Viajando na leitura

coded by ctellier | tags: , | Posted On sábado, 18 de junho de 2011 at 17:44

meteorologia: sol, céu azul e um friozinho
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #264
video: pipoca e nanquim videocast #73

O relato de viagem é o gênero de literatura não ficção que mais se aproxima das aventuras ficcionais. Eu não sabia que gostava tanto desse gênero até me indicarem a leitura de "No ar rarefeito". E, comentando com um amigo sobre esse estilo de livro, achei que seria boa ideia listar aqui alguns dos mais interessantes. Metade da lista são livros que já li e gostei muito e os demais não li, mas já foram incluídos na minha lista de compras (sempre muito extensa).

No ar rarefeito
Jon Krakauer

Relata uma tragédia ocorrida durante uma expedição no Everest em 1996.
A narrativa é tão envolvente que é bastante difícil largar o livro antes do seu término.
Interessante mesmo para quem não entende absolutamente nada sobre alpinismo.

Cem dias entre céu e mar
Amyr Klink

Livro de estreia de Klink, relata sua travessia solitária do Atlântico num barco a remo, da Namíbia, na África, a Salvador (BA).
À primeira vista, pode parecer monótono, mas não é.
Nem mesmo a necessidade de eventualmente consultar o glossário de termos náuticos tira a fluidez do texto.

Sul - A fantástica viagem do Endurance
Ernest Shackleton

Capitão do Endurance, Shackleton narra a estória de sua expedição, cujo objetivo era atravessar o continente antártico de costa a costa, passando pelo pólo Sul.

O último lugar da Terra
Roland Huntford

Relata a competição entre Scott e Amundsen pela conquista do pólo Norte.
Interessante por acompanhar passo a passo as jornadas paralelas dos dois exploradores.

A viagem do Beagle
James Taylor

Como leitora voraz de qualquer texto ligado à evolução, seleção natural e afins - e juntando com o recém-adquirido gosto pelos relatos de viagem - nada mais natural do que ler o relato da viagem que deu o empurrão necessário à escrita de "A origem das espécies". Interessante conheceros detalhes da viagem e as descobertas que deram à Darwin os argumentos necessários à sua teoria.

Na natureza selvagem
Jon Krakauer

Fui lê-lo no embalo de "No ar rarefeito", esperando que fosse tão bom quanto. E não me decepcionei, apesar de ser bem diferente.
É menos um relato de viagem e mais uma investigação da jornada interior do viajante.
Quais suas motivações, por onde andou, por que morreu? Enfim, quem era Chris McCandless?



(este últimos ainda não li)

De moto pela América do Sul, Che Guevara

Mergulho na escuridão, Robert Kurdon

No coração do mar, Nathaniel Philbrick

Narcosis, Carlos Secchin


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Drops » The fighter

coded by ctellier | tags: , | Posted On quinta-feira, 16 de junho de 2011 at 07:09

meteorologia: e o frio continua
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: nada ainda
audio: mrg #138
video: the three musketeers

The fighter, direção David O. Russell

Ótima atuação de Christian Bale. Mas o filme como um todo não me empolgou muito.
A fotografia meio lavada (parecendo filmagem caseira) e o recurso de "câmera na mão" reforçam o tom documental do filme, que é baseado em fatos reais. Aliás, gostei da aparição despretenciosa dos protagonistas durante a exibição dos créditos. Não é exatamente um filme sobre boxe, a exemplo de Rocky, mas sim sobre os personagens que vivem nesse mundo - não só do boxe, mas também do vício. Creio que o final do filme, que deveria ser o clímax, não cumpriu seu papel e é o motivo de terminarmos de assistir pensando "poderia ter sido melhor". Mas não deixa de ser um bom filme.

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Drops » A expressão das emoções no homem e nos animais

coded by ctellier | tags: , | Posted On domingo, 12 de junho de 2011 at 20:30

meteorologia: e o frio não vai embora
pecado da gula: pão na chapa com manteiga
teor alcoolico: 1 colorado cauim
audio: monacast #101
video: pipoca e nanquim videocast #72

A expressão das emoções no homem e nos animais, Charles Darwin

Estava iniciando a leitura de "A linguagem das emoções" (Paul Ekman) e, várias vezes no primeiro capítulo, foi citado o texto de Darwin como fonte de inspiração e de consulta. Já havia lido, mas achei que seria interessante relê-lo a fim de ter os conceitos frescos na mente ao ler o livro de Ekman.

Engana-se quem pensa que a única contibuição de Darwin à biologia foi "A origem das espécies" - e a teoria evolucionista estruturada a partir dele. Em conjunto com os dois volumes de "A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo", esta obra complementa a visão de Darwin frente à evolução. Escrito com o claro objetivo de demonstrar outros indícios que corroborassem sua obra principal, graças ao avanço da neurociência, a obra foi recentemente "redescoberta".
Utilizando-se de várias fontes de informação para estudar as expressões, Darwin demonstra que as expressões emocionais são uma evidência consistente que reforça sua teoria de evolução das espécies.

O livro é bastante interessante e de leitura muito mais fácil que "A origem das espécies".
Quem tiver paciência de ler e acompanhar todos os exemplos dados no estudo de cada emoção (e são muitos) não irá se arrepender.

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Run Forrest, Run

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 11 de junho de 2011 at 17:22



Por quê? Pra quê? Qual a sua motivação? Afinal, por que você corre? E mais, por que você se inscreve em tantas provas?

A inspiração deste post veio de um tuit da @LetBon (ao lado). Eu sei, sou suspeita para comentar sobre assunto, já que o bichinho da corrida me mordeu e estou com os sintomas já há algum tempo.

Num post anterior, já falei sobre o que motiva as pessoas a começarem a correr. E o que faz com que continuem correndo (ou não). Sentir-se bem com a prática esportiva, certamente é a razão mais comum. O bem-estar que advém da prática em si e dos resultados decorrentes - perda de peso, mais disposição, melhor qualidade de sono - incrementam nossa qualidade de vida de tal maneira, que fica difícil voltar atrás.

Aliás, em alguns casos, há os que seguem ainda mais adiante, incluindo outras modalidades esportivas no dia-a-dia (ciclismo e natação são as mais comuns). Há os que se contentam em continuar correndo apenas para poder comer e beber sem culpa (admito que faça parte das minhas motivações, mas não é a única). Há os que correm simplesmente pelo prazer de correr. E há os que correm para estar sempre desafiando seus próprios limites. E é aí que entra a observação sagaz desse tuit.

Sei que há pessoas totalmente desencanadas, do tipo “o médico (ou o professor da academia) falou para correr 1 hora por dia e é só o que eu faço”. Não as desmereço. Por vezes, até as invejo. Seu desprendimento dá uma paz de espírito que os corredores participantes de provas muitas vezes esquecem. Aquele prazer de correr por correr, sem compromisso. Sem pensar na distância e, muito menos, no tempo. Confesso... há muito tempo não faço isso.

E há os demais. Atire a primeira pedra o #twitterrun que nunca se preocupou em melhorar seu tempo em qualquer distância. E essa mania de superação ”ataca” o corredor despreocupado de duas maneiras possíveis. Quando começamos a correr (lembra daquela época em que 10km pareciam uma distância inatingível), nos contentamos em correr os 20 ou 30 minutos que nossas pernas ou nossa capacidade respiratória permitem. Depois, não há o que fazer... A progressão é quase inevitável. Correndo 30min., queremos correr 40, depois 50, depois 1 hora. Então, começamos a reparar: “ah, corro 8km em 1 hora... será que consigo correr 9?” E assim vai. Ou então, outra via possível: “Ah, faço 10km em 1 hora... será que consigo fazer em 55min.?”

Independente do caminho seguido, o objetivo é sempre o mesmo, melhorar nosso desempenho na corrida. E visando esse objetivo, lá vamos nós atrás de planilhas de treino, assessorias esportivas, personal trainers, aulas diferenciadas na academia, tênis que prometem melhorar a passada ou a performance, meiões, bebidas energéticas, e por aí vai.

Não acho ruim querermos nos desafiar. Como disse em um outro post, é uma ótima motivação para seguir treinando. Eu mesma estou correndo atrás para completar os 10km em 50min (falta pouco mais de 1 minutinho). Mas o tempo não é tudo. É preciso lembrar que o objetivo principal de uma prova é chegar até o final. E, na minha, opinião, terminar a prova bem é muito mais importante.

Uma nota mental importante(ao menos para mim): as vezes em que quebrei barreiras de tempo importantes - 10km em menos de 1 hora e 10 milhas em menos de 1 hora e meia - foi em provas em que corri despreocupadamente, sem me inquietar com o tempo. Eu havia feito treinos longos na véspera da prova (mais de 20km) e tinha me desobrigado totalmente de ultrapassar qualquer limite. Meu pensamento era “o que eu fizer, está ótimo... depois do treino de ontem, o que vier, é lucro”. E foi :-D

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Drops » X-Men First Class

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 15:54

meteorologia: que frio é esse?!
pecado da gula: pizza amanhecida
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: radiofobia #58
video: cars

X-Men First Class, direção Matthew Vaughn

Ótimo prequel! Excedeu minhas expectativas. Na verdade, depois de "X-Men Origins", a expectativa era quase negativa.
Tão bom quanto o primeiro, explica o que vimos neste de maneira bastante coerente, sem ofender a inteligência do público e nem negligenciando boas sequências de ação.
Ótima atuação da dupla que interpreta os personagens centrais, Magneto e Charles Xavier, respectivamente Michael Fassbender e James McAvoy (dá para mandar entregar aqui em casa?...).
Muito bom o arco dramático da Mística, a personagem ficou muito mais interessante que nos outros filmes a franquia.
Não conheço o suficiente da HQ para afirmar se a adaptação foi fiel (ou não), mas o filme valeu o ingresso, independente disso.

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