Top 10 - 2013

coded by ctellier | tags: , , , , , | Posted On domingo, 5 de janeiro de 2014 at 21:39

meteorologia: calor abafado
pecado da gula: chipas
teor alcoolico: nada ainda
audio: enya
video: homeland

Eu tinha pensado em fazer um post para cada categoria. Mas bateu aquela preguiça domingueira e acabou ficando um post só.

Seguem os meus eleitos.
(não estão em ordem de preferência)


Séries


  • Breaking Bad
  • Homeland
  • House of cards
  • Orange is the new black
  • Game of thrones
  • Hannibal
  • Sherlock
  • The fall
  • In the flesh
  • Les revenants



Filmes


  • Django unchained (Django)
    roteiro e direção: Quentin Tarantino
  • Amour (Amor)
    roteiro e direção: Michael Haneke
  • Prisoners (Os suspeitos)
    roteiro: Aaron Guzikowski | direção: Dennis Villeneuve
  • Before midnight (Antes da meia-noite)
    roteiro: Richard Linklater, Julie Delpy | direção: Richard Linklater
  • Killer Joe (Matador de aluguel)
    roteiro: Tracy Letts | direção: William Friedkin
  • The master (O mestre)
    roteiro e direção: Paul Thomas Anderson
  • Gravity (Gravidade)
    roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón | direção: Alfonso Cuarón
  • Zero Dark Thirty (A hora mas escura)
    roteiro: Mark Boal | direção: Kathryn Bigelow
  • De rouille et d'os (Ferrugem e ossos)
    roteiro: Jacques Audiard, Thomas Bidegain | direção: Jacques Audiard
  • Jagten (A caça)
    roteiro: Tobias Lindholm, Thomas Vinterberg | direção: Thomas Vinterberg

Livros

(os top 5 estão no Cafeína Literária, adicionei outros 5 para completar a lista)

  • Os homens que não amavam as mulheres – Stieg Larsson
  • Laranja mecânica – Anthony Burgess
  • O oceano no fim do caminho – Neil Gaiman
  • Primavera num espelho partido – Mario Benedetti
  • Sobrevivente – Chuck Palahniuk
  • Pantaleão e as visitadoras - Mario Vargas Llosa
  • Garota exemplar - Gillian Flynn
  • Barba ensopada de sangue - Daniel Galera
  • Deixa ela entrar - John Ajvide Lindqvist
  • Turma da Mônica - Laços - Lu & Vítor Cafaggi



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Los amantes pasajeros

coded by ctellier | tags: | Posted On terça-feira, 19 de novembro de 2013 at 17:09

meteorologia: chuva de verão
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: ghost writer podcast #33
video: wallander

Los amantes pasajeros (2013) - Os amantes passageiros
roteiro e direção: Pedro Almodóvar
★ ★ ★ ★ ★

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 03/10/2013)

Dentro de um avião fora de controle, um grupo de personagens excêntricos acredita estar vivendo suas últimas horas de vida. A partir dessa premissa, o espectador testemunha a volta de Almodóvar ao tipo de filme que o consagrou: a comédia. Desde Kika (1993) que o diretor havia deixado de lado esse estilo. E retorna a ele da forma mais escrachada possível. Mas, afinal, é Almodóvar, e de que outro modo ele o faria?

Para o espectador saudoso dos primeiros filmes do diretor, com seus cenários de cores fortes, personagens extremos em situações extremas, figurinos extravagantes, diálogos disparados em velocidades alucinantes, está tudo de volta. E isso talvez dê a impressão de que o diretor está referenciando ou mesmo parodiando a si próprio. É difícil não relembrar de Mulheres à beira de um ataque de nervos que, assim como este, passa-se praticamente em um único cenário - um apartamento - e há uma personagem que deixa de ser virgem durante a estória. Além disso, há várias cenas marcantes - chocantes ou engraçadas- envolvendo drogas, sexo ou ambos.

O rol de personagens, uma fauna bastante diversificada, inclui três comissários de bordo homossexuais - um que bebe, Joserra (Javier Cámara), um que consome drogas ilícitas, Ulloa (Raúl Arévalo) e um que abraçou a religião para se livrar dos vícios, Fajas (Carlos Areces); um piloto bissexual, Álex Acero (Antonio de la Torre), cujo amante é Joserra; um co-piloto “saindo do armário”, Benito Morón (Hugo Silva), por quem Ulloa tem uma queda; uma vidente, a virgem que deixa de ser, Bruna (Lola Dueñas); uma cafetina de luxo, Norma (Cecilia Roth); um empresário corrupto; um ator, Ricardo Galán (Guillermo Toledo); um agente de segurança; um casal em viagem de núpcias. Os personagens são estereotipados? Ao extremo, são quase caricaturas. Seus trejeitos e neuras são exagerados? Sem dúvida. Mas boa parte do humor e da crítica ácida deve-se justamente a esses fatores.

Enquanto o roteiro se atém às ações e reações dos personagens dentro do avião, a trama se sustenta. Contudo perde força ao sair do ambiente confinado e mostrar uma subtrama, em que uma moça andando de bicicleta atende um telefonema do ex-namorado (o ator) num celular que “caiu do céu”, ou mais precisamente, das mãos de uma suicida que também conhece Galán. Apesar de interessante, principalmente aos que têm sua atenção atraída pela beleza da moça, Ruth (Blanca Suárez), a sequência não é muito relevante, e poderia ser encurtada ou mesmo suprimida sem qualquer prejuízo.

O título em inglês, I’m so excited, é o nome de uma música utilizada como trilha sonora para um numero de dança protagonizado pelos comissários a fim de entreter os passageiros - apenas os da primeira classe, pois os da classe econômica estão dormindo, pois foram dopados assim que a tripulação descobriu a pane. A partir daí pode-se ter uma ideia nítida do quão non-sense, exagerado e, ao mesmo tempo, sarcástico é o filme. Esse tom exagerado se vale ainda das cores fortes do cenário e da fotografia, com enquadramentos que lembram programas de tv - principalmente na hora do “show”.

Não se pode afirmar com veemência que Almodóvar tenha perdido a mão. É possível que sua intenção fosse mesmo fazer uma paródia de suas melhores comédias. De qualquer modo, não deixa de ser um filme menor. Mas, levando-se em conta que Almodóvar é um autor - em oposição ao conceito de artesão, ou diretor por encomenda -, vale a máxima defendida por Truffaut na revista Cahiers de Cinéma: “Um cineasta que tenha feito grandes filmes no passado pode cometer erros, mas os erros que ele cometer têm toda a probabilidade, a priori, de ser mais apaixonantes que os êxitos de um ‘artesão’”.



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Mary and Max

coded by ctellier | tags: | Posted On quarta-feira, 13 de novembro de 2013 at 11:57

meteorologia: finalmente, o verão
pecado da gula: banana com nata
teor alcoolico: nada ainda
audio: beatles
video: black mirror

Mary and Max (2009) - Mary e Max - Uma amizade diferente
roteiro e direção: Adam Elliot
★ ★ ★ ★ ★

Correndo o risco de entregar a idade, admito fazer parte da geração privilegiada que curtiu infância e adolescência nos anos 80. Nessa época pré-internet, sem email, twitter ou facebook, a troca de cartas foi durante um bom tempo a única maneira (não muito cara) de se comunicar com pessoas de outros países. E é a partir dessa premissa que se inicia a estória de Mary and Max.

Mary Daisy Dinkle é uma menina de 8 anos que mora na Austrália, em Monte Waverley, nos arredores de Melbourne. Solitária, meio gordinha, com uma pequena mancha marrom no rosto, sofre bullying na escola. Instigada por uma dúvida pungente, inicia uma troca de cartas com Max Jerry Horowitz, um judeu de 44 anos, morador de Nova York. Obeso e portador de Síndrome de Asperger - uma variante do autismo, também conhecida como autismo de alta funcionalidade - é, ao mesmo tempo, semelhante e oposto a Mary. Ambos sentem-se deslocados no ambiente em que vivem, que lhes parece estranho e, por vezes, inescrutável. Contudo enquanto Mary é curiosa e quer entender o mundo, Max contenta-se em manter-se recluso com medo de explorá-lo.

Fiquei bastante interessada em assistir tanto pela temática - eu mesma tive alguns penpals, amigos por correspondência, durante anos - quanto por se tratar de uma animação em stop motion - o que eu adoro. É o primeiro longa do diretor/roteirista, que já havia mostrado a que veio ao ganhar o Oscar de Melhor Curta de Animação, em 2004, com Harvie Krumpet - entre outras 20 premiações. Conforme informação do próprio Elliot, Mary and Max foi baseado em fatos reais, usando sua própria experiência e a de um penpal com que se correspondeu durante anos.

Os bonecos parecem ter sido propositalmente “mal modelados”, com formas bem simples, quase caricatas. Como uma indireta para o espectador: “a aparência não importa, o que importa é a essência”. Em contrapartida, os cenários se destacam tanto pela riqueza de detalhes quanto pelas cores utilizadas nos ambientes de cada personagem. Enquanto vemos Mary em cenários em tons de sépia, variando do bege ao marrom, o mundo de Max é dessaturado, totalmente em preto, cinza e branco. E, em ambos, objetos “especiais” aparecem em vermelho.

Diferente de várias animações, não se reconhecem trejeitos dos dubladores nos bonecos de massinha. Mary é dublada, quando criança, por Bethany Whitmore, e, quando adulta, por Toni Collete. Enquanto Max ganha a voz, praticamente irreconhecível, de Philip Seymour-Hoffman. E não são apenas os personagens principais que dão vida à narrativa. Os personagens secundários - a mãe de Mary e o vizinho da casa em frente, a vizinha de Max e seu médico - são muito bem cuidados e contribuem com o desenvolvimento da trama, sem nenhuma ponta solta ou situação desnecessária.

Apesar das diferenças, são as semelhanças que aproximam Mary e Max. O gosto por chocolate - a comida predileta de Max é uma receita de cachorro-quente de chocolate inventada por ele -, um programa de tv a que ambos assistem - Os Noblets, e principalmente a dificuldade de ambos em compreender como o mundo funciona e por que as pessoas tomam certas atitudes. Um bom exemplo das dúvidas que assolam as mentes dos personagens é a pergunta que levou Mary a escrever para Max: de onde vêm os bebês? São questões básicas, que qualquer criança na idade dela - ou na condição de Max - já deve ter tido curiosidade em saber. Mas o interessante não são apenas as perguntas. As teorias, ou conhecimentos prévios de cada um deles, refletem (enquanto criticam) o pensamento distorcido e as crenças de suas famílias.

No caso dos bebês, enquanto Mary diz que, na Austrália, são achados em copos de cerveja, Max afirma que, nos EUA, eles vêm de ovos chocados por rabinos ou freiras - dependendo da religião - e, na ausência destes, por prostitutas sujas e solitárias.
A partir daí já se apreende o tom do filme. Um humor ácido e, por vezes, politicamente incorreto que permeia os assuntos conversados nas cartas ou abordados no cotidiano de cada um. Indo dos mais casuais aos mais “cabeludos”, passando por bullying, distúrbios mentais, programas de tv, alcoolismo, cleptomania, religião, agorafobia, comida, diversidade sexual, preconceito, depressão, entre outros. Mas apesar dos temas pesados e difíceis, o que sobressai é a amizade entre eles que sobrevive durante tantos anos.

É um filme “de massinha” e cheio de humor? Sem dúvida. Porém, com certeza absoluta não é um filme para crianças. Não por serem temas sobre os quais elas não devem ouvir a respeito, mas essencialmente por ser necessária uma bagagem referencial grande para desfrutar do humor e das citações.





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Review » Skechers Go Bionic

coded by ctellier | tags: , | Posted On terça-feira, 24 de setembro de 2013 at 20:07

meteorologia: chega de chuva!!
pecado da gula: batata sauté
teor alcoolico: nada ainda
audio: carmina burana
video: american horror story

Todo corredor, ao perceber que a vida útil de um dos seus (vários) pares de tênis estão perto do fim, começa a pensar no próximo a ser usado. Foi-se o tempo em que eu era fiel a apenas uma marca/modelo, adepta da máxima “Em time que está vencendo, não se mexe.”. Nos últimos anos, principalmente depois de aderir à corrida minimalista, sempre estou experimentando novos modelos desse estilo, já que percebi que o importante mesmo é a mecânica da passada, mais que o próprio calçado.

Sendo assim, quando chegou o momento de aposentar meu Brooks Ghost, depois de alguma pesquisa, optei pelo Skechers Go Bionic. Foi o escolhido, entre outros motivos, pois já o tinha visto “pessoalmente” - no workshop de corrida natural ministrado pelo Sérgio Rocha - e constatado o quanto era leve e flexível. Além disso, munida de um cupom de desconto de uma loja online, o preço estava dentro do que acho o máximo aceitável - ainda que não exatamente adequado - pagar num tênis: R$ 299,00 (já com o desconto de R$ 50,00).



Um parênteses aqui: além da vantagem evidente na corrida em si, passar a praticar corrida natural/minimalista traz também uma vantagem econômica, já que o preço dos tênis cai praticamente pela metade - para quem costuma comprar os “da moda”, que custam entre R$ 600,00 e R$ 700,00. Nem levo em conta o Wave Prophecy que é, no meu entender, um ponto fora da curva que deveria ser boicotado pelos consumidores devido ao preço abusivo. Convenhamos, pagar 900 reais num tênis é quase como queimar dinheiro :-P

Bom, já comentei sobre um dos aspectos do tênis: o preço. Não é dos mais baratos, mas cabe no orçamento, considerando que provavelmente irei substituí-lo apenas daqui a um ano. Vamos aos demais.

Confesso que ao receber a embalagem das mãos do carteiro, duvidei que fosse mesmo o tênis. Leve demais. Mesmo. Muito mais leve que as embalagens com livros que costumam ser entregues aqui em casa. Abri logo a caixa e o tênis estava lá. Ufa! Não cheguei ao cúmulo de colocá-los na balança, mas conforme o Corrida Natural, o tamanho 42 pesa 169g. Ou seja, o meu - tamanho 38 - deve pesar um pouco menos. Para facilitar a “visualização”, imagine 8 fatias de mussarela de espessura média. Imaginou? É o que pesa o tênis.

Por causa da forma larga e do peso reduzido, a sensação ao calçá-lo é a mesma de vestir uma meia grossa. E mesmo andando, essa sensação persiste. Vantagem sobre o Five Fingers que, por mais confortável que seja, gera um certo estranhamento por conta dos dedos separados. O pé fica esparramado, sem “pegar” em nenhuma costura. Ao menos com meias. Sem elas, eu não testei ainda.

A espessura da sola é de 11mm, ou seja, amortecimento quase nulo - apesar de não parecer. Mas para quem está acostumado a correr descalço, de huaraches ou de Five Fingers não há qualquer desconforto. Para quem optar pelo Go Bionic como seu primeiro tênis minimalista, vale lembrar da fase de adaptação que não deve ser desconsiderada na transição de tênis mais estruturados para modelos como este.

Somando-se essas características, mais o drop zero, pode-se afirmar que é um modelo minimalista. É uma ótima opção para quem quer ter a mesma sensação experimentada ao usar um Five Fingers mas sem pagar o mico de parecer estar usando “pés de hobbit” (apelido carinhoso que meu namorado deu ao meu KSO).

Testei-o tanto na esteira quanto na rua (treino e prova), tanto em tiros quanto em longos e não tenho qualquer reclamação. Li alguns reviews reclamando das palmilhas que se deslocam. Comigo não aconteceu. Troquei o cadarço original apenas por comodidade - não gosto de ficar amarrando/desamarrando os tênis - mas o original não apresentou qualquer inconveniente. Enfim, fiquei super satisfeita com a aquisição.

O vídeo abaixo foi o melhor que encontrei para demonstrar o quanto o modelo é flexível, justificando a sensação de extremo conforto ao correr com ele:



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The conjuring

coded by ctellier | tags: | Posted On sábado, 21 de setembro de 2013 at 19:00

meteorologia: sol, calor e muito, muito vento
pecado da gula: bolo de coco
teor alcoolico: nada ainda
audio: matchbox 20
video: american horror story

The conjuring (2013) - Invocação do mal
roteiro: Chad Hayes, Carey Hayes
direção: James Wan
★ ★ ★ ★ ★

(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 13/09/2013)

Antes de existir Amityville, existiu Harrisville. Baseado em uma história real, Invocação do Mal conta o terrível episódio de como os investigadores paranormais mundialmente renomados Ed e Lorraine Warren foram chamados para ajudar uma família aterrorizada por uma presença obscura em uma fazenda isolada. Forçados a confrontar uma poderosa entidade demoníaca, os Warrens viram-se presos no caso mais terrível de suas vidas.
(fonte: http://wwws.br.warnerbros.com/theconjuring)

Muitos roteiros valem-se do recurso de afirmar que a trama é “baseada em fatos reais” para dar mais peso à história. Neste caso, não é apenas um recurso narrativo. Essa tática já é tão manjada e utilizada tão sem critério que confesso ter duvidado dessa premissa e “googlei” o nome dos personagens depois de assistir ao filme. Ed e Lorraine Warren realmente existiram, foram demonologistas amplamente conhecidos e reconhecidos, e o roteiro baseia-se nos arquivos dos casos investigados pelo casal.

O roteiro não prima pela originalidade, afinal não há muita margem para a criatividade ao escrever sobre uma casa mal-assombrada. Não há como escapar de sussurros e ruídos estranhos, portas e janelas se abrindo, ou se fechando, aparentemente sozinhas, pancadas no chão e paredes, quadros e objetos decorativos sendo jogados ao chão. Mas mesmo assim é bastante eficiente ao focar-se mais na tensão causada pela existência da “assombração” do que nos sustos em si.

O prólogo - quase uma pegadinha para quem não faz ideia do que se trata o filme - funciona muito bem ao apresentar o casal de investigadores e seu modus operandi. Há, embutida nele, a dica de que o filme não se resumirá a sustos e gritos histéricos, como boa parte dos filmes de terror infelizmente costuma ser.

A estória se passa no início dos anos 70 e vale a pena reparar na reconstituição de época que não deixa a desejar. Desde os carros, até as roupas - as estampas de vestidos e camisolas, os cortes dos ternos e camisas - passando pelos penteados - o que são aquelas costeletas? rs - e elementos do cenário - mobília e eletrodomésticos. Sem contar a trilha sonora, quase toda diegética, com ótimos hits da época.

O elenco está muito bem, com destaque para Vera Farmiga (Lorraine Warren), lógico. Um rápido flashback sobre um caso investigado que “desandou” talvez explique sua constante melancolia, mas mesmo asssim. Sua cara de tristeza durante todo o filme às vezes parecer meio forçada. Patrick Wilson (Ed Warren) não desaponta. Lily Taylor (Carolyn Perron), quase no mesmo clima de Hemlock grove, consegue nos fazer esquecer do péssimo The haunting A casa mal assombrada. Ron Livingston, o eterno Tenente Lewis Nixon em Band of Brothers, consegue ser bem convincente como o único homem numa família de seis mulheres.

Não sei se é realmente o melhor filme de terror dos últimos tempos. Mas certamente James Wan - responsável por Saw (o primeiro, de 2004), pelo razoável Death Sentence (2007) e pelo recente Insidious (2011) - conseguiu fazer um filme de terror acima da média, competente e com várias referências para os fãs do gênero.



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