Livraria Cultura - Conjunto Nacional

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 3 de junho de 2007 at 11:48

meteorologia: brrrr... maldito inverno
pecado da gula: churrasco
teor alcoolico: caipirinha e cerveja suficiente pra acompanhar o churras
audio: Genesis
video: Lost (3a.temporada)

É o paraíso...

Bibliófilos de Sampa agradeçam à administração da Livraria Cultura, que teve a idéia genial de instalar a unidade do Conjunto Nacional onde antigamente ficava o Cine Astor. Não apenas pelo fato de ter "juntado" todas as várias lojas da livraria num espaço único, como também por ter aproveitado de modo criativo o formato do antigo cinema. Ficou ótimo.
Ainda não tive tempo de explorá-la totalmente (meu horário de almoço não foi suficiente), mas ainda voltarei lá algumas vezes esta semana para conhecer todos os cantinhos dessa maravilha. Fnac Paulista me desculpe, mas não tem comparação.

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coded by ctellier | | Posted On quarta-feira, 28 de março de 2007 at 23:38

not in the mood to post
maybe later...

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A rainha

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 11 de março de 2007 at 22:08

meteorologia: calor, ainda muito calor
pecado da gula: batatas chips
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: Jota Quest
video: Lost (episodio 9)

A rainha (The queen), direção Stephen Frears
Perfeita a atuação de Helen Mirren. Apesar de a minha favorita ao Oscar de melhor atriz deste ano ter sido Meryl Streep, devo reconhecer que a premição foi merecida. Apesar da pouco (quase nenhuma) semelhança física com a rainha Elizabeth II, a representação, ou melhor, a personificação é extremamente verossímil. Consegue transitar livremente e com desenvoltura entre a persona rígida e controlada da tradição monárquica e uma mulher que lentamente deixa transparecer traços de humanidade por trás da postura de rainha.
Sem santificar a imagem da princesa Diana, como fez a grande maioria da mídia, o filme adota uma perpectiva mais cética e não menos realista sobre os acontecimentos. O roteirista, coincidentemente o mesmo do filme em que atuou o vencedor do Oscar de melhor ator (Forrest Whitacker, em O último rei da Escócia), conseguiu criar diálogos e situações que, com algumas variações, devem ter mesmo ocorrido.
Vale assistir.

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O fio da navalha

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 24 de fevereiro de 2007 at 19:31

meteorologia: alto verão
pecado da gula: macarrão com creme de leite
teor alcoolico: 1 original, 1 smirnoff ice black
audio: Brother Where Art Thou (soundtrack)
video: Lost (episodio 9)

O fio da navalha, William Somerset Maugham
Comecei a ler sem muito entusiasmo... a sinopse na contracapa do livro não parecia muito promissora:
"O enredo mostra uma decadente aristocracia européia abatida pelo trauma da Primeira Guerra. No outro lado, a burguesia norte-americana emergente busca refinamento e luxo. O crack da Bolsa de Nova York, em 1929, faz desmoronar universos de ostentação e embaralha as histórias.
Com esse pano de fundo, um nobre carola socorre uma tradicional família quebrada. Uma rica socialite sofre um choque e vira prostituta. O escritor-narrador une todos os fios da meada com as peripécias do jovem promissor que resolve abandonar o futuro sólido para buscar um sentido para a vida."

Mas ocorreu ser esse mais um daqueles livros difíceis de largar enquanto a última página não chega. A prosa é fluida, não diria fácil, mas flui de maneira tão espontânea que "agarra" o leitor com uma facilidade incrível.
De acordo como texto da primeira orelha do livro, o título foi retirado de um dos upanixades (textos sagrados da Índia). Mas também poderia ter se originado de um provérbio hassídico que diz que "A vida é um fio de navalha. De um lado, o Inferno. Do outro, o Inferno.", uma vez que o tempo todo no livro somos lembrados que a qualquer momento podem ocorrer imprevistos (bons e ruins) e cabe a nós manter o equilíbrio em nossa vida.
Apesar de personagens e trajetórias tão díspares a trama é bem amarrada e nenhum fio é deixado solto. E mesmo datado, o livro trata de um tema ainda bem atual, afinal o ser humano não deixa de se perguntar a cada minuto qual o sentido da existência e como alcançar a tão almejada felicidade.
Adorei o final do livro, onde o escritor-narrador afirma que sem ter tido essa intenção, acabou escrevendo uma estória de sucessos:
"Sim, pois todas as pessoas de quem me ocupei conseguiram o que almejaram: Elliott, prestígio social; Isabel, boa posição (...); Gray, um emprego certo e bem remunerado (...); Suzanne Rouvier, segurança; Sophie, a morte; e Larry, a felicidade."

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Diamante de sangue

coded by ctellier | tags: | Posted On terça-feira, 20 de fevereiro de 2007 at 20:12

meteorologia: nem depois da chuva o calor diminuiu
pecado da gula: 1 fatia de quindim
teor alcoolico: além do post anterior, mais 2 stella artois
audio: tom jobim
video: lost (tive de assistir novamente, o episódio estava sem legendas)

Diamante de sangue (The blood diamond), direção de Edward Zwick
"No país africano Serra Leoa, na década de 90, o filme acompanha a história de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um mercenário sul-africano, e o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounsou). Apesar de terem nascido no mesmo continente, têm histórias completamente diferentes, mas seus destinos são unidos por conta da busca por um raro diamante cor-de-rosa. Com a ajuda de Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista norte-americana, eles embarcam numa perigosa jornada em meio ao instável território." (fonte: www.cinemark.com.br)
Tentando abordar mais assuntos do que caberiam em 120min. , o filme, apesar de interessante, fica meio disperso, deixando o espectador meio sem saber exatamente qual o foco do roteiro. Além de querer discorrer sobre o problema dos diamantes do conflito, aborda também o papel do chamado primeiro mundo nessa situação, a ação de pessoas sem escrúpulos que se aproveitam do conflito, as milícias que combatem o governo e querem dominar o comércio das pedras, a extrema miséria da população, a situação dos refugiados. Intenso, mas pouco coeso.
Apocalypto é violento? Pouco se comparado às cenas de ataque das milícias. Há algo mais violento do que ver pessoas inocentes sendo mortas a sangue-frio? E pior, crianças de 7-8 anos empunhando as armas e atirando como se brincassem de polícia e ladrão. É de virar o estômago, mais ainda do que ver um jaguar dilacerando um homem durante uma caçada.
Jennifer Connelly,
linda como sempre, tem uma personagem totalmente "rasa", apenas a repórter de boas intenções que em certo momento quer nos levar a crer que o amor salvaria o personagem de Leonardo Di Caprio, o mercenário Danny Archer (tonteria).
Indicado por sua atuação, realmente Di Caprio parece ter deixado de lado aquela carinha de moleque e resolvido levar a sério seu papel (sem trocadilhos). Ele está muito bem, aliás mais do que muito bem, encarnando o mercenário cínico e totalmente sem escrúpulos. Logicamente, seria mais favorecido se o filme fosse melhor. Acho que não leva a estatueta. E eu ainda prefiro sua atuação em Os infiltrados.

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