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Posted On segunda-feira, 11 de março de 2013 at 15:33
meteorologia: chuva, chuva
pecado da gula: palmiers
teor alcoolico: nada ainda
audio: bananacast
video: life on mars
Deadfall (2012) - A fuga
roteiro: Zach Dean
direção: Stefan Ruzowitzky
(Resenha originalmente publicada no Vórtex Cultural, em 04/03/2013)
Sinopse:
Após o assalto a um cassino, trio de ladrões dirige-se à fronteira EUA-Canadá, quando um acidente na estrada acaba causando a morte de um deles. Escapando ilesos, os irmãos Addison (Eric Bana) e Liza (Olivia Wilde) separam-se com o intuito de dificultar a perseguição policial, tomando rumos diferentes no meio da neve para chegar à fronteira.
Enquanto isso, Jay (Charlie Hunnam), um ex-boxeador recém saído da prisão, viaja para passar o Dia de Ação de Graças na casa dos pais - o xerife aposentado Chet Mills (Kris Kristofferson) e sua esposa June (Sissy Spacek).
A sequência inicial é suficientemente impactante para chamar a atenção do espectador e fazê-lo querer saber o desfecho da estória dos dois irmãos. A tranquilidade quase excessiva dentro do carro - de certo modo um reflexo da quietude da paisagem branca ao redor - é subitamente interrompida pelo acidente. É uma pena que a força dessa cena não se mantenha no restante do filme que avança numa sucessão de eventos bastante previsíveis, com coincidências que por vezes soam forçadas.
É um thriller de perseguição. Ponto. Dito isto, pode-se afirmar que o filme é satisfatório enquanto thriller de perseguição. Não se deve esperar algo similar a Argo, em que a perseguição é pano de fundo para o estudo dos personagens - todos muito bons. Neste, ao contrário, a tentativa de mesclar ação e dramas pessoais apenas enfraquece a trama. O roteiro aliás, se mostra bem indeciso, sem saber se explora os dramas pessoais, o isolamento causado pela nevasca, as pequenas tramas paralelas ou se se atém à fuga dos ladrões. Ao tentar focar nos conflitos interpessoais de alguns personagens - Jay e seu pai, Liza e Addison, Hanna e seu pai - ou ao tentar acrescentar um pouco de complexidade psicológica aos personagens - Addison na cabana, por exemplo - a trama perde ritmo e interesse.
Percebe-se a boa intenção do roteirista, mas isso não é o bastante. A sucessão de clichês e estereótipos, principalmente na construção dos núcleos de personagens, poderia ter sido evitada. Citando apenas os mais óbvios: clichê machista - uma policial feminina, a única da delegacia, que é sempre preterida por ser mulher ; clichê racial - um caçador com feições indígenas vestindo um casaco de peles com uma águia pintada nas costas.
Mesmo a presença de bons atores - Spacek, Kristofferson e Kate Mara (que demonstra todo seu potencial na série House of Cards) - não ajuda na construção dos personagens, já que estes são unidimensionais. A performance do elenco é correta, mas nada além disso. Eric Bana quase convence como o ladrão meio anjo meio demônio. Olivia Wilde não tem como ir além do perfil apático de Liza. Hunnam talvez pudesse fazer algo se seu personagem fosse mais que apenas o link entre os ladrões e seu destino.
Apesar do excesso de closes e de “establishment shots”, a fotografia não deixa a desejar. Principalmente nas externas em que é beneficiada pela paisagem. Ajudaria bastante se a montagem fosse um pouco mais ágil. Afinal, é uma perseguição a fugitivos, não um filme contemplativo. A sequência de perseguição com snowmobiles, mesmo com a obviedade de alguns cortes, é um bom exemplo do ritmo que deveria ser seguido no restante do filme.
A sequência inicial e o final (quase) inesperado - depois que os personagens lavam a roupa suja durante o jantar de Ação de Graças - compensam o “miolo” meio morno da narrativa. Em suma, é um filme mediano. Longe de ser um blockbuster, mesmo com o roteiro convencional e pouco criativo, personagens estereotipados e pouco complexos, consegue cumprir a função de entreter e passar o tempo.

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Posted On quarta-feira, 6 de março de 2013 at 09:07
meteorologia: calor e chuva, chuva e calor
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: chico buarque
video: life on mars
The master (2012) - O mestre
roteiro e direção: Paul Thomas Anderson
(Resenha originalmente publicada no Vórtex Cultural, em 27/02/2013)
A trama se passa em 1950. Um veterano da Marinha, Freddie Quell (Joaquin Phoenix) volta da guerra instável e sem certeza de seu futuro. Como tantos outros, tem dificuldade de se situar na sociedade após o retorno, não só pelas sequelas psicológicas da guerra, mas também por ser um alcóolatra. Depois de abandonar vários empregos, principalmente por causa de seu temperamento explosivo, vagando pela cidade, entra no barco de Lancaster Dodd (Philip Seymour Hoffman), que o acolhe. Dodd é o criador de uma espécie de seita ou religião - “A Causa” - que prega a existência de vidas passadas, usa a hipnose como forma de cura e métodos psicológicos pouco usuais como tratamento de problemas diversos. Quell vê-se arrebatado pela Causa e por seu carismático líder. Ele enxerga em Dodd a figura paterna que não teve. E Dodd enxerga em Quell não apenas o seguidor perfeito, como também a cobaia perfeita para testar uma nova metodologia de “tratamento”.
Americanos gostam de fazer - e assistir a - filmes que tratam das guerras em que seus soldados lutaram, seus feitos, sua volta ao lar, sempre embebidos de um tom ufanista que costuma irritar aos que não compram essa visão idealizada do “sonho americano”. Para contrabalançar, há os que optam por mostrar o avesso desse sonho. E é o que Paul Thomas Anderson faz n’O mestre, assim como em seus filmes anteriores. Neste, o foco está no dia a dia dos soldados, nas sequelas da guerra, na nem tão triunfante volta ao lar, na dificuldade de reinserção no cotidiano. Em suma, se o espectador for ao cinema em busca apenas de diversão, este definitivamente não é a melhor opção. Mas se a busca for por um bom roteiro, regado a ótimas músicas, com performances dignas de nota este filme merece ser visto.
Mesmo com certa polêmica criada ao redor do fato de que Dodd é inspirado em L. Ron Hubbard, o criador da Cientologia, esse detalhe é, na verdade, menos relevante do que pode parecer. Não há dúvidas de que o diretor se vale da estória também para mostrar como é criada uma seita, como se desenvolve, como angaria seguidores - e os manipula - enfim, como ganha dinheiro explorando a crença alheia. Mas não é este o ponto central. O cerne da narrativa é o relacionamento entre Quell e Dodd. Importa mais a dinâmica mestre-discípulo (ou cientista-cobaia), a relação quase simbiótica que se estabelece desde o momento em que se conhecem do que o questionamento sobre quão charlatão Dodd é, quanto ele acredita no que diz e no que faz seus seguidores acreditarem. É interessante reparar que em várias situações, enfatizando o paralelismo - ou o contraste- entre eles, são mostrados lado a lado como na excepcional cena da cadeia. Com Freddie dando vazão a toda sua raiva numa cela, enquanto Dodd pondera calmamente na cela ao lado, até que Freddie duvida da veracidade das ideias da Causa, momento em que Dodd se exalta e dá vazão, de seu lado, à toda irritação por ter suas ideias postas em dúvida.
A trama é sinuosa, por vezes errática, dando a impressão (errônea) de que a narrativa segue desgovernada em alguns momentos. Ledo engano. A aparente falta de rumo é a representação fiel tanto dos caminhos tortuosos que Freddie seguiu depois da guerra quanto do modo como sua mente funciona. É significativo que durante o filme Dodd pergunte várias vezes a Freddie: “Is your behavior erratic?” (“Seu comportamento é errático?).
Apesar de toda a força dos dois personagens centrais, há outro que a princípio parece não ter tanta importância mas que se revela essencial à ascensão de Dodd como líder da seita: sua esposa, Peggy. É a figura mais dominadora - e quiçá fanática - do filme. Sua presença, por vezes aterrorizante, é quase mais forte que Freddie e Dodd juntos. A cena do toalete, em que ela o masturba enquanto lhe diz como agir, beira o aterrorizante, demonstrando controle que mantém sobre Dodd e sobre a condução de sua carreira e vida pessoal. E a atuação de Amy Adams é excepcional, corroborando de forma essencial na construção da personagem. Seus olhares recriminadores conseguem deixar até o espectador com sensação de culpa.
E não apenas a performance de Adams é digna de nota. A força dos personagens centrais em cena deve-se em grande parte à atuação de Phoenix e Hoffman. Enquanto este último confirma ser um dos melhores atores da atualidade, alternando entre a autoconfiança do líder e a instabilidade emocional ao ser questionado, Phoenix nos entrega o que talvez seja a melhor atuação de sua carreira. Antes de mais nada, pelo aspecto físico. Extremamente magro, assume uma postura ligeiramente encurvada, retraída (exceto ao visitar a casa da “mulher de seus sonhos”), a todo momento em busca de apoio - basta reparar nas mãos constantemente apoiadas no quadril. Falando pouco, com a boca meio fechada e os dentes cerrados, dá a impressão - que se confirma ao longo do filme - de estar sempre prestes a explodir e tenta evitar isso sendo o mais contido possível. E a riqueza de detalhes na interpretação, as minúcias nas variações de humor, as nuances na entonação da voz beiram a perfeição.
Adicione-se a tudo isso a fotografia competente e a trilha sonora bastante provocativa e tem-se um filme que vale a pena ser visto. Apesar de, a princípio, parecer que será lembrado apenas como “aquele em que o Joaquin Phoenix está irreconhecível de tão magro”, ou então, “aquele que faz alusão à religião de Tom Cruise, sem nomeá-la”, O mestre vai muito além dessa primeira impressão.
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Posted On sexta-feira, 1 de março de 2013 at 10:16
meteorologia: solzinho sem-vergonha
pecado da gula: rabanada
teor alcoolico: nada ainda
audio: elvis presley
video: life on mars
O reino gelado (The snow queen)
roteiro: Vlad Barbe, Vadim Sveshnikov
direção: Vlad Barbe, Maksim Sveshnikov.
(Resenha originalmente publicada no Vórtex Cultural, em 22/02/2013)
Sinopse
Desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas, a Rainha da Neve cobriu o planeta com gelo e ordenou a destruição de todas as artes. De acordo com as previsões de um espelho mágico, a última ameaça aos seus planos estaria no mestre-vidreiro Vegard, cujos espelhos refletem não apenas a aparência, mas também as almas das pessoas. Então, o vento polar sequestra Vegard e sua esposa Una, deixando seus filhos Kai e Gerda para trás. O tempo passa e os servos da Rainha acabam capturando também Kai, acreditando que o garoto é o sucessor de seu pai. Mas sua irmã Gerda, agora uma garota muito corajosa, não vai deixar isso barato. Embarcando em uma jornada pelo reino, ela vai encarar todos os obstáculos ao lado de seus novos amigos para salvar o irmão e voltar a aquecer os corações das pessoas.
(fonte: site Playarte Pictures)
Produção russa de 2012 do estúdio Wizart Animation, a animação é baseada num conto de fadas escrito por Hans Christian Andersen, dinamarquês autor de estórias clássicas: “O patinho feio”, “A menina dos fósforos”, “O soldadinho de chumbo” e “A roupa nova do imperador”. Apesar de não tão conhecido quanto os demais - ao menos aqui no Brasil -, “A rainha da neve” já ganhou várias adaptações cinematográficas. A propósito, a Disney pretende lançar sua versão, chamada Frozen, em novembro de 2013.
Como em tantas outras adaptações, apenas o “esqueleto” da estória foi mantido, assim como os personagens centrais. Mas isso não é um problema, desde que o filme se sustente sozinho. No caso deste, os roteiristas deram um banho de modernidade em toda a estória, transformando um conto de sete atos, repletos de discussões éticas e morais, num quase thriller de fantasia. Para desfrutar, basta esquecer a estória original, encarar o roteiro como uma nova ideia e embarcar na aventura.

O roteiro tem algumas falhas mas nada que compremeta a compreensão da estória. Sobre os personagens há pouco a dizer, pois são os esterótipos básicos de contos de fadas: o casal de órfãos - a menina valente e o menino sonhador; a rainha má - com direito a um espelho conselheiro; o ajudante da vilã - sempre um pouco atrapalhado e que acaba se revelando como sendo “do bem”; as pessoas diversas que Gerda conhece durante sua jornada - a dona da estufa, o rei e seus filhos, o grupo de piratas, a feiticeira boa; e, certamente, não poderia faltar um animalzinho - Luta, um furão - para garantir o nível de fofura necessário.
É nitidamente um filme para crianças. Os adultos acostumados ao estilo Pixar de roteiros de animação certamente sentirão falta daquelas sacadas “for adults only”. Mas isso não deixa o filme menos interessante de se assistir. A qualidade da animação é muito boa, levando em consideração que não se trata de um grande estúdio. A sequência de abertura captura a atenção do espectador de forma bastante eficiente. As cenas de ação, exceto pelo exagero no uso de slow motion, são convincentes e bem empolgantes. Pode perfeitamente ser assistido em 2D, pois o 3D pouco ou quase nada acrescenta à experiência de assistir ao filme.
É um filme mediano, a maioria de seus aspectos está na média, alguns um pouco abaixo. Não há nada que se destaque do todo, nada que faça o espectador dizer “Ah, a estória é comum, mas tal coisa é sensacional!”. Enfim, “não é assim uma Brastemp” mas cumpre bem sua função de passatempo, certamente agradando crianças e pré-adolescentes.

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Posted On sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013 at 18:34
meteorologia: chuva de novo
pecado da gula: bolo de banana
teor alcoolico: nada ainda
audio: cinecast cult #5
video: the watcher
Sinopse:
Série de televisão norte-americana de drama político criada por Beau Willimon para o site Netflix. Ela é estrelada por Kevin Spacey como Frank Underwood, um impiedoso e ambicioso político que almeja um alto cargo público em Washington, D.C.. House of Cards é uma adaptação do romance homônimo escrito por Michael Dobbs e da minissérie britânica criada por Andrew Davies.
(fonte: Wikipedia)
Outra série - além de Homeland - surgiu como candidata a preencher o vazio deixado pelo fim de Fringe. Há uma semana, dia 01/02, acessei o Netflix, como de hábito, para assistir a mais um episódio de Dexter ou Breaking Bad. Dei de cara com um box gigantesco anunciando a estreia de House of cards, série produzida pela própria Netflix. O poster me chamou a atenção na hora, afinal, Kevin Spacey como protagonista não é algo a se dispensar.
A série foi lançada nesse dia, em todos os países em que a Netflix atua. E não apenas isso, TODOS os episódios da primeira temporada estavam disponíveis. Ou seja, para quem curtisse, havia a possibilidade de fazer uma “maratona House of Cards”, sem a necessidade de aguardar uma semana pelo episódio seguinte. Haja disposição para encarar 13 episódios de quase uma hora de duração cada, em sequência. Fui comedida, tenho assistido a um por dia, intercalando com dois ou três de Homeland.
Para os que não estão acostumados e/ou não conhecem os meandros da estrutura política americana, ou que não têm o hábito de assistir outras séries de mesma temática - West wing, Game change, Political animals - a série é ideal. O personagem de Spacey quebra a quarta parede e conversa com o espectador, explicando em detalhes o que ele está pensando, o que ele sabe que os outros estão pensando, o que ele pretende fazer e o que os demais pretendem fazer. O didatismo em alguns momentos chega a ser exagerado. É como explicar uma piada - o que Underwood faz algumas vezes, inclusive. Isso não chega a tirar o interesse do público, mas torna a série um pouco mais lenta que o necessário.
Os episódios são dirigidos por diretores tarimbados, entre eles David Fincher, Joel Schumacher e Alan Coulter. Os primeiros episódios foram dirigidos por Fincher e é interessante notar o quanto se nota “a mão” do diretor em algumas cenas. Por exemplo, nas sequências que se passam na redação do Herald Tribune, tanto o cenário, quanto a fotografia e mesmo alguns quadros lembram demais Zodiac, dirigido por Fincher em 2007.
O elenco, além de Spacey, conta também com a presença de Robin Wright - excepcional como Claire, a esposa de Frank - e Kate Mara, numa atuação muito boa.
Já li por aí que a segunda temporada foi confirmada e deve começar a ser filmada ainda em 2013. Ótima notícia para quem, assim como eu, foi conquistada e passou a acompanhar com interesse as “aventuras” do protagonista mau-caráter. Vale a pena.
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Posted On quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 at 22:34
meteorologia: eo verão continua desaparecido
pecado da gula: misto quente
teor alcoolico: 1 smirnoff ice
audio: café brasil podcast #336
video: once upon a time
Sinopse:
Série de televisão norte-americana desenvolvida por Howard Gordon e Alex Gansa, baseada na série israelense Hatufim criada por Gideon Raff. Ela é estrelada por Claire Danes como Carrie Mathison, uma oficial de operações da CIA que passa acreditar que um fuzileiro americano, que era um prisioneiro da Al-Qaeda, passou para o lado inimigo e agora representa um significativo risco a segurança nacional.
(fonte: Wikipedia)
Quem acompanha meu mini-projeto “365 Screenshots”, ou me segue no getGlue, Twitter ou Facebook, possivelmente tenha visto que assisti à primeira temporada em menos de uma semana.
Indicação da Giselle, órfã de Fringe assim como eu, baixei a toda a temporada e comecei a assistir sem muito entusiasmo. Aliás, até o terceiro episódio, é uma boa série, acima da média, porém só começa a pegar ritmo e instigar o espectador a partir daí.
Não é difícil compreender por que a série não me “pegou” logo de início. É diferente de Fringe. Não há universos paralelos, nem viagens no tempo, nem tecnologias super avançadas, nem cotexiphan para ampliar os poderes da mente e, principalmente, não há Walter Bishop - sem dúvida alguma, o melhor personagem da série, imortalizado pela inesquecível performance de John Noble. Homeland não é ficção científica. Homeland é sobre o “mundo real”. Passa-se nos tempos atuais, logo após a morte de Bin Laden.
Como drama, não funciona muito bem. Mas como suspense, é excepcional. Percebe-se o capricho dos roteiristas na construção dos personagens. São tridimensionais, multifacetados, complexos. Aliás, boa parte do suspense advém do fato de o espectador nunca estar totalmente certo sobre as reações dos personagens, já que suas motivações vão sendo reveladas aos poucos. Reviravoltas na medida certa para nos instigar a continuar assistindo (leia-se "nos viciar). E um elenco bastante competente, destacando-se Damian Lewis, como o Sgt.Nicholas Brody, e Claire Danes.
Comecei a assistir à segunda temporada hoje. E já estou triste por antecipação. São apenas 12 episódios, que devo terminar antes do final da semana. E depois? Depois, o jeito é aguardar o início da terceira temporada, programado apenas para setembro :-(
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