Play Time

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 5 de dezembro de 2010 at 21:11

meteorologia: chuva de verão
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: jotacast #18
video: high stakes poker

Inspirada pelo NerdCast #238, segue minha lista de games prediletos - independente de plataforma:

Prince of Persia
O original. A primeira versão. Aquela que todo nerd jogou em monitores de fósforo verde (joguei a colorida tb).
Não que a versão mais recente seja ruim. Os gráficos obviamente são muito melhores. A gama de movimentos possíveis é bem maior. Mas não prende a atenção como a versão "tosca" que rodava em DOS. Como foi dito no podcast, o bom game tem de fazer o usuário querer jogar sempre mais um pouco e, ao terminar o game, querer jogar de novo. E a nova versão não conseguiu isso, ao menos não comigo.


Tetris
Simples e viciante. Não há melhor descrição.
Joguei tanto durante certo tempo que chegava a sonhar com as pecinhas caindo e se empilhando.
Ainda hoje, jogo de vez em quando no celular.




God of War
A estória é muito boa. Os gráficos são espetaculares. A música casa muito bem com o enredo.
As lutas são o grande destaque. Vários golpes e combos, além da oportunidade de poder evoluir armas e ataques.
Seria o game perfeito se não intercalasse a porradaria com alguns desafios mais "intelectuais", tipo empurrar caixinhas em determinada sequência e outras coisas do gênero.
Mas ainda assim, é muito, muito bom.


Simcity
O jogo de simulação que mais joguei. Aliás, jogo Simcity desde a primeira versão de 1989.
Perdi a conta de quantas horas gastei construindo cidades e administrando recursos.
Ainda gosto muito de games desse estilo. O que me remete ao próximo game da lista.


Age of Empires
Quando joguei a primeira vez, achei que fosse um Simcity mais "parrudo", com mais recursos e possibilidades. Mas é bem mais que isso.
É um game de estratégia em tempo real. Diferente de Simcity, é possível jogar contra outros players. O que, logicamente, aumenta bastante o desafio do jogo.
O jogador não é responsável apenas por construir uma cidade, mas sim por conduzir uma civilização. É necessário fazê-la evoluir através das eras, fazendo-a avançar tecnologicamente, combinando recursos, conhecimento, construções, treinamento bélico.
Joguei todas as versões, inclusive os pacotes de expansão. Muito bom mesmo.


Black
Jogo de tiro em primeira pessoa. Um dos melhores que já joguei.
O jogador tem à sua disposição um vasto arsenal indo de pistolas a lança foguetes. Mas como o personagem apenas pode carregar duas armas por vez, é preciso usar estratégia para saber escolher as melhores armas em cada fase. Os gráficos são muito bons.



Return to Castle Wolfenstein
Outro jogo de tiro em primeira pessoa. Usa o mesmo engine do Quake III Arena.
Baseado no clássico Wolfenstein 3D, o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa.


F.E.A.R. (First Encounter Assault Recon)
Jogo de tiro em primeira pessoa. Jogabilidade semelhante ao Black, mas a estória mistura alguns elementos sobrenaturais.


Crysis
Jogo de tiro em primeira pessoa.
Os gráficos são excepcionais, extremamente realistas.
Jogabilidade muito boa e efeitos físicos impressionantes.


Angry Birds
Game simples que virou mania entre os usuários de celulares com touch.
Diferente dos demais, ainda não zerei, e ainda falta muito.

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Incinerando películas » The wolfman

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 4 de dezembro de 2010 at 22:10

meteorologia: sábado de sol...
pecado da gula: churrasco + brigadeiro e beijinho
teor alcoolico: cerveja + caipirinha
audio: nerdcast #238
video: the good shepherd

The wolfman, direção Joe Johnston

Trailer interessante
Poucas vezes não é. E neste caso, como em tantos outros, tudo de interessante do filme estava no trailer. Não tinha mais nada que fizesse valer o ingresso do cinema (ainda bem que assisti em casa).

Elenco de qualidade
Anthony Hopkins: não preciso nem elogiar... Silent of the lambs, Remains of the day, Surviving Picasso e tantos outros que nem consigo lembrar. Só ele já me levaria a assistir o filme.
Benicio del Toro: 21 grams, Traffic, Snatch. Assim como Hopkins, estaria inclinada a assistir qualquer filme em que constar do elenco.
Hugo Weaving: inesquecível em Matrix, "Mr.Anderson". Ótima atuação em V for Vendetta, mesmo mascarado.
Mas mesmo todo esse "poder de fogo" não conseguiu salvar o filme.

O filme se arrasta por quase duas horas, sem conseguir definir uma linha narrativa. Alterna entre gótico, drama psicológico, ação, gore. E apenas consegue prender a atenção do público com esse último. Quem gosta do estilo consagrado por George Romero tem diversão garantida nas cenas de ataque do lobisomem. Não falta talento ao elenco. O que falta é um bom roteiro e uma boa direção.
Enfim, mais um monstro do imaginário popular que não recebeu o tratamento merecido. Uma pena.
Não recomendo.

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Incinerando películas » "In the bedroom"

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 28 de novembro de 2010 at 18:48

meteorologia: sol e calor o dia todo
pecado da gula: sorvete
teor alcoolico: algumas itaipavas pra tentar refrescar
audio: rapaduracast #210
video: indiana jones e os caçadores da arca perdida

In the bedroom, direção Todd Field

Este é o primeiro post da categoria Incinerando películas, cuja intenção é não indicar um filme. Não necessariamente o filme deve ser ruim, eu apenas não gostei e vou comentar por quê. Por razões óbvias, os posts dessa categoria não serão tão longos quanto os que falam dos filmes que eu recomendo. Talvez eu até agrupe dois ou três filmes por post. Mas espero não desgostar de muitos filmes que eu assistir.

O título nacional (Entre quatro paredes) remete erroneamente à peça de Sartre, Huis Clos, cujo título em português é exatamente "Entre quatro paredes". Infelizmente, o filme não tem nenhuma relação com a peça. Apesar das indicações ao Oscar pela obra (melhor filme, melhor roteiro), não achei o filme assim tão bom. Mas as indicações dos atores foram merecidas. Tom Wilkinson, Sissy Spacek e Marisa Tomei estão bem em seus personagens, mas não excepcionais, não o suficiente para tornarem o filme assistível. Achei-o contido e arrastado demais. Chega a ser chato em vários momentos. É medíocre no sentido literal. Dramas familiares há aos montes nas locadoras. E este, no meu entender, não é um que se destaque da maioria.
Não vale a pena gastar duas horas assistindo.




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Diversificando

coded by ctellier | tags: | Posted On at 07:44

meteorologia: o sol promete...
pecado da gula: panetone
teor alcoolico: nada (por enquanto)
audio: rapaduracast #208
video: avatar

Habituei-me a escrever todos os dias, independente de ter "inspiração" ou algum assunto ultra-mega interessante sobre o que discorrer. As consequências foram basicamente duas: vários textos iniciados e não finalizados; pressa em conseguir acessar o google docs quando uma idéia interessante me ocorre. Apesar da quantidade de textos escritos, ainda não consegui atingir a meta de postar aqui no blog diariamente. Poderia postar apenas 2 ou 3 linhas, mas acho sacanagem com quem acompanha o blog. Não são muitos, e não gostaria de decepcioná-los vendendo gato por lebre.

Decidi, então, disciplinar um pouco minhas publicações. Começando por comprometer-me a postar algo no mínimo uma vez por semana. O próximo passo é, não necessariamente periodizar, mas conseguir publicar todo mês ao menos uma resenha/crítica de livro, uma resenha/crítica de filme, um top ten e uma nova categoria de post que eu resolvi chamar de "queimando livros" ou "incinerando películas". Eu, habitualmente, acabo escrevendo apenas sobre o que me agrada, o que eu acho que vale a apena, o que eu recomendaria a alguém. Mas acho que também seja interessante escrever o que eu vi/li e não gostei, explicar o porquê e tentar evitar que outros desperdicem seu tempo com algo que não valha a pena. O próximo post já inaugura essa categoria com um filme que assisti ontem à noite.

Já me sugeriram também incluir nos temas minhas experiências culinárias. Talvez eu o faça, mas provavelmente não neste blog. Falar sobre comes e bebes me interessa também, porém creio que não seja este o canal. Possivelmente eu monte um blog específico.

Bom, é isso. Sugestões e críticas são sempre bem-vindas. Comentem please.

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"Se ele é aquele que se esconde, eu serei aquele que procura."

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 27 de novembro de 2010 at 10:40

meteorologia: ótimo dia de sol
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #237
video: brilho eterno de uma mente sem lembranças

The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, Robert Louis Stevenson

Num momento de vadiagem dominical comecei a assistir um dos meus episódios prediletos de Frajola e Piu-Piu, “Hyde and Go Tweet”, em que o pássaro toma uma poção no escritório de um tal Dr.Jekyll e transforma-se num Piu-Piu gigante nada amistoso. Além de me divertir com o episódio e também ao recordar de um colega de trabalho cujo apelido (desconhecido por ele, lógico) era Piu-Piu Gigante, lembrei da obra original e achei que seria interessante resenhá-la. Não só pelo interesse da obra em si, mas também para cumprir um dos itens do desafio de um post anterior (item 1, resenhar uma obra do século XIX).

No caso deste livro, não preciso me preocupar com spoilers pois a estória é praticamente de domínio público. Dr.Jekyll, médico, formula um composto que, ao ser ingerido, revela a dualidade de sua personalidade, incorporada por Mr.Hyde, seu duplo fisicamente horrível e desprovido de moralidade.

O interessante da obra, além da estória em si, é o formato narrativo. Conduzida por um narrador durante boa parte do livro, a utilização de primeira pessoa nos capítulos finais imerge o leitor na narrativa de forma bastante criativa. A estrutura do texto, como numa investigação policial, onde os relatos de várias pessoas se completam, evidencia a maestria na condução do enredo. Assim como um quebra-cabeça, privilegiando o suspense, todo o quadro só se revela no desenlace da estória. Por já fazer parte do inconsciente coletivo - há inúmeras citações a essa dualidade médico/monstro - atualmente, é difícil lê-la com a inocência de quem não faz idéia do que se trata. Mas provavelmente deve ter marcado os leitores da época, como sendo uma excelente obra de horror.

Interessante como o sempre presente fog londrino é parte da estória quase como um personagem, encobrindo todos os tipos de crimes, que se tornaram comuns na época retratada no livro, devido ao contraste cada vez maior entre as classes sociais na metrópole. Além de discorrer sobre a degradação decorrente da explosão demográfica na Londres do século XIX, o autor foca-se também no conflito moral de todo homem. Mesmo soando clichê, o embate entre o bem e mal convivendo dentro de cada um permeia toda a estória.

Vale a leitura. Apesar de datado. E apesar de já conhecermos o "segredo" da trama.


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