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Posted On segunda-feira, 8 de abril de 2013 at 09:30
meteorologia: tempo indeciso
pecado da gula: pão de queijo
teor alcoolico: nada ainda
audio: bananacast #47
video: the following
Dans la maison (2012) - Dentro da casa
roteiro: Juan Mayorga (play), François Ozon
direção: François Ozon
★ ★ ★ ★ ★
Há sempre aqueles diretores que, apesar de já terem dirigido diversos filmes notórios, acabam sendo lembrados na maioria das vezes apenas por um deles. Não sei se com todos os cinéfilos ocorre o mesmo, mas comigo, ao pensar em Ozon, vem-me à mente imediatamente o non-sense da mistura de musical, comédia e suspense de Huit femmes (Oito mulheres) - com a diva Catherine Deneuve e a ótima Isabelle Huppert. Mas talvez, a partir de agora, eu passe a lembrar também deste.
Sinopse:
Um rapaz de 16 anos, consegue entrar na casa de um colega da sua aula de literatura e resolve escrever sobre o fato no seu trabalho de francês. Animado com o dom natural do aluno e o progresso do seu trabalho, o professor volta a apreciar a função de educador dos jovens. Entretanto, a invasão do aluno vai desencadear uma série de eventos incontroláveis.
(fonte: filmow.com)
Antes de assistir ao filme, havia lido alguns comentários favoráveis que, num primeiro momento, me pareceram exagerados, já que a sinopse dava a ideia de ser uma estória meio insossa. Contudo, minha primeira impressão foi-se dissipando à medida que a trama avançava. Classificado como comédia em alguns sites, é um filme difícil de categorizar. Há momentos de humor, com certeza, mas nada além do que ocorre no cotidiano da maioria das pessoas.
O professor, Germain (Fabrice Luchini), vendo o potencial do aluno, começa a lhe dar dicas sobre construção da trama, motivação dos personagens, além de lhe emprestar alguns livros. Germain, junto com sua esposa, Jeanne (Kristin Scott Thomas), acompanha a narrativa de Claude (Ernst Umhauer) sempre aguardando ansiosamente pelo “próximo capítulo”. E a trama se desenrola de tal forma que o espectador assiste e fica em dúvida se o que Claude escreve aconteceu realmente ou se foi fruto da imaginação dele.
Não sei se o filme é tão interessante para alguém que não tem o hábito da escrita ou não faz ideia de como é o processo de criação de uma estória. Mas para quem se encaixa no perfil descrito certamente é bastante gratificante acompanhar a evolução do rapaz e, principalmente, observar em suas redações como ele aplica os conhecimentos passados pelo professor. Porém o filme não trata apenas do "fazer" literário. Questiona até que ponto vai a ética, ou melhor, o quanto é moralmente aceitável o voyerismo praticado pelo casal. Questiona também a invasão de privacidade perpetrada por Claude a fim de observar os "personagens" da sua estória e obter matéria-prima para seus escritos.
Os diálogos são o ponto alto do filme. Extremamente instigantes e, ao mesmo tempo, verossímeis. Apesar de longos em alguns momentos nunca são entediantes. E, o mais importante, não subestimam a inteligência do espectador. Estão no limite exato entre o que é necessário ser dito e o que deve ser inferido e deduzido por quem assiste.
É o tipo de filme que a gente termina de assistir muito, muito satisfeita por ter usado o tempo numa experiência cinematográfica tão prazerosa.
Claude:
“Il ya toujours un moyen d’entrer.”

("Sempre há uma maneira de entrar.")
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Posted On sábado, 6 de abril de 2013 at 08:10
meteorologia: outono chuvoso
pecado da gula: brigadeiro
teor alcoolico: nada ainda
audio: ghost writer #23
video: the following
The host (2013) - A hospedeira
roteiro e direção: Andrew Nicol
(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 29/03/2013)
Sinopse:
Melanie (Saoirse Ronan) e Jared (Max Irons) foram feitos um para o outro. Esta seria mais uma história de amor, se não fosse um detalhe: estamos no futuro, e a humanidade está quase extinta. A Terra foi invadida por alienígenas que controlam a mente e corpo dos humanos. Melanie e Jared são os últimos humanos que lutam para sobreviver. Até que Melanie é capturada pela Buscadora (Diane Kruger), que usará as lembranças de Melanie para localizar o esconderijo dos humanos. Para não revelar o esconderijo Melanie ocupa a sua mente com visões do homem que ama, desviando a atenção de Peregrina, que incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, começa a se sentir intensamente atraída por Jared. A Hospedeira é baseado no best-seller de Stephenie Meyer.
Sem dúvida, uma parcela do público será atraída ao cinema pelo simples fato de que o filme baseia-se no livro homônimo de Stephenie Meyer (resenha aqui). Essa parcela, caso vá esperando ver algo minimamente próximo a Crepúsculo, terá as expectativas ligeiramente frustradas. Não totalmente, já que a porção “romance” está presente. Contudo, diferente da estória de Bella e Edward, não é o foco principal, apesar de ser importante para o desenvolvimento da trama. Sobre a relação livro/filme, apenas mais uma observação. Espera-se de adaptações de livros que o filme se sustente per se, isto é, o roteiro não deve pressupor que quem está assistindo já leu o livro. E neste sentido, a adaptação foi bem sucedida. Não há necessidade de conhecimento prévio da obra, nem ficam faltando detalhes essenciais (ou não) que apenas os leitores teriam conhecimento.
Diferente de outras estórias que versam sobre invasão alienígena, esta não se prende ao início da invasão - os primeiros humanos “infectados”, a percepção dos demais sobre o que está ocorrendo e a luta contra os invasores. Nesta, a invasão já está consumada, os alienígenas já estão entre os humanos ou, mais especificamente, dentro deles, assumindo o controle do corpo e sobrepujando a mente, tomando o lugar do “eu” de cada um. E a trama se volta para os focos de resistência, os humanos reminiscentes, os “não invadidos”, como Melanie (a princípio) e Jared.
O modus operandi da invasão levanta um questionamento interessante: como reagem ou devem reagir os 100% humanos ao se deparar com um hospedeiro conhecido? O corpo é o da pessoa que se conhecia. Suas feições, seu modo de andar, seu jeito de falar continuam os mesmos. Ainda é a pessoa com que se convivia. Mas ao mesmo tempo, não é mais, ao menos na maioria dos casos. Melanie é uma hospedeira que resiste à invasão. Ela e a invasora, Peregrina (Peg), “brigam” pelo controle do corpo de Melanie, o que gera algumas situações engraçadas quando Mel se irrita com alguma ação de Peregrina.
É uma pena que o roteiro não tenho dado mais ênfase à faceta sci-fi do filme, certamente para tentar agradar aos fãs oriundos de Crepúsculo. Contudo, essa não é a maior falha do roteiro, já que quem não leu o livro não faz ideia que esse enfoque é bem mais explorado. Apesar de Nicol ter conseguido eliminar a maioria dos excessos do livro - cenas desnecessárias e estórias paralelas que pouco ou nada acrescentavam - o ritmo da narrativa é extremamente lento, quase sonolento em alguns trechos. É uma pena que Nicol, responsável pelos roteiros de Gattaca, The Truman show e Lord of war - todos acima da média - tenha conduzido a trama dessa forma. E o que resta ao espectador é acompanhar Mel/Peg tentando ganhar a confiança dos demais e o triângulo - ou quadrado - amoroso em que ela se envolve, ou seja, situações clichês em filmes para adolescentes.
O elenco está bem, nenhuma atuação surpreendente ou fora do comum. Saoirse Ronan poderia ter se dedicado um pouco mais a diferenciar a personalidade de Mel e Peg, mas a voz em off de Mel dá conta do recado. Diane Kruger encarna de modo convincente a fria, calculista e (aparentemente) insensível Buscadora. E William Hurt, no papel de Tio Jeb, está em sua zona de conforto representando o chefe do grupo, detentor de sabedoria.
Apesar das paisagens de tirar o fôlego, da premissa interessante e do roteirista/diretor merecidamente premiado, o filme não chega a ser memorável. Talvez o espectador se lembre dele apenas quando anunciarem a sequência - o final do filme dá brecha para essa especulação, e a própria Stephenie Meyer cogita escrever mais livros sobre o tema.

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Posted On quarta-feira, 3 de abril de 2013 at 09:59
meteorologia: outono trazendo frio
pecado da gula: brigadeiro
teor alcoolico: nada ainda
audio: podcast cinema em cena #78
video: dexter
Jack, the giant slayer (2013) - Jack, o caçador de gigantes
roteiro: Christopher McQuarrie, Dan Studney
direção: Bryan Singer
(resenha publicada originalmente no Vórtex Cultural, em 28/03/2013)
Sinopse:
Uma guerra antiga se reinicia quando um jovem trabalhador do campo abre inconscientemente um portal entre o nosso mundo e o de uma raça de gigantes apavorantes.
Soltos na Terra pela primeira vez depois de séculos, os gigantes tentam reconquistar seu território, que havia sido perdido, forçando o jovem Jack (Nicholas Hoult) a entrar na batalha de sua vida para impedi-los. Lutando por um reino e seu povo, e pelo amor de uma corajosa princesa, ele fica frente a frente com os guerreiros incansáveis que pensava serem apenas uma lenda... e recebe a chance de ele mesmo se tornar uma lenda também.
Mais um filme que revisita uma estória infantil, o conto de fadas inglês “João e o pé de feijão”. E ainda na onda do politicamente correto, desta vez, João (ou Jack) deixa de ser um ladrãozinho - que surrupia primeiro moedas de ouro, depois a galinha dos ovos de ouro e por último a harpa de ouro - para se tornar um jovem destemido que luta para defender seu mundo dos gigantes “malvados”. Porém, o cerne da estória - o garoto ludibriado numa troca que volta para casa com um saquinho de feijões ao invés de moedas - foi mantido, com alguns adendos na tentativa de enriquecer a trama.
A aventura infanto-juvenil lembra bastante os filmes de fantasia dos anos 80 - Krull, A lenda, História sem fim - com valentes cavaleiros, donzelas em perigo, lutas de capa e espada, apenas com efeitos especiais mais elaborados, com menos maquiagem, maquetes e fantasias e mais computação gráfica. Contada de modo convecional e pouco inventiva, a trama não chega a entusiasmar, mas também não entedia o espectador. Com algumas pitadas de feminismo e tiradas de humor - bem ao estilo de Piratas do Caribe - entretém, mas está longe de causar empolgação. Tem-se a impressão de que o investimento foi grande na concepção dos efeitos especiais e pequeno na concepção do roteiro. Esperava-se bem mais de McQuarrie, o roteirista responsável pelo excelente Usual suspects.

O elenco está bem, apesar dos personagens terem pouca ou quase nenhuma complexidade. São todos estereotipados: Jack é o rapaz honrado, Isabelle é a moça (quase) rebelde, Elmont é o cavaleiro valente, Roderick é o conselheiro ardiloso. Aliás, enquanto o Elmont de Ewan McGregor vai ficando mais carismático à medida que o filme avança, a princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson) parece cada vez mais apenas um elemento decorativo.
Ao contrário do que aparentavam tanto nos trailers quanto nos anúncios, os efeitos de computação gráfica em combinação com a filmagem 3D deram um bom resultado final, exceto por uma ou outra falha pouco perceptivel. Apesar de o 3D não acrescentar muito ao filme, também não chega a atrapalhar como ocorre em alguns casos, principalmente quando o filme é convertido de 2D para 3D. Vale destacar o pé de feijão que simplesmente enche a tela (e os olhos) com sua grandiosidade e riqueza de detalhes. E não se pode reclamar da aparência dos gigantes, já que eles são tão verossímeis quanto um personagem de conto de fadas pode ser. Sobre os gigantes, atenção especial para o “chefe” de duas cabeças, General Fallon, dublado pelo inconfundível Bill Nighy.
Contudo, nem só de efeitos especiais sobrevive um filme. No máximo, este talvez seja lembrado como “aquele em que Ewan McGregor quase virou petisco de gigante”.

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Posted On domingo, 24 de março de 2013 at 10:32
meteorologia: ameaça de sol
pecado da gula: brigadeiro
teor alcoolico: nada ainda
audio: wergeeks #93
video: tbbt
Série produzida pela FOX, exibida pela Warner aqui no Brasil, sobre um serial killer que cria uma seita de assassinos. Temos dois personagens clichês antagônicos: o assassino psicopata e o ex-policial amargurado que o persegue - respectivamente James Purefoy e Kevin Bacon.
A premissa assim como os teasers veiculados antes da estreia são bem instigantes, despertam a curiosidade de assistir ao menos ao piloto. Assisti ao primeiro o episódio e logo já baixei os outros oito. Terminei de ver todos em menos de 3 dias. Dispensável dizer que curti bastante. Em comparação com o "chove não molha" dos últimos episódios de The walking dead, não dá vontade de parar de assistir.
Exceto por alguns exageros e situações pouco verossímeis, os roteiros são muito bem construídos. Se o espectador comprar a ideia de que uma única pessoa, de dentro de um presídio, com acesso à internet somente uma vez por semana, consegue reunir mais de uma centena de acólitos, apenas recitanto trechos de Edgard Allan Poe (e outros autores do Romantismo) e acenando com a promessa de dar um sentido às suas vidas, já é meio caminho andado para curtir a série.
O excesso de flashbacks frequentemente atrapalha, já que na maioria das vezes pouco ou nada acrescrentam à estória. Um ponto a favor, além do roteiro bem estruturado, é a ousadia ao não ocultar do espectador cenas violentas e sangrentas, envolvendo lutas, tortura e morte. "Eufemismo" é algo que definitivamente não combinaria com o teor da série.
O elenco está bem, mas o destaque fica mesmo para Purefoy.
Enfim, é uma série para que está a fim de sair da mesmice. Vale ao menos uma espiada. Nem que seja apenas para descobrir como termina :-)

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Posted On segunda-feira, 18 de março de 2013 at 09:35
meteorologia: tempo indeciso
pecado da gula: bolo de fubá
teor alcoolico: nada ainda
audio: madredeus
video: breaking bad
Le salaire de la peur (1953) - O salário do medo
roteiro: Henri-Georges Clouzot, Jérôme Géronimi
direção: Henri-Georges Clouzot
(resenha publicada originalmente no Cine Masmorra, em 11/03/2013)
Sinopse:
Mario (Yves Montand) é um estrangeiro que passa maus pedaços na América do Sul e deseja voltar à França. Recebe uma proposta de uma empresa petroleira americana para que, junto com outros três homens, igualmente estrangeiros, transportem um carregamento de nitroglicerina em dois caminhões por estradas esburacadas.
(fonte: Wikipedia)
O mote é simples, mas em como em muitos casos, a simplicidade bem explorada rende um filme de qualidade. O foco da narrativa é, sem dúvida, a tensão causada pelo transporte da nitroglicerina em praticamente dois terços do filme. Contudo, esse suspense que prende o público à cadeira - mesmo que inventivo demais em alguns momentos - só funciona bem porque o primeiro terço do filme preocupa-se em humanizar os personagens e aproximá-los do espectador.
A primeira cena do filme é chocante. Resume a condição desumana em que vivem os habitantes desse pequeno vilarejo localizado no meio do nada em algum país da América do Sul. Vê-se um garoto brincando com insetos - besouros, baratas ou algo similar - no meio de uma rua de terra. É clara a intenção do roteiro de mostrar a realidade miserável do lugar. Contudo, além da crítica social, além da denúncia da exploração capitalista - personificada pela companhia petroleira norte-americana (SOC) - está a estória desses imigrantes que, sem trabalho, aceitam qualquer oferta, qualquer trabalho, por um valor que não paga o risco a que estarão expostos. Dinheiro que pretendem utilizar para retornar a seus países de origem - há italianos, franceses, alemães, entre outros - abandonando a tentativa (ou ilusão) de viver e enriquecer num país tropical. É essa contextualização que sensibiliza o espectador e o faz se interessar pelo destino de quatro dos imigrantes através das estradas esburacadas que ligam a pequena vila ao poço de petróleo explorado pela SOC.
É fato que depois que os quatro sobem nos caminhões - Mario e M.Jo (Charles Vanel) em um, Luigi (Folco Lulli) e Bimba (Peter Van Eyck) em outro - o foco passa a ser o transporte da nitroglicerina. Cem minutos de tensão quase ininterruptos acompanhando os personagens frente a obstáculos ordinários - troncos, buracos, pinguelas - que, pela situação sui generis em que se encontram, tornam-se quase intransponíveis. O espectador dificilmente terminará de assistir sem ele mesmo dar mostras de cansaço.
A quase inexistência de trilha sonora também é um fator que contribui para a ambientação e, consequentemente, para a tensão. A maior parte dos sons é diegética, principalmente durante a viagem, em que se ouve o tempo todo ao fundo o som do motor do caminhão. E é sabido que sons graves, de baixa frequência, são associados a perigo - basta lembrar de Jaws: antes mesmo da famosa sequência de notas composta por John Willians ser ouvida (por si só assustadora), o espectador já está tenso devido ao uso de sons de baixa frequência quase inaudíveis.
É necessário salientar que o elenco é o responsável por fazer o público “comprar” a ideia, apesar de algumas dificuldades serem nitidamente exageradas além do que seria plausível. Não é à toa que Vanel foi premiado em Cannes por sua performance. E Montand também não fica atrás em qualidade de atuação. A interação entre os personagens merece ser destacada. Importante notar como a dinâmica entre eles se altera no decorrer do filme e passa a ser mais um elemento de tensão durante a viagem. Mario é inicialmente quase um capacho de M. Jo, um cachorrinho esforçando-se para agradar o mestre, enquanto M. Jo posa de valentão e poderoso mesmo sendo tão pé-rapado quanto Mario. Durante a viagem, os papéis se invertem. M. Jo vai se acovardando ante às dificuldades à medida que avançam, enquanto Mario torna-se o “macho alfa”, passando a tomar as decisões e a dar ordens. M. Jo deixa-se dominar totalmente pelo medo, permitindo que a antevisão do risco iminente, do perigo constante o consuma e o transtorne.
Mario
O chefão ficou morrendo de medo. Um Al Capone do tipo acovardado. Está morto de medo. Você é um maricas!
Jo
Se você soubesse o que já passei.
Sei o que isso significa. Você se arrisca imprudentemente. Você não tem imaginação. Vejo cada seixo e cada buraco. Morri mil vezes desde ontem à noite. Vejo a explosão e me vejo partindo em pedaços. Eu tenho um cérebro na cabeça. Vai acabar pendurado numa árvore. Como as folhas mortas.
Enfim, é um drama, um suspense, um ótimo estudo de personagens. Um prato cheio para os apreciadores da sétima arte.

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