Drops » Cloud Atlas

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 at 22:59

meteorologia: verão, cad6e você?
pecado da gula: pizza
teor alcoolico: 1 stella artois
audio: cole porter
video: house of cards

Cloud Atlas (2012) - A viagem
roteiro e direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski

Apesar de achar o título original muito mais bonito e sonoro - além de ser uma referência a um detalhe do filme -, o título nacional faz jus ao que é o filme: uma viagem, no seu sentido mais coloquial - sim, aquele que remete ao uso de alucinógenos. O trailer não tinha me instigado muito a ver o filme, já que foi vendido (erroneamente) como uma estória de amor entre os personagens de Halle Berry e Tom Hanks. Mas surgiu uma oportunidade de assisti-lo, e fui.

O roteiro foi baseado no livro homônimo, de David Mitchell. São seis estórias passadas em épocas e locais diferentes, cujos protagonistas estão de certa forma interligados:
  1. Século XIX
    protagonista: Adam Ewing (Jim Sturgees), advogado
  2. 1930
    protagonista: Robert Frobisher (Ben Whishaw), jovem e talentoso compositor
  3. 1970
    protagonista: Luisa Rey (Halle Berry), jornalista
  4. Dias atuais
    protagonista: Timothy Cavendish (Jim Broadbent), editor
  5. 2144, Coreia do Sul (agora Nova Seul)
    protagonista: Sonmi-451 (Donna Bae), clone que trabalha como garçonete
  6. Futuro - 106 anos depois de um evento denominado como "A Queda"
    protagonista: Zachry (Tom Hanks), líder de uma tribo

Conforme descobri ao pesquisar sobre o livro, nele a narrativa estrutura-se na seguinte ordem:
1 » 2 » 3 » 4 » 5 » 6 » 5 » 4 » 3 » 2 » 1
Enquanto que, no filme, eventos de cada uma das estórias se alternam numa ordem que parece ser aleatória. Se já não bastasse isso para gerar confusão, as estórias são encenadas pelo mesmo grupo de atores, o que, nos primeiros 30 minutos ao menos, dificulta acompanhar a(s) trama(s). Apesar da montagem primorosa - há alguns cortes simplesmente impressionantes - é, no meu entender, um "complicômetro" desnecessário, já que o tempo gasto em descobrir o ator constitui-se em tempo perdido no acompanhar a estória.

Agora, sobre a maquiagem. Já que os atores se alternam nos papéis, a maquiagem deveria cumprir seu papel de ajudar a contar a estória. Mas não é o que acontece na maioria dos casos. Enquanto há alguns resultados bastante satisfatórios, a maior parte deixa muito a desejar - principalmente os "falsos coreanos" e a "coreana ruiva".

O "fio" que liga os protagonistas não está escancarado de maneira óbvia, o que é ótimo:
Zachry recita os ensinamentos Sonmi, que assiste a um filme sobre Cavendish, que lê um manuscrito de Luisa Rey, que lê as cartas de Frobisher, que lê o diário de Ewing.

O filme tem suas qualidades, mas definitivamente não me conquistou.


(se o único momento em que o público se importa com o destino dos personagens é quando quatro idosos estão colocando em prática um plano para fugir de um asilo, esse filme definitivamente tem problemas...)

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Cafeína Literária » Posts da semana

coded by ctellier | tags: , , | Posted On terça-feira, 29 de janeiro de 2013 at 13:58

meteorologia: chuvoso (de novo)
teor alcoolico: nada ainda
audio: masmorracast
video: homeland

Esta é a última vez em que divulgarei aqui os posts literários, que agora são publicados no Cafeína Literária.
Então, vamos à retrospectiva da semana:



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Cafeína Literária » Posts da semana

coded by ctellier | tags: , , | Posted On domingo, 20 de janeiro de 2013 at 23:53



Para os leitores que ainda não sabem, todos os posts relativos a literatura, leitura, escrita e afins agora estão de casa nova.
Ano novo, blog novo: Cafeína Literária.

Segue a retrospectiva semanal dos posts:



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Drops » Amour

coded by ctellier | tags: , | Posted On at 17:46

meteorologia: solzinho agradável
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: nada ainda
audio: podcast cinema em cena #71
video: fringe

Amour (2012) - Amor
roteiro e direção: Michael Haneke

Admiro a capacidade de alguns diretores que conseguem filmar estórias totalmente diversas e ainda assim imprimirem sua marca pessoal ao filme. Haneke é um deles. The piano teacher - que preciso terminar de assistir, Caché, Funny Games - meu predileto - e este Amour contam estórias bem diferentes e ainda assim não há como não perceber “o dedo” do diretor/roteirista em cada um deles. A crueza com que os fatos são contados, como os eventos são mostrados, como os personagens são desenvolvidos sempre causa um incômodo ao público, tornando-se uma marca registrada. Não há concessões nem gentilezas. Se a ideia do espectador ao assistir um filme, em um dia qualquer, é mergulhar num mundo de fantasia e fugir da realidade durante 120 minutos, os filmes de Haneke não são boa opção.

Sinopse:
Georges e Anne são octogenários e aposentados professores de música, casados há muitos anos e que envelheceram juntos. Durante um café da manhã, Anne sofre um derrame e o laço entre o casal é colocado à prova com a doença da mulher.
(fonte: Guia Folha)

Assim que Anne (Emmanuelle Riva) tem o derrame e Georges (Jean-Louis Trintignant) assume os cuidados com ela e com a casa, veio-me à mente outro filme com um casal idoso no centro da estória - Iris, com Judi Dench e Jim Broadbent (post aqui). A temática é similar, contudo os filmes são bem diferentes. Iris é um filme de roteiro fraco e direção insossa que é salvo pela ótima atuação do elenco. Em Amour, o elenco também está excepcional, mas o roteiro conciso e a direção firme de Haneke fazem dele uma experiência cinematográfica totalmente diversa.

Enquanto em Iris, o foco é na frustração da personagem vivida por Dench ao perder o domínio das palavras e ficar impossilitada de fazer o que mais lhe importa - escrever; em Amour, a atenção do espectador é voltada no cotidiano do casal depois do evento que debilitou Anne. Haneke faz o espectador acompanhar o dia-a-dia deles, Georges assumindo os cuidados com a casa e com Anne, a piora progressiva das condições de saúde dela, o desgaste do relacionamento entre eles e com a família. Contudo, não se dá ênfase apenas aos problemas. Há momentos de humor aparentemente involuntário, tais como Anne aprendendo a usar a cadeira motorizada ou a conversa entre eles sobre a ida de Georges a um enterro.

Anne: Qu'est-ce que tu dirais si personne ne venait à ton enterrement?
Georges: Rien, probablement. (*)

Tudo é mostrado com elegância, mas sem licenças poéticas. Sem eufemismos desnecessários. Sem condescendência. Certamente por isso, o filme é tão “duro” de assistir. A ausência de trilha sonora, os cenários e os figurinos em cores neutras são fatores que ficam o tempo todo lembrando o espectador que aquilo é real. Real demais. Honesto demais. Angustiante demais. Às vezes, quase brutal demais. É um filme exigente. Ao terminar de assistir, fica a impressão de ter passado horas acompanhando a vida daquele casal. Admito, saí do cinema cansada, tensa e sem saber ao certo se tinha gostado ou não do filme.
E eu ainda não sei.



(*) O que você diria se ninguém viesse ao seu enterro?
Nada, provavelmente.


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Projetos 365

coded by ctellier | tags: , , | Posted On sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 at 11:19

meteorologia: sol, finalmente
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: nada ainda
audio: nerdcast #346
video: the shield

Creio que Nick Ellis não tinha ideia de que seu projeto 366 Músicas geraria tantos spin-offs e inspiraria tantas pessoas a seguir seus passos, criando projetos "365-qualquer-coisa" em 2013.

Segue abaixo, lista de alguns que acompanho:



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