Incinerando películas » Gran Torino

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 26 de março de 2011 at 20:05

meteorologia: sol e calor o dia todo
pecado da gula: hot-dog completo
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: spin-off s04e21

Gran Torino, Clint Eastwood

Mais uma vítima da expectativa.
O plot pareceu interessante e eu costumo gostar dos filmes dirigidos por Eastwood. Por conta disso, e por esperar algo tão bom quanto "Million dollar baby" e "Mystic river", esse filme foi decepcionante.
Aparentemente indeciso entre um drama e uma comédia, o roteiro repleto de clichês somado ao elenco fraco tornam este filme totalmente dispensável na filmografia de Eastwood.
O início é até interessante, apesar dos trejeitos e caretas exagerados do personagem de Eastwood, Walt Kowalski. Mas no terço final, é tudo tão previsível que perde-se até a vontade de continuar assistindo. Persisti, apenas para confirmar que não haveria qualquer surpresa.
No elenco, apenas Eastwood e John Carroll Lynch (no papel de barbeiro de Kowalski) estão bem.
O filme não chega a ser ruim. Mas eu, certamente, não recomendo.
Se for para assistir a algum filme com direção de Eastwood, que seja um dos citados acima.

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Infanto e juvenil

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 15:41

meteorologia: calorzinho bom
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: 2 itaipavas
audio: nerdcast #252
video: gran torino

Sou fascinada por livros desde criança. Antes mesmo de aprender a ler, gostava demais de folhear e observar as ilustrações. E sempre preferi ganhar livros ao invés de brinquedos ou guloseimas.
Tive a sorte de adquirir o gosto pela leitura antes de ser desestimulada pela obrigatoriedade de ler os livros para-didáticos - nem sempre escolhidos com o devido cuidado a fim de incentivar a leitura ao invés de torná-la enfadonha.
A lista hoje é dos meus 10 livros prediletos na infância e adolescência. Achei melhor incluir apenas os escritos para o público infanto-juvenil - li muitos outros não direcionados à minha faixa etária. Foi difícil listar apenas 10 - minha prévia devia ter uns 20. Alguns deles, reli 3 ou 4 vezes. E todos, eu ainda conservo na minha estante.

OBS.: a lista não está em ordem de preferência







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BlogRoll » O viajante comilão

coded by ctellier | tags: | Posted On domingo, 20 de março de 2011 at 16:49

meteorologia: friozinho chato
pecado da gula: pão na chapa com manteiga e nutella
teor alcoolico: 2 batidas de maracujá
audio: papo de gordo #61
video: nottin hill

Dica rápido de um blog gastronômico. Não, não é o meu, não estou me auto-promovendo.
O blog é do Daniel que, num passado não tão remoto, já trabalhou comigo.
A indicação é o blog "O viajante comilão": http://oviajantecomilao.blogspot.com/.

Afeito aos prazeres da mesa, como muitos, compartilha no blog as descobertas gastronômicas feitas em viagens. Com muitas fotos e comentários, vale a visita.

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Neon azul

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 19 de março de 2011 at 18:14

meteorologia: nublado com garoa intermitente
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #251

"Escolha o seu lugar, faça o seu pedido. Depois do primeiro drinque, você jamais será o mesmo."

Neon azul, de Eric Novello

Mais um "atravessador" na minha fila de leitura. Ao invés de terminar o que comecei - a leitura de 4 livros cuja leitura foi interrompida pelos mais diversos motivos - tumultuei a sequência natural, lendo "Neon azul".

Já conhecia Novello, sendo ouvinte assídua do podcast Papo na Estante, do qual ele participa. E, há algumas semanas, ele iniciou a publicação de um vlog sobre literatura. Assisti a todos os episódios de uma vez e acabei ficando curiosa sobre a produção literária dele. Resolvi comprar o livro mais recente para matar essa curiosidade.

O livro chegou, autografado, e a intenção não era lê-lo logo. Mas por se tratar de uma estória em formato fix-up (*) fiquei tentada a fazê-lo no intervalo dos demais. Lêdo engano. Nada de leitura nos intervalos, li-o de uma só vez, passando-o à frente dos outros. O formato não é nenhuma novidade, sendo utilizado frequentemente ao reaproveitar para um livro contos anteriormente publicados em revistas (ou blogs). E Novello soube bem se utilizar desse recurso. Por sugestão dele, li os contos na ordem que estão no livro, apesar de saber que poderia ter feito diferente.

Fã incondicional de Edgar Allan Poe, gosto muito de narrativas de realismo fantástico. Literatura cotidiana com "um pezinho" no irreal, no fantástico, no mágico, com uma linha tênue separando os dois mundos. Tão tênue que, por vezes, não há como dissociá-los, um acaba por ser parte intrínseca do outro.
E o livro de Novello é assim. Uma fantasia urbana em que o leitor vê-se às voltas com o dia-a-dia de um bar, o Neon Azul, no qual aparentemente cada cliente tem uma experiência diferenciada. Sendo que o próprio bar parece estar no limiar entre realidade e fantasia.

Gostei das frases curtas, mas nem por isso menos elaboradas. Mas gostei principalmente das entrelinhas. O que não é dito, o que fica a cargo do leitor preencher. Eu mesma, preenchi algumas delas de maneiras diferentes. Ideias e teorias diversas para um mesmo acontecimento. Qual das versões é a correta? Seria a mais provável? A mais bizarra? Ou a mais surreal? Não sei. Mas não creio que seja mesmo preciso que apenas uma delas seja a correta. O autor obviamente sabe, mas eu como leitora inveterada acho que não quero saber. Prefiro preencher as lacunas a meu modo. É mais divertido, mais lúdico e, certamente, torna a leitura muito mais interessante. Assim como é um atrativo adicional ir juntando as peças, montando aos poucos a colcha de retalhos que agrega as estórias pois, a exemplo de Lost, o caminho dos personagens se entrecruza dentro e fora do bar.

Instigante também é o questionamento da moralidade. O que é certo ou errado? Devemos dizer sim à realização de um desejo mesmo não sendo moralmente correto? Essa escolha permeia todos os contos e as únicas certezas são de que há sempre um preço a pagar e que a satisfação do desejo não é garantia de final feliz.

Por não ser um romance com início, meio e fim, chega-se ao final da leitura com uma certa inquietação. Não é desagradável mas, mesmo assim, uma inquietação. Termina-se o livro querendo mais. Mais estórias, conhecer mais personagens - qual a estória do barman, dos seguranças, dos demais funcionários? Mas esse suspense, esse final inexistente tem simplesmente tudo a ver com o livro. Seria totalmente brochante ter um capítulo final "fechando" todos os círculos, amarrando todas as pontas soltas.

Li, gostei e recomendo a leitura.



(*) Estrutura narrativa que é um meio-termo entre coletânea de contos e romance. São contos independentes mas interligados entre si, formando uma estória maior, de complexidade similar ao romance.

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Pé no chão

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 12 de março de 2011 at 17:14

meteorologia: chuvinha chata o dia todo
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #250
video: nerd office s02e08

Por conta da chuva intermitente desde cedo, meu treino de hoje - que seria na USP - acabou sendo feito indoor. Lógico que prefiro correr na rua ou em parques, mas não gosto de correr na chuva. Enfim, coloquei um bom filme ("Up") e encarei 50min. na esteira.

Como já afirmou Einstein, “A curiosidade é mais importante que o conhecimento.”. E, sinceramente, já há algum tempo estou bastante curiosa sobre um assunto que é fonte de discussão entre corredores, treinadores, ortopedistas e qualquer um que se interesse minimamente por corrida: correr descalço (ou quase).

Nas poucas oportunidades que tive de treinar na praia, eu sempre corro descalça. Única e exclusivamente porque eu a-do-ro a sensação de estar descalça na areia. Lógico que também conta o fato de que, estando sem tênis, é bem menor a probabilidade de surgir algum incômodo e/ou lesão devido a grãos de areia dentro da meia ou do tênis. Mas honestamente, nunca tinha me passado pela cabeça fazer isso em outro local que não fosse ali.

Tenho lido vários artigos, reportagens, depoimentos sobre o assunto. Não sou, nem pretendo ser, especialista no assunto. Sou movida, como disse acima, principalmente pela curiosidade. Não sofro de nenhuma dor crônica, típica de corredores, da qual eu queira (precise) me livrar - principal benefício apontado pela maioria dos new adopters dessa prática. Lógico que questiono a necessidade de pagar cada vez mais caro por tênis que melhoram a performance (de acordo com os próprios fabricantes). Será mesmo imprescindível gastar tanto num calçado de última geração?

Bom, chega de blá-blá-blá e voltemos ao treino de hoje. Em treinos na esteira, há algum tempo, vários meses já, me habituei a fazer o desaquecimento descalça - aquela caminhadinha nos últimos 5-10 minutos do treino. Em parte para aliviar o calor, deixar os pés respirarem, mas principalmente porque eu gosto demais de andar descalça e, no meu caso, funciona como um ótimo relaxamento. E, desde o início do ano, tenho feito sempre a última série do meu treino sem os tênis. Nas primeiras vezes, por curiosidade mesmo. Perceber como a passada se alterava, se os pés iriam doer, se os joelhos iriam se incomodar, se eu conseguiria manter o ritmo, entre outras observações. Sem notar qualquer prejuízo depois das primeira vezes, virou um hábito finalizar os treinos de esteira dessa maneira. Como os adeptos afirmam que fortalece a musculatura e aprimora a passada e já que não me causava qualquer incômodo, não vi mal algum em continuar.

E depois de procastinar bastante, hoje resolvi fazer o treino todo sem meus "super tênis performáticos". Fiz metade dele calçando o que uso (foto) para fazer TRX Suspension (veja o que é aqui) e a outra metade descalça. Conclusões - algumas já identificadas fazendo a parte final do treino sem tênis:
  • passada » sim, ela se altera, o passo fica automaticamente mais curto (assim como ao correr na areia) e o "pouso" é feito com a parte medial do pé ao invés do calcanhar;
  • pé calçado ou não » não notei diferença, não senti incômodo ou dor em maior ou menor grau em nenhum dos casos;
  • velocidade » corrida confortável até 11km/h; maior que isso, a ampliação instintiva da passada causou certo desconforto na aterrissagem;
  • esforço » apesar de parecer improvável, não é maior do que estando com tênis e não terminei o treino mais cansada que de costume;
  • pós-treino » nenhuma diferença, nem dor, nem cansaço incomum.

Por fim, não pretendo passar a correr sempre descalça. Apesar de gostar, acho que (para mim) é o bastante variar os treinos apenas para quebrar a monotonia de correr na esteira. E, finalmente, não tenho a menor intenção de correr descalça na rua. Dia desses, saí correndo rua afora atrás da minha cachorrinha. Estava descalça e não gostei nem um pouco da experiência. Além disso, convenhamos que é bem ruim correr olhando o tempo todo para o chão a fim de evitar buracos, pedras e afins.

Não tenciono tomar partido de um ou outro: correr (quase) descalço ou com um tênis especialmente projetado para melhorar a minha performance. Como em qualquer assunto, ainda penso que a melhor opção é a que melhor se adapta a mim, e não o que um ou outro especialista afirme ser o mais indicado. É isso.

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