Cafeína Literária » Posts da semana

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 20 de janeiro de 2013 at 23:53



Para os leitores que ainda não sabem, todos os posts relativos a literatura, leitura, escrita e afins agora estão de casa nova.
Ano novo, blog novo: Cafeína Literária.

Segue a retrospectiva semanal dos posts:



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Drops » Amour

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 17:46

meteorologia: solzinho agradável
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: nada ainda
audio: podcast cinema em cena #71
video: fringe

Amour (2012) - Amor
roteiro e direção: Michael Haneke

Admiro a capacidade de alguns diretores que conseguem filmar estórias totalmente diversas e ainda assim imprimirem sua marca pessoal ao filme. Haneke é um deles. The piano teacher - que preciso terminar de assistir, Caché, Funny Games - meu predileto - e este Amour contam estórias bem diferentes e ainda assim não há como não perceber “o dedo” do diretor/roteirista em cada um deles. A crueza com que os fatos são contados, como os eventos são mostrados, como os personagens são desenvolvidos sempre causa um incômodo ao público, tornando-se uma marca registrada. Não há concessões nem gentilezas. Se a ideia do espectador ao assistir um filme, em um dia qualquer, é mergulhar num mundo de fantasia e fugir da realidade durante 120 minutos, os filmes de Haneke não são boa opção.

Sinopse:
Georges e Anne são octogenários e aposentados professores de música, casados há muitos anos e que envelheceram juntos. Durante um café da manhã, Anne sofre um derrame e o laço entre o casal é colocado à prova com a doença da mulher.
(fonte: Guia Folha)

Assim que Anne (Emmanuelle Riva) tem o derrame e Georges (Jean-Louis Trintignant) assume os cuidados com ela e com a casa, veio-me à mente outro filme com um casal idoso no centro da estória - Iris, com Judi Dench e Jim Broadbent (post aqui). A temática é similar, contudo os filmes são bem diferentes. Iris é um filme de roteiro fraco e direção insossa que é salvo pela ótima atuação do elenco. Em Amour, o elenco também está excepcional, mas o roteiro conciso e a direção firme de Haneke fazem dele uma experiência cinematográfica totalmente diversa.

Enquanto em Iris, o foco é na frustração da personagem vivida por Dench ao perder o domínio das palavras e ficar impossilitada de fazer o que mais lhe importa - escrever; em Amour, a atenção do espectador é voltada no cotidiano do casal depois do evento que debilitou Anne. Haneke faz o espectador acompanhar o dia-a-dia deles, Georges assumindo os cuidados com a casa e com Anne, a piora progressiva das condições de saúde dela, o desgaste do relacionamento entre eles e com a família. Contudo, não se dá ênfase apenas aos problemas. Há momentos de humor aparentemente involuntário, tais como Anne aprendendo a usar a cadeira motorizada ou a conversa entre eles sobre a ida de Georges a um enterro.

Anne: Qu'est-ce que tu dirais si personne ne venait à ton enterrement?
Georges: Rien, probablement. (*)

Tudo é mostrado com elegância, mas sem licenças poéticas. Sem eufemismos desnecessários. Sem condescendência. Certamente por isso, o filme é tão “duro” de assistir. A ausência de trilha sonora, os cenários e os figurinos em cores neutras são fatores que ficam o tempo todo lembrando o espectador que aquilo é real. Real demais. Honesto demais. Angustiante demais. Às vezes, quase brutal demais. É um filme exigente. Ao terminar de assistir, fica a impressão de ter passado horas acompanhando a vida daquele casal. Admito, saí do cinema cansada, tensa e sem saber ao certo se tinha gostado ou não do filme.
E eu ainda não sei.



(*) O que você diria se ninguém viesse ao seu enterro?
Nada, provavelmente.


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Projetos 365

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 at 11:19

meteorologia: sol, finalmente
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #346
video: the shield

Creio que Nick Ellis não tinha ideia de que seu projeto 366 Músicas geraria tantos spin-offs e inspiraria tantas pessoas a seguir seus passos, criando projetos "365-qualquer-coisa" em 2013.

Segue abaixo, lista de alguns que acompanho:



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Drops » V for Vendetta

coded by ctellier | tags: , , | Posted On segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 at 22:26

meteorologia: chuva pela manhã, chuva à tarde, chuva à noite
pecado da gula: queijo quente, com muito, muito queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: radiobla #90
video: dexter


V for Vendetta (2005) - V de Vingança
roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski
direção: James McTeigue

Sinopse:
Passado na paisagem futurista de uma Grã-Bretanha totalitária, V de Vingança conta-nos a história de Evey (Natalie Portman), uma jovem aprazível que é salva de morte certa por um homem mascarado (Hugo Weaving). Identificando-se apenas como “V”, o mascarado revela um carisma incomparável e um talento extraordinário na arte do combate e da astúcia. V desencadeia uma revolução quando insta os compatriotas a lutar contra a tirania e a opressão. Mas ao descobrir a verdade sobre o misterioso passado de V, Evey toma também conhecimento da verdade sobre si mesma e emerge como imprevisível aliada de V, no seu plano para devolver a justiça e a liberdade a uma sociedade afligida pela crueldade e pela corrupção.


O filme é uma adaptação da graphic novel homônima de Alan Moore e David Lloyd. Eu, mesmo não sendo uma consumidora voraz de quadrinhos, gostei muito tanto da arte quanto do texto. Não é novidade que adaptações de quadrinhos para o cinema costumam ser ainda menos bem-sucedidas que as feitas a partir de livros. E são mal-sucedidas principalmente no quesito “agradar aos fãs da HQ” por uma razão bem simples: quem leu espera ver na tela reproduzidos os desenhos tal e qual na revista. E, apesar de parecer óbvio, são mídias diferentes e o que funciona bem em uma tem grande probabilidade de não funcionar em outra. Vide Sin City, tão fiel aos quadrinhos de Frank Miller que mais parecia um filme stop motion ou um daqueles desenhos de tv de super-heróis com quadros estáticos - quem foi criança nos anos 70 com certeza lembra.

Revi o filme dia desses, depois de ler os quadrinhos. Penso que, apesar de a adaptação parecer meio “chocha” em relação à mídia original, não deixa de ser um bom filme. É lógico que se perdem detalhes. É lógico que se perde boa parte da ideologia discutida na versão impressa. É lógico que nem todas as cenas foram filmadas assim como estavam desenhadas. É lógico que muitos diálogos foram resumidos. Não há como fugir disso. Dar um ar de romance ao relacionamento de V e Evey e a forma superficial como a origem de V é contada são, a meu ver, os maiores defeitos do filme e o que mais enfraquece a trama.

É quase certo que quem leu a HQ antes de assistir ao filme, vai achá-lo menos impactante, já que a violência foi bastante mitigada e a mídia ‘cinema’ não é dada a longos monólogos políticos-ideológico - principalmente se a intenção é fazer um filme vendável. Contudo, o filme consegue manter a essência da estória e dos personagens, o que certamente é um mérito no meio de tantas adaptações feitas tão mal e porcamente.


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Cafeína Literária » Posts da semana

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 13 de janeiro de 2013 at 14:53

meteorologia: chuvinha chata
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: papricast #25
video: dexter

Até o final do mês continuarei publicando semanalmente a lista de posts do Cafeína Literária.

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