo dos excelentes filmes de Dario Argento (apesar de não ser tão bom quanto eles), e não como uma "cria" de Tarantino, o que me levou e provavalmente levou outros cinéfilos a pensar que a produção era algo próximo a Reservoir Dogs, com textos de dar inveja a qualquer bom escritor.

O filme se arrasta na primeira metade, em que mais parece uma dessas comédias pueris, no pior estilo American Pie, com personagens rasos, repleta de diálogos mal escritos e chauvinistas ao extremo.
Segue-se a suposta "ação", durante a qual sofrem os de estômago mais fraco. Culminando com um final previsível, em que o sobrevivente (porque sempre deve restar ao menos um) vinga-se de um dos torturadores, tendo a lei de Talião como justificativa: "Olho por olho, dente por dente" (no caso, dedo por dedo). E não satisfeito, vinga-se de quem o fez chegar àquele circo de horrores.
Some-se a isso, uma visão extremamente deturpada dos países do leste europeu, e o resultado seria um filme perfeitamente dispensável não fosse pela discussão que levanta acerca da violência, do sadismo, da falsa moralidade da sociedade e do que se esconde por trás da banalidade do dia-a-dia. Não digo que não vale o valor do ingresso - o efeito pós-filme teria sido o mesmo se o público acessasse o site que (supostamente) deu a idéia a Eli Roth, sobre bizarrices tais como gente que paga para torturar outras pessoas - pois a reflexão que se segue compensa os maus bocados passados no cinema (seja pelas cenas asquerosas, seja pelo roteiro ruim).

Enfim, apenas esperava que uma idéia tão instigante tivesse vindo acompanhada de um bom roteiro e de uma boa direção de atores, o que infelizmente não aconteceu.

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